As coisas mais gostosas de Paris
Numa viagem a Paris, há quem enlouqueça com compras, passeios ou museus. Eu fico louca com a comida (ok, com as compras também). Eu que, normalmente, me alimento como um passarinho, viro um monstro glutão ao pisar na capital francesa. Explico: como resistir aos deliciosos pain au chocolat e croissants no café da manhã? Como resistir aos macarons coloridos, cada cor sugerindo um mundo novo de delícias? Na minha mais recente estadia por lá, me fartei de três alimentos básicos – e caros - à humanidade: pão, queijo e vinho. Segue minha lista de eleitos para quando você tiver a alegria de conhecer Paris:

Pain au chocolat: é praticamente um croissant, com massa folhada levemente doce, mas o recheio, ahhh, o recheio é uma grossa barra de chocolate meio amargo que fica com uma textura inexplicável depois de se amalgamar, levemente, com a massa, no processo de assar. É consumido basicamente no café da manhã, mas eu poderia comê-lo a qualquer hora do dia. Se você estiver em São Paulo, pode provar essa delícia na Pain de France e na DeliParis.

Macarons: são um tipo de doce muito, muito leve, cuja massa é feita com uma espécie de farinha de amêndoas. Cada cor (claro…) corresponde a um sabor. Rosa, para os de morango; marrons, para os de chocolate. Beges, para os de café e verdes (os meus favoritos) para os de pistache. Em Sampa podem ser encontrados na Payard e também na supracitada DeliParis. Mas, aqui, a massa leva farinha de castanha de caju. Não fica tão leve, mas é também delicioso.
Para completar, o trio que me faz feliz, em Paris, ou em qualquer lugar:

Baguetes, queijos e vinhos: as baguetes, na França, são deliciosamente crocantes e fresquinhas. Claro, se você, como eu, sair em busca de uma refeição às oito da noite, em Paris, corre o risco de encontrar uma baguete dura e/ou terrivelmente murcha. Mas se você for esperto, consegue acertar a hora da padaria (ou boulangerie, como queira), e comprar deliciosas baguetes quentinhas, crocantes e felizes. E carregá-las envoltas em um mísero papelzinho de padaria é uma aventura. Tente não deixar muita poeira ou fumaça de cigarro poluir sua baguete.
Já os queijos, na França, são uma aventura à parte, capaz de deixar qualquer amante de queijos enlouquecido. Diz que há um tipo diferente de queijo para cada dia, por lá. Mas eu prefiro deixar meu paladar escolher os de sempre: brie, camembert e os variados tipos de chèvre, queijos de cabra que são uma alegria para mim e que, infelizmente, em São Paulo custam os olhos da cara. A marca mais usual para o queijo-nosso-de-cada-dia, em Paris, é a President. Em alguns bons supermercados você consegue encontrá-los por aqui.
E, para finalizar, os vinhos. Costumava comprar umas garrafas por bons preços nos mercadinhos mais fuleiros de Paris. Normalmente, era um Côte-du-Rhônes pungente, tinto, delicioso. Outras vezes, investi num rosé da Provence, mais leve. Não provei nenhum branco (acho que sou fã, mesmo, é dos tintos). Mas a regra é: não tenha medo de experimentar. Sim, sim, dizem que há várias leis para combinar queijos e vinhos, etc, mas eu ia mais pelo que meus olhos aprovavam. E sempre deu certo!
* Post originalmente publicado no UOL Blog. Para ler os comentários antigos, clique aqui.


Olá como vai. Estava eu passeando pela net e achei seu site. Preciso te dizer, fiquei muito feliz de acha-lo. Sou amante da gastronomia, mais especificamente da confeitaria e trabalho na Pain de France. Não tive a oportunidade de ir á França mas em pouco tempo irei. Amei sua materia, parabens. Abraços…
Olá, Nino! Fico muito contente de saber que vc gostou do Guloseima, e mais ainda por saber que vc trabalha na Pain de France. Lá é um lugar maravilhoso, gosto muito!
Apareça sempre! Beijos!