Tartufo bianco, amore mio
É época de trufas brancas italianas, trufas bonitas, gordinhas, brancas, sujinhas, de Alba. Mas eu estou aqui, elas estão lá (estavam, os caçadores devem ter achado todas), e não vai ser nesta estação que as provarei de verdade.
Meu primeiro contato com o aroma incrível das trufas brancas foi com um singelo azeite trufado. Encontrei na prateleira do supermercado por um precinho camarada e não resisti ao apelo. Foi paixão de verdade, fulminante.
Poucas, poucas coisas, são mais deliciosas do que uma boa fatia fresquinha de pão italiano regado com azeite trufado. Imagino que, se o azeite é delicioso, minha reação ao provar a trufa, em si, fresquinha, cortada em muitas lasquinhas, sobre um pedaço de pão e um ovo cozido com manteiga, seria de verdadeiro estupor. Acho que eu choraria de emoção.
Estou um pouco sentimental, é verdade. Fases da vida. Mas eu queria, queria mesmo, me juntar aos caçadores desses “diamantes da natureza”, soltar os cãezinhos, deixá-los cheirar o lugar, procurar o cheiro de terra molhada, cutucar as raízes dos sólidos carvalhos, encontrar o tesouro escondido. Imagina a Itália nesta época? Imagina a delícia de espreitar os “caçadores” de trufas, sentir o cheiro da manhã carregado de floresta, de terra e de mato, de folhas de árvores?
Ai, eu sonho tanto. Vocês nem sabem.
Cliquem aqui e leiam este blog. Tem até foto dos tartufos. Alessandro Segato virou meu ídolo! Eu sei que ele estava servindo essas preciosidades divinas em seu restaurante estrelado e simpático, mas não vai ser desta vez, Alessandro, quem sabe na temporada que vem?
* Post originalmente publicado no UOL Blog. Para ler os comentários antigos, clique aqui.
