Receitas, culinária e gastronomia, por Luciana Mastrorosa

Guloseima


Archive for março, 2007


Mistura fina 1

Posted on março 28, 2007 by Luciana Mastrorosa

Estou com gripe e meu paladar fica tristemente alterado nesses dias de espirros, tosses e rouquidão. De molho total, só tenho vontade de tomar sopa e… comer doces. Eu, que notoriamente prefiro os salgados aos doces, sinto vontade de comer chocolates, marshmallow e goiabada todos os dias. Ou, pelo menos, enquanto durar a gripe.

No meio da crise, comi uma tradicional “nhá benta”, vocês sabem, aquele doce coberto de chocolate e recheado com muito, mas muito, marshmallow branquinho. E me peguei a pensar em como é mágica a mistura entre o amarguinho do chocolate e a doçura do creme branco, tão fofo e aerado.

E, naturalmente, comecei a elencar as maravilhas gastronômicas que vêm aos pares, como os grandes amores: pão com manteiga, café com leite, arroz com feijão, goiabada com queijo, foie gras e Sauternes, café preto e bolo de fubá.

Das comidas para as sensações foi um pulo: café fresco e manhã de sono; fondue de queijo e inverno; feijoada e dias felizes; caipirinha e verão; vodka e caviar; champagne e festa.

Essas são as misturas que parecem perfeitas, acima de qualquer suspeita. Mas como dizer que não há uma certa graça em experimentar, digamos, batata frita com sorvete, melancia com farinha? Conheço gente que já provou os dois, e gosta. Eu acho suspeito, mas provaria.

Minha amiga Laura trouxe fotos da China com espetinhos de cavalos-marinhos e gafanhotos. Eu só consigo pensar em churrasco e sábado de sol… mas não com gafanhotos. Há quem já tenha provado e dito que as tais iguarias são crocantes e salgadas. Eu ainda não pude.

Conforme explicava para um amigo, procuro não limitar minhas possibilidades, nunca. Se puder provar, eu provo. Tenho limites, é certo, todos temos. Mas, para chegar até as misturas perfeitas, muitas escolhas duvidosas foram sendo feitas ao longo de toda a existência humana.

E tudo isso, meus caros, porque eu estou com gripe e com uma vontade incrível de comer doces. Em parzinhos.

Uma gordurinha a mais 1

Posted on março 24, 2007 by Luciana Mastrorosa

Certa vez, andando por uma lojinha de coisas de cozinha, encontrei um avental simpático que dizia: “nunca confie em um cozinheiro magro”. Lendo a frase jocosa, comecei a pensar nos melhores cozinheiros que já encontrei, e havia de tudo, gordinhos e magrinhos. Não há uma lei que determine que as melhores mãos para a cozinha sejam as gordinhas, embora seja necessário uma boa dose de força e perspicácia para amassar mil vezes aquela bonita massa de pão.

Já ouvi muita gente comentar: “puxa, você gosta de cozinhar? cuidado para não engordar, hein!”. Vivemos, especialmente nós, as meninas, em uma sociedade cheia de cobranças. É preciso ser linda, magra, atraente, sedutora, trabalhadora, uma máquina do sexo, um ás do volante, uma super-heroína. Ai, só de pensar, cansa.

Eu sou a favor do equilíbrio, sempre, embora tendo a cometer certos excessos de vez em quando. Gosto de comer, gosto de beber vinho, gosto de preparar almoços e jantares e festas para minha família e amigos, e também fico enlouquecida, às vezes, quando a balança (ou o espelho, o que é pior) acusa, assim, uns quilos a mais. Um, ou dois, ou dez.

Mas não sou cega a ponto de acreditar que só as top models são felizes. Até porque, devem ter lá suas encanações, que nunca saberemos, porque as revistas estão cansadas de mostrar o corpo perfeito, a casa perfeita, a cozinha perfeita.

Cozinha perfeita, para mim, é a que me permite usá-la, sem medo. Amor perfeito é aquele que dói, mas é bom demais. Nunca resisto a uma paixão desesperada, a uma boa conversa, a um encontro feliz com os amigos. Nunca rejeito uma festa.

Mas equilíbrio é bom e eu gosto, também. Até porque, um corpo saudável me permite ir além no conhecimento de comidas e bebidas e pessoas.

Por isso eu acho bacana algumas campanhas que pregam o “seja você mesmo”, como a Campanha pela real beleza, da Dove, e este vídeo da Nike:

[videolog]prefix=videos&v=80/b9/210236&id_video=210236&[/videolog]

Eu não vou sair por aí correndo com um tênis bacanérrimo só porque a propaganda me disse isso. Mas acho muito necessário que jornais, revistas e marcas (especialmente as marcas e propagandas e que tais) se empenhem em mostrar que bonito é se sentir bem e ser feliz.

Mesmo que você seja uma cozinheira gordinha ou magrinha, mesmo que você seja… você mesma. E viva a diversidade!

Para adoçar a vida 1

Posted on março 21, 2007 by Luciana Mastrorosa

E começou o outono, viva! É uma das estações do ano que mais aprecio porque, apesar de adorar os dias lindos de primavera e verão, é no outono/inverno que me sinto mais à vontade.

Gosto dos dias cinzas, da garoa fina, dos casacões… No frio, um chá bem quente pode ser uma solução simples e temporária para quase tudo. Especialmente quando a alma resolve acompanhar o clima e fica, digamos, cinza também.

O outono reserva milhares de possibilidades: um café mais demorado à tarde, uma taça de vinho com petiscos quentinhos, sopas simples ou mais elaboradas, e um céu azul, azul, que não pode passar despercebido.

Minha querida Angelina nos ofereceu uma receitinha doce e caseira para acompanhar um chazinho de fim de tarde, ou uma reunião de domingo para bater papo com os amigos.

Apesar de não ter a alegria do sol escaldante, o outono merece ser celebrado com mimos e carinhos, como recebemos alguém realmente querido.

Bolo de coco

Bolo de coco da Gê

- 6 ovos inteiros
- 2 xícaras (chá) de açúcar
- 3 xícaras (chá) de farinha de trigo
- 1 colher (sopa) de fermento em pó
- 4 colheres (sopa) de óleo
- 200 ml de água quente

Leve à batedeira os ovos inteiros com o açúcar. Bata bem até formar uma mistura homogênea. Misture o fermento com a farinha de trigo e junte ao creme feito com ovos e açúcar. Misture tudo muito bem, utilizando um fouet (aquele batedor bonitinho).

Acrescente a água quente e mexa com cuidado. Adicione o óleo e mexa para finalizar.

Leve para assar em uma forma untada e enfarinhada em forno médio. O forno deve estar pré-aquecido. Asse por aproximadamente 35 minutos ou até fazer aquele teste com o palitinho no meio da massa: se sair sequinho, o bolo está pronto!

Quando o bolo estiver cheiroso e assado, espere esfriar. Quando frio, corte ao meio e umedeça a parte de baixo da massa com leite de coco e uma calda leve de açúcar. Pouco, para não deixar molenga.

Recheie com uma boa dose de doce de leite (ou leite condensado cozido na panela de pressão, por 50 minutos).

Coloque a outra parte do bolo e cubra com chantilly, batido na hora. Para finalizar e deixar bonito, coloque um pouco de coco fresco ralado por cima de tudo.

Com chá e café, é o ingrediente que faltava para deixar sua tarde um pouco mais doce.

Vinhos, vinhos e mais vinhos 1

Posted on março 19, 2007 by Luciana Mastrorosa

Já que resolvi enfiar os dois pezinhos número 34 no maravilhoso mundo da gastronomia, comecei a pesquisar cursos para me inteirar ainda mais do assunto.

E eis que semana passada tive minha primeira aula do Curso Básico de Vinhos que estou fazendo na Associação Brasileira de Sommeliers (ABS).

O curso não é muito longo, dura cerca de dois meses, e eu confesso que esperava aulas teóricas e muita noção de procedência, tipos de copo, e as diferenças básicas entre um bom tinto e um bom branco.

Mas, para a minha surpresa, as aulas são ainda mais divertidas porque têm degustações! Além de aprender todos os conceitos possíveis sobre a bebida, você ainda tem a chance de molhar o bico nas tacinhas elegantes para cheirar, analisar, interpretar, associar e, finalmente, beber o precioso líquido.

Vinho Sauternes

Na aula de quinta-feira, experimentamos quatro tipos de uvas: Merlot, Cabernet Sauvignon, Pinot Noir e Syrah. Lembrei-me imediatamente do filme “Sideways – entre umas e outras”, aquele com a brilhante interpretação do Paul Giamatti.

No filme, o personagem de Giamatti é um aficionado por vinhos, coleciona garrafas raras, saca tudo do assunto. E faz uma crítica feroz à pobre uva Merlot, endeusando, por outro lado, a Pinot Noir, tida como um tipo de uva delicado, elegante e especial.

Ainda tenho pouco tempo de estrada para dizer que amo a uva X ou Y, até porque, eu amo mesmo é o vinho e todas as suas possibilidades.

Mal posso esperar pela aula de vinhos brancos, espero que eles falem do adorável Sauternes (este aí da foto), o vinho cor de âmbar altamente indicado para ser consumido com patês em geral, e sobremesas.

Mas uma lição já aprendi, e compartilho com vocês: a taça faz toda a diferença! Tomar um vinho decente num copo qualquer é garantia de perder metade da delícia que é cheirar, interpretar, aquela coisa toda até saborear a bebida.

Recomendo: tenha pelo menos algumas boas taças para aqueles momentos mais especiais em que você, sortudo, vai degustar um bom vinho com uma companhia melhor ainda.

Se tiver interesse, dê uma olhadinha no site:

Associação Brasileira de Sommeliers

http://www.abs-sp.com.br/

Tempo de chocolate 1

Posted on março 15, 2007 by Luciana Mastrorosa

Eu tenho uma maniazinha nessa época de Páscoa: meu primeiro ovo de chocolate é sempre o menor que encontro, daqueles que a gente chamava, “antigamente”, de ovo número 1. Aquele que não traz nada dentro, talvez um ou dois bombons minúsculos.

Pois é, eu adoro. A Páscoa rendeu alguns momentos de muita frustração na minha infância, porque eu sempre queria, naturalmente, os ovos gigantes e cheinhos de bombons e surpresas dentro.

Mas eu não ganhava esses ovos grandes, buá. Acho que veio daí – e da minha poderosa imaginação – a capacidade de me encantar com os pequenos ovos de Páscoa de modo que, ainda hoje, preservo a minha preciosa tradição de comprar um ovinho pequenino para mim mesma quando começo a avistá-los nos corredores dos supermercados.

Ninguém entende muito bem essa mania, acham pitoresco. Mas hoje eu vou explicar.

Quando eu era criança, não me lembro de haver essas lojas deliciosas e chiques repletas de ovos dourados, nozes cobertas com chocolates, delicadezas de toda sorte para encantar crianças e adultos.

Talvez elas já existissem, mas fato é que eu não as conhecia naquela época.

Eu lembro que a Lacta fazia dois ovos de Páscoa gigantescos que representavam meu sonho de consumo: um era embrulhado em papel dourado, com bolinhas coloridas, e outro, em papel prateado, com as mesmas estampas.

Eu imaginava que podia haver todo um universo de possibilidades lá dentro, coisas como brinquedinhos, pequenas bonecas, mini-ovos de chocolate, essas pequenices lúdicas que enchem os olhos de qualquer criança.

Um dia eu ganhei um desses. Meu irmão ganhou o dourado, porque ele era mais velho (e menino). E eu… bem, eu ganhei o prateado, que estava, assim, TODO quebrado.

Os anos passaram, eu fiquei adulta, amadureci, etc, mas essa lembrança frustrante assalta minha memória toda bendita vez que olho para os corredores cheios de ovos de Páscoa.

Nesse meio tempo, já ganhei preciosidades de chocolate, como uma inesquecível cestinha de palha e madeira, recheada com ovos de casca de verdade, inteiramente recheados do mais puro chocolate Kopenhagen, de vários tipos: branco, preto, gianduia, crocante.

Já ganhei um ovão deeeste tamanho, com bombons de variados sabores, e coelhos de chocolate, e garrafinhas com licor, e pipocas cobertas com chocolate, buquês de rosas com botões de chocolate, caixas em formato de coração com laços de fita…

Mas nada me fez superar, ainda, a dor infantil de ganhar um ovo de Páscoa quebrado. Amigos: jamais façam isso com suas crianças, é pecado e deixa seqüelas na vida adulta. Vejam o meu caso! hehehehe

Por isso que aprendi a dar valor aos ovinhos de Páscoa mínimos, aqueles que vêm com lacinhos e papel de embrulho, e que podem revelar alguma surpresa dentro.

Eu acredito nisso. Ainda.

Memórias de cozinha 1

Posted on março 14, 2007 by Luciana Mastrorosa

Meu gosto pelas panelas começou desde criança, quando aprendi a fazer omelete. Eu quebrava os ovos e tentava, muitas vezes, não fazer a delicada mistura despedaçar na frigideira escura e antiga da minha mãe.

Gostava de me arriscar na cozinha, preparando coisas simples, doce de leite, biscoitos (variações e variações de biscoitos…), nada muito requintado ou difícil. Arroz, por exemplo, só me arrisquei a preparar mais tarde, já morando sozinha. Eu sentia muita insegurança ao preparar arroz e feijão, essas coisas do dia-a-dia.

Talvez por isso eu tenha optado por preparar um macarrão – que ficou horrível, diga-se – a primeira vez que decidi cozinhar para mim mesma, numa casa que eu dividia com meu namorado, à época, e uma tonelada de amigos.

Num certo momento da minha vida, eu achava que cozinhar não combinava, digamos assim, com uma imagem de “mulher moderna”. Eu achava bonito dizer “puxa, não sei fazer nem arroz”, dava um certo orgulho. Mais tarde aprendi que era tudo bobabem e que aquilo fazia parte da minha fúria adolecescente. Porque, convenhamos, preparar uma boa comida, ainda que seja só para nós mesmos, é delicioso.

Não tenho nada contra quem não cozinha, evidentemente. Mas eu precisava aprender. Eu não gosto de comer mal, e foi isso, mais do que tudo, o que me trouxe de volta às panelas.

Isso, é claro, e a saudade imensa, voraz, que eu sentia da comida da minha mãe. Eu era uma menina mimada e não sabia. Só fui descobrir o fato quando me deparei com uma cozinha inteira só pra mim, morando sozinha.

No começo, tive a fase dos congelados. Depois, passei a investir nas saladas. Até pouco tempo, nunca tinha me arriscado a fritar (por imersão) nem batatinhas.

Mas por que eu estou dizendo tudo isso? Por que eu me peguei pensando, nessa fase tão corrida da minha vida, que não é demérito algum gostar de cozinhar, cuidar da casa, das pequenas rotinas. Antes eu não sentia falta disso, mas cada vez mais tenho gostado dessas coisas do lar. O que eu continuo detestando é a obrigação. Por obrigação, eu faço poucas coisas nesta vida, e olhe lá! :) hehe!

Encarnei tão forte o espírito da coisa que, no domingo, me peguei inventando uma receita simples, de bolinhos de peixe, que fritei aos montes para os amigos que estavam em casa, e todos adoraram.

Acho que o mais precioso dessa aventura é que ela mal começou. A cada visita aos blogs amigos, a cada receita que descubro, quero saber mais e mais.

Tanto que uni a delícia de cozinhar à delícia de escrever, e é por isso, só por isso, que estou escrevendo o comecinho destas memórias gastronômicas que, agora, vão ficar mais ricas com a colaboração de todos vocês, amigos leitores.

E viva os bolinhos!

Bolinhos de atum

Bolinhos de atum

- 3 batatas médias, cozidas com sal e amassadas
- 2 latas de atum (em água), escorridas
- 1/2 cebola picadinha
- 2 dentes de alho picadinhos
- 2 colheres (sopa) de manteiga
- 1 colher (sopa) de azeite
- 1 colher (chá) de sal grosso
- 1 1/2 colher (chá) de molho inglês
- pimenta-do-reino fresca, moída na hora, de preferência
- 4 ovos inteiros
- 1 colher (sopa) de farinha de trigo
- cheiro-verde picadinho (um punhado)
- óleo para fritar

Primeiro, cozinhe as batatas com sal. Quando estiverem cozidas, escorra, amasse e deixe esfriar. Enquanto isso, misture o atum, o sal, a pimenta-do-reino, o cheiro-verde picadinho, as gemas e 1 colher de manteiga. Use a outra colher de manteiga para refogar o alho e a cebola, junto com o azeite. Quando estiver frio, junte à mistura.

Mexa bem e misture as batatas. Acrescente a farinha de trigo e o molho inglês e mexa mais um pouco. Bata as claras em ponto de neve e adicione à massa, delicadamente. Quando a massa estiver pronta, aqueça bastante óleo numa frigideira funda e frite os bolinhos, às colheradas. Retire quando estiverem dourados e crocantes por fora, e deixe escorrer em folhas de papel-toalha. Sirva imediatamente.

É um ótimo petisco para comer junto àquela cerveja bem gelada. Com gotas de molho de pimenta Tabasco, fica um delírio.

À italiana 1

Posted on março 12, 2007 by Luciana Mastrorosa

Um jantar especial, para dois, não precisa ser necessariamente rebuscado. Bons ingredientes, uma receita simples e uma mesa arranjada de forma delicada podem fazer maravilhas e garantir uma boa impressão.

Um vinho interessante e flores na mesa (frescas, sempre) completam o ritual.

Eu gosto de preparar massas. Os macarrões são muito versáteis e caem bem com qualquer tipo de molho, mesmo que seja somente uma manteiga fresca derretida e um punhado de manjericão fresco. Parmesão ralado na hora (não vale o de saquinho) deve ser acompanhamento obrigatório para todo e qualquer tipo de macarrão, bem à italiana.

Com um pouco de criatividade e boa vontade, você pode tudo, pelo menos no quesito massas. Vale macarrão com legumes, com brócolis, com creme de leite, com lingüiça seca e frita, com atum…

Mas eu gosto mesmo é da boa e velha receita de molho de tomate com alguma carne. Almôndegas, por exemplo. São deliciosas, fáceis de preparar e fazem bonito sobre o macarrão de grano duro, aquela massa mais durinha, que não vai ficar toda molenga se você deixar passar um pouquinho do ponto na hora de cozinhar.

No mercado, você encontra hoje boas opções de massas, como a italiana Barilla ou a nacional Petybom, que também faz ótimas massas de lasanha, aliás.

Macarrão com almôndegas

Para preparar um macarrão com almôndegas você só precisa de:

- 1/2 pacote de espaguete número 8 (nem tão fino, nem tão grosso)
- 1 caixinha de massa de tomate
- 1 cebola média picada
- 1/2 kg de coxão mole ou alcatra moídos
- 1 fatia de pão de forma amolecido em leite (pouco leite)
- cheiro-verde picadinho
- orégano
- alho para refogar
- 1 ovo inteiro
- sal a gosto
- água
- queijo parmesão, do bom, para ralar na hora

Primeiro, prepare as almôndegas misturando a carne, o ovo, o pão amolecido no leite, o sal, a cebola e os temperos. Misture tudo muito bem, até ficar uma massa uniforme, e enrole pequenas bolinhas.

Quando estiverem prontas, aqueça um pouco de óleo numa panela funda (para o molho) e frite as almôndegas até ficarem com uma casquinha. Coloque o alho durante o processo, para fritar junto.

Quando estiverem fritas, despeje a massa de tomate, 2 copos de água quente, orégano a gosto, e deixe apurar. O molho vai reduzir e ficar grosso. Quando estiver no ponto, prove o sal e corrija, se necessário. Se gostar de pimenta, pode acrescentar uma pitada de pimenta-do-reino moída.

Quando o molho estiver pronto, desligue o fogo e reserve, tampado. Coloque a água do macarrão para aquecer. Quando ferver, coloque um fio de óleo e 1 colher (sopa) de sal. Acrescente o macarrão e cozinhe até ficar a seu gosto.

Assim que estiver pronto, escorra o macarrão, coloque numa travessa e despeje um pouco do molho nele, misturando bem para o macarrão não grudar. Sirva imediatamente, quentinho, e rale o parmesão por cima.

Se tiver folhas frescas de manjericão, acrescente e sinta sua vida mais feliz como num passe de mágica!

Sirva com um bom vinho e prepare-se para ótimas conversas na mesa do jantar.

Água de beber… cor-de-rosa! 1

Posted on março 09, 2007 by Luciana Mastrorosa

Ontem foi Dia Internacional da Mulher e, creiam, passei o dia envolvida em homenagens às companheiras do sexo feminino. Mas nada me impede de desejar, com um dia de atraso, um ano lindo e formoso para todas as queridas amigas e leitoras que passam por aqui.

Feliz Dia Internacional da Mulher! :) E feliz todo dia para nós todos!

A propósito da singela data, ganhei um presente refrescante, divertido e lúdico para esses dias de calor bruto que tem feito cá por estas bandas: uma limonada rosa! Em uma garrafinha estilo retrô!

O nome já é simpático por si só: “Pink Lemonade”, da série “Lorina Sparkling”. Trata-se de uma soda francesa, levinha, com pouco açúcar, um alívio para repor os mineirais perdidos depois de caminhar ao sol do meio-dia. Veja o site, que simpático.

lorina_pinklemonade

O sucesso nacional H2OH, aquela água com gás sabor limão, pertence à mesma categoria de bebidas. A H2OH, inclusive, não tem açúcar na composição.

Eu, particularmente, preferia que ela levasse um tiquinho só de açúcar, para evitar aquele amargor residual característico dos adoçantes. Mas é uma alternativa bacana, e mais barata que a Lorina, para aliviar o calor e fugir dos refrigerantes.

Eu devo confessar: não gosto de cebola, mas adoro água com gás! Especialmente as que vêm em garrafinhas de vidro. Com um copo cheio de gelo e limão, eu me divirto sozinha nos dias quentes. É prático e refrescante.

Das nacionais, a água São Lourenço é a minha favorita (não só porque leva o nome de São Lourenço, o santo dos cozinheiros, hehe!), e a água Prata fica em segundo lugar, em leveza e delicadeza. Bolhinhas pequenas que não ferem o paladar.

Diferente da água Crystal, que é pesadona, cheia de bolhas enormes, mas que acompanha bem os almoços dos meus dias de trabalho.

Será que se a Crystal viesse em garrafinhas de vidro o gosto se alteraria? Fica a dúvida!

Acho que é por isso, afinal, que eu gosto tanto das sodas italianas: basta misturar água com gás e um pouco de suco concentrado de frutas (xarope, como bem lembrou a Fer) para preparar uma receita prática e deliciosa. E que faz bonito! As águas de maçã verde e amora ficam com um colorido que anima até os dias mais difíceis.

Um bom lugar para tomar uma soda italiana é o café In Bocca al Lupo, que eu comentei neste post na antiga casa deste Guloseima. Isso, claro, se alguém conseguir chegar a algum lugar nesta cidade enquanto o presidente dos EUA, George W. Bush, estiver por aqui.

Mas fica o convite para uma soda italiana bem gelada. Vamos?

In Bocca al Lupo
Rua dos Pinheiros, 100 – (11) 3062 8914

Ora, cebolas! 1

Posted on março 06, 2007 by Luciana Mastrorosa

Todo mundo tem um “tabu gastronômico”, aquela comida ou ingrediente que tem medo até de olhar. Em uma visitinha a um restaurante por quilo, qualquer um, você troca uma ou duas frases com seus amigos comensais e de repente alguém sempre solta um “não gosto de alho”, “detesto camarão”, “não como verduras”. Alguns chegam ao ponto de não gostar de chocolate, veja você.

Eu me achava uma criatura sem preconceitos, livre, leve e solta, disposta ao que desse e viesse, até começar a ler o livro “O homem que comeu de tudo”, de Jeffrey Steingarten, o crítico da revista Vogue America. Um luxo, o rapaz.

Num dos primeiros capítulos, ele faz um mea-culpa e descreve uma listinha de ingredientes e comidinhas que não podia sequer sentir o cheiro: “suas fobias alimentares”. A listinha do sr. Steingarten inclui de insetos a comidas azuis, passando pelo “kimchi”, a tradicional conserva (apimentada!!) coreana.

Após ler a divertida lista do crítico gastronômico estrelado, fiquei feliz e triste. Feliz por gostar de várias coisas que ele tinha, digamos, medo de experimentar, como mariscos, que eu adoro. E triste porque, bem, eu preciso confessar: eu não gosto de cebola.

cebolas

Mas antes, um esclarecimento: eu uso cebola para temperar pratos cozidos, fritos, assados. A cebola é fundamental em certas preparações, por isso, com o tempo, aprendi a cortar tudo muito miudinho e refogar bem. Cebolas fritas na manteiga com azeite e um tiquinho de alho perfumam a vizinhança toda, comprove! Cebolas em rodelas também uso bastante, hoje, depois de muito treino.

Mas as cebolas cruas, realmente, são o meu maior tabu culinário, de todos os tempos. Quando viajo para outros países, eu me sinto na obrigação de aprender a palavra “cebola” no idioma em questão. Eu aprendo, também, a frase clássica: “Tem cebola na salada? Eu quero sem cebola, por favor. Sim, sem cebola”. Meus amigos que me acompanharam podem comprovar, pergunte a eles.

Minha mãe mentiu para mim; ela me disse que, ao ficar adulta, eu passaria a “adorar alho e cebola”, que meu paladar infantil detestava. É meia-verdade, mãe. Eu, hoje, adoro alho. Mas cebola crua, não, obrigada.

Ano passado, eu tomei sopa de cebola, à moda servida (em outras épocas) pelo Ceasa, e até gostei. Mas, novamente: era cebola ralada, muito cozida, e banhada em queijo. Quando em Paris, ignorei os apelos do frio e as dicas dos meus amigos para encarar a famosa “soupe à l´oignon”. Perdi a oportunidade, eu sei.

É um tabu. Talvez eu quebre, talvez não. Adoraria saber que os chefs estrelados detestam algum ingrediente também.

Fiz até uma listinha para vocês trocarem idéias comigo, olhem:

Não gosto de:
- cebola crua
- chuchu
- quiabo

Não comi e não gostei (ai!)
- rins
- língua
- molleja (timo)

Em compensação, eu gosto de escargot, fígado, dobradinha, jiló, pimentas, frutos do mar, ovas, queijos fortes e picantes, temperos inusitados, coentro, carnes estranhas, peixes esquisitos, peixe cru, embutidos em geral e, olha a proeza, eu como queijo gorgonzola desde criancinha!

Agora, convido todos a dividirem comigo os seus “desgostos” alimentares, para eu ficar mais feliz! :)

Fim de verão? Que nada! 1

Posted on março 05, 2007 by Luciana Mastrorosa

É, está fazendo um calor daqueles e não dá vontade de ficar horas testando receitas novas na cozinha, a menos que as receitas incluam água de côco, sombra e mais água fresca.

Tivemos uma festinha de aniversário no fim de semana, e a solução para alimentar os convivas sem deixar ninguém se esfalfando no calor do fogão foi preparar hambúrgueres. Sim, aqueles disquinhos de carne moída simpáticos que cabem em qualquer pãozinho e, normalmente, deixam todo mundo feliz.

Mas, esqueça o fast food. Dá para comer hambúrguer, sim, com uma pitada de vida saudável. Esqueça também os hambúrgueres congelados, de caixinha, que levam muita gordura na preparação, muuuito sal, e deixam a gente ainda mais moroso no calorão que está fazendo em São Paulo.

A saída, então, é preparar um bom e velho hambúrguer caseiro. Minha querida Angelina, já citada (e muito!) neste blog puxou uma prosa com o açougueiro (veja como é bom ter uma cunhada prendada) e descobriu que era absolutamente possível fazer hambúrguer sem o menor esforço. E sem temperos!

Eu não achava que fosse possível, mas foi.

hamburguer_caseiro

Basicamente, para preparar um hambúrguer caseiro supimpa você vai precisar de pouca coisa:

- 1 kg de coxão mole moído (duas vezes)
- sal

Claro que fica mais gostoso se você acrescentar coisas como:

- alface americana cortadinha
- fatias de tomate
- pepino em conserva em rodelinhas
- queijo prato ou cheddar ou mussarela, etc (a depender da preferência)
- cebola em rodelas (para quem gostar…)
- fatias de bacon ultra-sequinhos

Peça para o açougueiro de sua confiança tirar toda a gordura de 1 kg de coxão mole e moer a carne, duas vezes. Leve para casa, modele naquelas forminhas de plástico próprias para hambúrguer e congele. Tome o cuidado de separá-los em filme plástico, para não grudarem e arruinarem sua refeição feliz.

Na hora de servir, aqueça a grelha (pode ser grill, frigideira, chapa) e coloque os hambúrgueres por cima. Só nesse instante você vai polvilhar um pouco de sal, para pegar gosto. Deixe fritar e, antes de tirar do fogo, coloque o queijo em cima, para derreter.

O processo é rápido, creia, e você não vai derreter de calor!

Se você comprar pão de hambúrguer, vai ficar perfeito. Se preferir pão francês, vai ficar bom também. Aí você pode usar os seus molhinhos favoritos, como catchup, mostarda, maionese e companhia, e abusar da saladinha. A carne fica macia, delicada, e não pesa no estômago.

A menos, é claro, que você decida colocar várias fatias de bacon crocante e mais um ovo bonito e frito. Mas olha o calor…



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