Receitas, culinária e gastronomia, por Luciana Mastrorosa

Guloseima


Archive for abril, 2007


E dá-lhe Atala! 1

Posted on abril 25, 2007 by Luciana Mastrorosa

O chef do baladado restaurante D.O.M. está fazendo bonito. Novamente, o restaurante apareceu na lista dos 50 melhores do mundo, publicada pelo Independent (clique aqui para ver a lista completa, em inglês).

O mais divertido é que a posição do brasileiríssimo restaurante subiu: de 50º, no ano passado, passou para 38º este ano. Atala deve estar em festa! Curioso que o prato considerado o melhor foi… feijão preto! Tão trivial para nós, tão incrível para os gringos. Interessante.

Quer ficar com água na boca? Veja o cardápio do D.O.M.

Eu quero aquele menu-degustação a-go-ra.

Jantar húngaro 1

Posted on abril 22, 2007 by Luciana Mastrorosa

Meu querido casal de amigos, Adriana e Jan, ofereceu um jantar à moda húngara para esta que vos fala. Claro que aceitei rapidinho e me diverti a valer com boa companhia, bons vinhos e ótima comida!

Jantar húngaro

Jan é de família húngara e, prendado que é, preparou junto com a Dri uma refeição memorável! Com direito a uma aguardente típica, feita de cereja (e MUITO forte), um caldo de frango com macarrãozinho, suave, para começar a refeição, e uma delícia de frango à páprica, com repolho roxo refogado e nhoque húngaro.

Não torça o nariz: repolho roxo é uma delícia! E essa receita que o Jan preparou leva até geléia, um encanto.

O frango à páprica, ao contrário do que o nome sugere, não é forte nem pesadão. O tempero se mistura ao caldo com delicadeza, fazendo com o que o prato, naturalmente substancioso, seja ingerido sem lágrimas nos olhos – ao contrário dos curries, por exemplo.

Para acompanhar o ensopado de frango, o ‘chef’ Jan preparou um nhoque húngaro, feito com farinha de trigo e pingado na água quente com um utensílio próprio, parecido com um ralador de queijo.

A sobremesa veio alegrar ainda mais os corações (e as almas) dos convivas: sorvete geladinho com uma compota de cerejinhas húngaras!

Na foto acima, vocês conseguem ver um pouquinho de cada etapa do jantar: o aperitivo de cereja, com queijos e damascos, o Jan preparando o nhoque húngaro, o frango à páprika, e a linda sobremesa.

Todos os pratos têm aqueles nomes cheios de consoantes que só os húngaros conseguem pronunciar, mas o Jan prometeu mandar uma lista de tudo, certinho, para eu publicar para vocês. As receitas também virão em outro post!

Estamos esperando, amigos! :)

Sobre vinhos e comida japonesa 1

Posted on abril 16, 2007 by Luciana Mastrorosa

Posso soar um tanto lerda, mas, para mim, parece que o ano começou definitivamente depois da Páscoa. Nesta época, quando o friozinho começa a chegar (apesar do aquecimento global, etc), parece que a rotina vai encaixando seus tijolinhos no lugar.

Os cursos engrenam e ninguém está enjoado deles, o trabalho toma outra forma, a casa exige atenção e acompanhamento para ficar aconchegante e macia… E os eventos de comidinhas começam a pipocar.

Semana que vem, de 24 a 26 de abril, acontecerá a 11a edição da ExpoVinis Brasil. Este ano estarei lá e vou contar tudo para vocês. Espero encontrar bons exemplares nacionais, a preços interessantes, para indicar para meus adoráveis leitores. O leitor Elinho pediu umas dicas, e eu já estou providenciando. :)

Por falar em vinhos, o curso da ABS (já mencionado aqui anteriormente) está cada vez melhor. Experimentei um vinho branco alsaciano, Gewurztraminer (com odor inigualável de rosas) e fui imediatamente transportada para uma vida passada. É sério.

Degustei ainda um tinto delicioso que merecia ficar guardadinho mais uns anos, mas que já mostrava todo o seu potencial: o Farnese Edizione IGT 2004, feito exclusivamente com uvas italianas. Cinco delas: montepulciano, primitivo, sangiovese, negroamaro e malvasia nera.

Quer uma dica de bom custo-benefício? Os vinhos australianos. Ninguém comenta muito aqui e ali, mas os australianos estão fazendo bonito com a uva syrah (ou shiraz, como queiram); vinhos potentes, sensuais, mas ao mesmo tempo delicados. Para quem está acostumado a pedir cabernet sauvignon, mude uma vez só para experimentar o syrah. Tente o Bleasdale Petrel Reserve Premium Shiraz, 2001. Garanto que será uma surpresa agradável.

Só para concluir a coisa do curso na ABS: experimentei um vinho Riesling que foi o meu preferido até agora. Absolutamente encantador, apesar do nome esquisitão: Hoccheimer Domdechaney Riesling Aulese, 2006. É alemão, da região de Rheingau. Estou animada! Vamos ver o que as próximas aulas nos reservam.

Para quem tiver interesse, novas turmas serão abertas agora em maio, para o curso básico de degustação. Veja mais aqui.

***

Japão à brasileira

Antes tarde do que nunca: está acontecendo um evento muito, muito interessante no Mercado Municipal de São Paulo, o “Japão à brasileira”. Começou ontem e vai até o próximo domingo, dia 22. São palestras, mini-cursos, espetáculos de dança. Um pouquinho de cada coisa para mostrar toda a delicadeza da cultura japonesa. O evento antecipa as comemorações do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil, comemorado em 2008.

Clique aqui para ver a programação completa. Eu adoraria participar das palestras e cursos do sábado e domingo, mas devo trabalhar. Vou pedir comida japonesa só para não ficar tão triste.

Hein? Você não gosta de comida japonesa? Não sabe o que está perdendo… Comece com salmão e um dia você chega lá.

Prometo boas dicas de restaurantes japoneses em breve, antes que vocês me ignorem para o resto da vida porque este post ficou muito, mas MUITO grande. Também amo vocês. ;)

Viram como eu voltei com a corda toda?

Operação detox 1

Posted on abril 09, 2007 by Luciana Mastrorosa

Depois de tanto chocolate, só uma semana de desintoxicação completa para salvar.

Comemorando o friozinho que finalmente deu as caras, quero preparar uma sopa de legumes com frango, simples, daquelas que aquecem, confortam, e deixam seu estômago mais feliz.

Sopa milagrosa de legumes com frango

- 4 filés de frango (peito)
- 3 batatas grandes
- 2 cenouras
- 3 mandioquinhas
- 1 alho-poró (só a parte branca)
- 1 cebola pequena
- 1 tomate
- 1 envelope de caldo de frango sem gordura
- sal, mostarda em grãos e cebolinha a gosto

Corte os filés de frango em cubinhos, assim como todos os ingredientes, com exceção do alho-poró, que deve ser cortado em rodelas.

Leve um caldeirão de água para ferver. Acrescente o caldo de frango e vá juntando os ingredientes na água quente, do mais duro para o mais molinho.

Deixe ferver até cozinhar tudo e ficar um caldo grossinho. Acerte o sal e sirva imediatamente, fumegando, com um fio gordo de azeite e pimenta-do-reino moída na hora.

É leve, mas é bom pra diabo.

Carne branca 1

Posted on abril 05, 2007 by Luciana Mastrorosa

Amanhã é Sexta-feira Santa e muita gente opta por não comer carne vermelha. A opção natural, por marketing ou pela tradição familiar, recai sobre o antigo, e largamente apreciado, bacalhau. Se você quer uma receita fantástica de bacalhau, clique aqui e veja o que já publicamos a respeito.

Mas… Se você precisa fazer algo em cima da hora, leve, gostoso, e que tenha carne branca, experimente preparar uma simples pescada. Pescada branca, naturalmente.

Peixe com legumes

Se você não tiver a mágica forma Fulgor, vale preparar no forno convencional. Fica pronto em meia hora, no máximo. A pescada tem uma carne muito macia e delicada, e poucos espinhos, o que pode ser confortável para aqueles que não têm lá muito traquejo em peixes espinhudos.

Na dúvida, siga o conselho da mamãe e coma sempre peixe com um pedaço de pão.

Para preparar uma receita rápida (para duas pessoas famintas) para a Sexta-feira da Paixão, compre meio quilo de filé de pescada branca (das maiorzinhas), pimentão, cebola, tomate e cogumelos do tipo champignon.

Lave bem os filés, um a um, tire o excesso de água e tempere com meio limão fresco, um pouco de sal, pimenta-do-reino, alho, cebola e um fio de vinho branco. Deixe descansar por alguns minutos.

Enquanto isso, corte em tiras os tomates (sem sementes), os pimentões (idem) e mais 1 cebola pequena (rodelas). Tempere essa mistura com azeite, sal e orégano.

Para um acompanhamento rápido e leve, descasque um punhado de mandioquinhas e leve-as para cozinhar com sal. Quando estiverem molinhas, escorra, amasse bem e faça um purê com um pouco de manteiga, leite, noz moscada e uma pitada de sal. Deixe ficar macio e muito leve, e reserve.

Leve ao forno (ou à forma Fulgor) o seu peixinho, untando a forma com azeite, colocando uma camada de temperos, o peixe, nova camada de temperos, e os cogumelos por cima de tudo. No forno, cubra com papel alumínio por uns minutos, para cozinhar. Fica bom quando começar a desprender um aroma delicioso, tudo estiver cozido e o caldo tiver engrossado.

Para um toque mais especial, acrescente alcaparras amassadas em um pouco de azeite, como um molho à parte. Um pouco de pimenta verde também fica bom, mas essa pode cozinhar junto.

Sirva bem quente, com o purê de mandioquinha e uma salada variada. Vinho branco gelado acompanha de maneira elegante e feliz.

Faça penitência e não coma sobremesa; tome apenas um café e guarde seu estômago para todo aquele chocolate delicioso do domingo.

Já escolheu o seu? 3

Posted on abril 02, 2007 by Luciana Mastrorosa

Não sei se vocês viram, mas a edição do caderno Paladar da quinta-feira passada (29 de março) estava espetacular para todos os bons amantes de chocolate. Para todos os bons amantes, como queira.

Sob a batuta do jornalista Ilan Kow, o caderno traz opções variadas – todas testadas pela equipe – de ovos de Páscoa para os gostos mais díspares. O fundamental é mesmo gostar de chocolate.

Ovo de Páscoa

Eu ainda não fiz minhas escolhas. Já comi um ovinho aqui e outro ali, ovos sem nada de mais, chocolates ao leite muito açucarados. Apesar da doçura que pode ser excessiva, eu queria mesmo era um daqueles ovos dragê cor-de-rosa, só pela felicidade de comer algo dessa cor.

Ou ainda mini-ovos da Havanna, recheados com o mais puro, puríssimo, doce de leite argentino.

Ou então um mix de ovos de Páscoa pequeninos, cada um recheado de uma coisa: marshmallow, gianduia, marzipã, doce de leite, brigadeiro, mousse de maracujá, mousse de limão… Posso pensar em infinitos recheios, mas vou poupá-los da descrição enfadonha.

Agora vou pensar em qual vinho combinaria bem com a textura amanteigada, e doce, do chocolate.

Ou se champagne combinaria com aquele chocolate escuro, meio-amargo, que eu amo. Lustroso, quente, sensual, estou à espera do inverno para ser mais feliz com ele. Um ovo de Páscoa meio-amargo com nozes ou avelãs? Uma bênção, só pode ser isso. Aliás, a Chocolat du Jour inventou as “Choco nuts”, nozes cobertas com chocolate. Parecem ser um caminho assegurado para o céu dos felizes.

Não consigo falar em chocolate sem falar em amor, em felicidade. Acho que se completam e se combinam. Devia ter colocado essa mistura no post aí de baixo, mas vale a citação agora.

Bem, nunca é tarde para falar de amor. Nem de chocolate.

Caderno Paladar

Havanna Café

Kopenhagen

Chocolat du Jour

(E me ajudem a pensar num bom vinho para acompanhar essas delícias, ainda que em sonho)



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