Um ano de viagens? Eu quero!
Frances Mayes é professora de literatura. E tem um dom inegável: escrever. Especialmente relatos de viagens. Ela ficou conhecida mundialmente com o livro Sob o Sol da Toscana, que narrava suas aventuras ao comprar uma casa antiga, perfeita, na região italiana que dá nome ao livro.
O livro virou filme, o filme correu o mundo, e tudo bem.
Agora ela lançou um novo livro, delicioso, chamado Um ano de viagens. São 365 dias de “passeios apaixonantes pela Europa, Marrocos e Turquia”, como diz o subtítulo da obra.
Imagina que sonho passar um ano inteirinho viajando ao lado do seu amor? Conhecendo comidinhas, povos, culturas, idiomas, frio e calor em outras terras, entre outras gentes? Eu quero, e quero agora!
Nesse ponto você está se perguntando: mas esse não é um blog de comida? É, estimado leitor. E é por isso que estou indicando essa leitura. Uma das coisas mais divertidas nos livros da senhora Mayes é o olhar gastronômico da autora. Logo no comecinho, ela descreve as tapas espanholas que provou. Só um pouquinho para vocês verem que o negócio é tentador:
“Experimentamos batatas com uma maionese picante e presunto, anchovas marinadas, fatias grossas de lombo de porco com um molho verde de pimenta, espinafre com bacon, nozes e uma mistura de peixes fritos, tudo em porções do tamanho de um pires. O vinho branco tem gosto de xerez. (…) Peço alguma coisa que não seja dos barris de Jerez, e o Muga, um Rioja branco, é leve e picante, ótimo com o queijo branco torta del casar, tão macio que se pode comer de colher”.
É por essas e por outras que eu adoro a Frances.
Só um detalhe: ela e o marido, Ed, abriram mão de seus empregos fixos numa tradicional universidade americana para passarem esse ano juntos, viajando, olhando para o mundo. Eles não são mais garotos, podem se dar a certos luxos.
E o detalhe romântico da coisa: Ed entregou seu pedido de demissão no Dia dos Namorados, “e voltou para casa com três dúzias de rosas amarelas”.
O amor é mesmo um negócio impossível.
Um ano de viagens
Frances Mayes
Editora Rocco

queria saber como é que eles arranjam financiamento para essas coisas…
Trabalhando… Nos EUA…