Namorados
“Amor, quantos caminhos até chegar a um beijo,
que solidão errante até tua companhia!”
Acho interessante que nosso Dia dos Namorados caia exatamente no outono. Se comemorássemos a data no dia 14 de fevereiro, como o mundo inteiro faz, teríamos um Dia dos Namorados em pleno verão, corpos suados, a moleza de fevereiro. Mas em junho, as noites de outono inspiram até a menos romântica das criaturas a pensar em amor, viver de amor: céu estrelado, tardes rosadas, uma brisa leve e fria que convida ao abraço.
Você acha que a data é comercial? Pode ser, sim. Mas eu não vejo mal em celebrar um pouquinho o amor em tempos tão difíceis quanto os nossos, em que as manchetes dos jornais (e dos sites) só falam de coisas ruins, blablablá. Por que não pegar um dia, um diazinho no meio da semana, para curtir aqueles que amamos?
Um bistrô é uma opção bacana para quem pretende jantar num restaurante simpático para comemorar a data. O Ça Va e o Café Pittoresque oferecem jantares especiais para o Dia dos Namorados, com entrada, prato principal e sobremesa. Um pequeno luxo à moda francesa. Mas, por favor, damas e cavalheiros: façam reserva antes. É triste pegar fila até em Dia dos Namorados.
Para quem não está disposto a encarar o trânsito da cidade para trocar juras de amor, sugiro um jantar em casa, preparado com carinho. Nada muito elaborado: bastam alguns frios, pães, talvez uma sopinha boa para aquecer a alma. Pistaches e castanhas salgadas aguçam o paladar, e um espumante sempre vai bem nessas horas.
Para a sobremesa, trufa de chocolate para comer de colher, a dois, e talvez uns morangos para fazer uma graça.
Um café quentinho com biscoitinhos podem encerrar a refeição, dando espaço para que o casal apaixonado aproveite o que resta da noite para fazer nada mais a não ser ficar junto, bem juntinho, e esquecer que lá fora está frio, está quente, está morno, está chato, está cheio…
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Os versos que abrem este texto são do poeta chileno Pablo Neruda, que sabia como partir um coração de tanto, mas tanto amor.
Aliás, para quem gosta, um bom livro do Neruda é um presente lindo para o Dia dos Namorados. Que tal “Os versos do Capitão”, para começar? Se estiver apaixonado, mas triste, tente os “Vinte poemas de amor e uma canção desesperada”.
Ah, não sabe como fazer trufa? Derreta 500 g de chocolate ao leite (ou meio amargo), sem deixar entrar vapor, nem queimar o chocolate. Retire do fogo e misture 1 lata de creme de leite, mexendo sempre, até ficar uma consistência cremosa. Misture 1 ou 2 colheres (sopa) de conhaque e mexa, mexa, mexa. Se gostar, acrescente avelãs em pedaços, nozes ou quaisquer outras castanhas. Leve à geladeira e sirva assim, às colheradas. Com morango e cerejas fica lindo.


A parte da trufa é pras solteiras? kkkkkkkk
Adorei seu blog.
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Bjokas