Receitas, culinária e gastronomia, por Luciana Mastrorosa

Guloseima


Archive for março, 2008


Os pequenos (grandes) prazeres da vida 2

Posted on março 28, 2008 by Luciana Mastrorosa

As coisas mais simples da vida acontecem quase que por acaso, quase sem perceber. Depois de pedir demissão do meu emprego, me deparo com a frase: o que vou fazer agora?

Vou viver, penso e respondo a mim mesma. Viver, simplesmente. Encontrar os pequenos prazeres da vida, encontrar os grandes prazeres da vida. Trabalhar com alegria, com gosto, com aquilo de que gosto muito, comidas, cheiros, sabores.

Coisas em que penso: feijoada no almoço de sábado, vodka com gelo no fim da tarde, sorvete num dia quente, torta de maçã num dia frio. O macarrão com almôndegas da minha mãe, o sabor do estrogonofe russo, o leve doce-amargo dos aspargos grelhados, o verão. O gosto do mar e do sol na minha boca, gosto de sol? Pois é, gosto de sol.

Os perfumes de lavanda, camomila, erva-doce, capim-limão. A casquinha da torta de palmito recém-aprendida, a alegria de tirá-la do forno e recebê-la, ainda quente, como um filho. Os morangos com açúcar e creme, em quantidades de pote. O milho verde cozido, cheirando a manteiga, sal e calor. A terra, a terra de onde brotam milhões de coisas: temperos e cheiros-verdes, alecrim, salsa, coentro. E mais orégano fresco, que eu quase nunca vi.

E ainda as frutas, é tempo de caqui, os figos que fizeram os corvos perderem a linda voz, o mel que as abelhas levam tempo para produzir e – zás! – acaba em um segundo em cima dos crôstolis fritos, receita da vó, da mãe, da tia. De todas as mulheres minhas ancestrais, talvez suas também.

O que vou fazer agora? Comer um pedaço de torta, olhar a tarde azul-cinza da janela, fazer um chá de verbena, que verbena é erva poderosa, garante meu marido, que não acredita em mandingas, veja você.

Vou fazer agora o que deveria ter feito toda a minha vida: viver. Um pouquinho mais, um pouquinho mais. E hoje, e sempre.

Renovar é preciso 1

Posted on março 22, 2008 by Luciana Mastrorosa

Sempre tive medo da Sexta-feira Santa. Um medo respeitoso, mas bem grande. O clima, o sofrimento de Jesus, as incríveis crueldades de que o ser humano é capaz sempre me tiraram a fome e o gosto pela vida.

Mas aí vem o Sábado de Aleluia, e meu medo diminui sensivelmente. Sempre foi assim, com a diferença de que, uns 20 anos atrás, as pessoas do meu bairro realmente levavam a sério essa história de “malhar o Judas”, e ficavam despedaçando bonecos de papel e pano amarrados em postes. Cruzes! Isso me arrepiava até o fundo da alma, nem os chocolates de Páscoa me animavam…

Mas hoje tudo mudou, né? E o Sábado de Aleluia já é um prenúncio da alegria do Domingo. A Páscoa, com todo o seu significado de renascimento e coisas boas, pode fazer sentido até para os que não são religiosos – como eu.

Gosto muito de encontros familiares, reuniões de amigos, almoços grandes e numerosos. E a Páscoa pode ser um bom momento para reunir todo mundo que a gente gosta, independente de religião, credo, fé e convicções pessoais. É uma festa, afinal.

Este ano, porém, trabalharei no domingo, e não vou participar dos almoços de família. Tudo bem, tudo bem. Vou me esforçar para comprar uns ingredientes bem gostosos hoje para preparar um… jantar de Páscoa! Assim, a dois, sem burburinho. Mas ainda acreditanto que um momento de renascimento faz um bem danado! ;)

Quer algumas sugestões de receitinhas? Veja o que eu publiquei esta semana. São receitas com sardinhas, salmão e bacalhau e outras com pato, costela e frutos do mar.

Se correr, ainda dá tempo de preparar algo bem gostoso para agradar quem você ama. E a si mesmo, é claro! Feliz Páscoa para todos nós :)

Coisa fina 1

Posted on março 20, 2008 by Luciana Mastrorosa

Drink de ouroO bar Gabriel, nos Jardins, inventou um drink finíssimo, chique até no nome, para celebrar a Páscoa: “Drink de ouro”.

A bebida, que tem uma bonita coloração dourada, combina chocolate, uísque Johnnie Walker Gold Label 18 anos e… pó de ouro!

Eu disse que era coisa fina…

O uísque é servido em copo de Martini, o que realça a elegância e dá um aspecto mais delicado ao conteúdo (esqueça o cowboy que você adora). O ouro em pó, comestível, vai na borda do copo. Para acompanhar a delícia, bombons de chocolate meio-amargo da Chocolat du Jour.

Mas, como todo luxo tem seu preço, o drink custa R$40, e será servido apenas até o dia 23 de março.

Quer tentar?

***

Bar Gabriel
Al. Gabriel Monteiro da Silva, 1424 – Jardins
São Paulo (SP)
Fone: (11) 3063-5400

Chocolate de Páscoa 1

Posted on março 19, 2008 by Luciana Mastrorosa

Estive um tanto quanto imersa esses dias entre mil receitas apropriadas para a Semana Santa, incluindo a Sexta-feira, em que os católicos só comem peixe. Em minha casa, isso sempre foi um hábito indiscutível e, mesmo não sendo nada religiosa, até hoje sigo esse preceito como se fosse meu desde tempos imemoriais.

Mas nem só de proibições vive a Semana Santa, ao contrário. Em termos de gastronomia, a Páscoa é rica em sabores, pratos substanciosos, mesas fartas e, claro, muito chocolate. Ah, o exagero!

De uns tempos para cá, ando meio desanimada com ovos de Páscoa. Já fui muito apaixonada por eles, mas hoje ainda espero o dia em que um ovo de chocolate lindo, perfeito e suculento me surpreenderá.

Isso não impede, porém, que eu dê cá os meus pitacos sobre algumas delícias que tenho visto nas lojas. Se você estiver tão atrasado na compra dos chocolates quanto eu, podem ser boas sugestões:

Ovos para pintar

Ovos personalizáveis

A La vie en douce criou este ano algo que eu a-do-ra-ri-a ter ganho quando criança: ovos de Páscoa para pintar! Vêm com pincel e tinta comestível, para desenhar nos ovinhos antes de comer. E o dó de comer depois? Antes que os adultos reclamem, uma sugestão: meio-ovo recheado com o chocolate francês Valrhona. Ai, ai, ai.

Ovo rendado

Ovo rendado

Gostei dessa criação da Pâtisserie Mara Mello por dois motivos: é lindo e é feito com chocolate meio-amargo (80% cacau), meu favorito. Novamente, duro vai ser quebrar essa obra de arte para degustar depois de um lauto almoço. Melhor deixar para o café da tarde! Tem também ovos de chocolate trufados com sabor de framboesa, gianduia, marzipã e limão. Pode ser com chocolate ao leite ou meio-amargo.

Bolo de chocolate com mais chocolate do que tudo

Bolo de chocolate

A dica agora não é de ovo de Páscoa, mas de um bolo supercarregado de chocolate, que faz a alegria de qualquer viciado nos tabletes marrons. A sobremesa é do café O melhor bolo de chocolate do mundo, e leva um “ninho de pétalas douradas recheado com mini-ovos de chocolate Valrhona”. Água na boca só de pensar. Com um café passado na hora, então, é alívio certo para os dias cinzas, em todos os sentidos.

O bom e velho ovo de Nhá Benta

Entra ano, sai ano, continuo adorando os chocolates Kopenhagen. A primeira caixinha de chocolates que ganhei dessa marca tinha bombons em forma de letrinhas e números de chocolate ao leite. Eu devia ter uns 12 anos, e fiquei encantada.

Mais tarde, ganhei ovos de chocolate crocante, ovos maciços com a casquinha de ovo de verdade, bombons de avelãs, bombons de damasco (AMO!) e até uma linda e inesquecível caixa de rosas de cabo longo, tudo da Kopenhagen. Mas ultimamente eu gosto mesmo é do ovo de Nhá Benta, aquele monte de marshmallow escorregando da casquinha… Você morde e sobra marshmallow até na ponta do nariz. Não é maravilhoso?

Prometo mais algumas dicas até o fim da semana, com algumas receitinhas também.

***

La Vie en Douce
Rua da Consolação, 3161 (esq. Alameda Tietê)
São Paulo/SP
Fone: (11) 3088-7172

Pâtisserie Mara Mello
Al. Gabriel Monteiro da Silva, 1308 – Jd. Paulistano – São Paulo/SP
São Paulo/SP
Fone para encomendas: (11) 3079-3228

O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo
Rua Oscar Freire, 125, Jardins
São Paulo/SP
Fone: (11) 3061-2172

Kopenhagen

Como tem um monte de lojas, melhor ver o site

Cozinhar é quase como amar 2

Posted on março 14, 2008 by Luciana Mastrorosa

Desde que decidi me dedicar intensivamente a tudo o que envolve comidas, bebidas, cheiros e delícias da cozinha, muita gente me pergunta, às vezes com admiração, outras sem entender: “mas você gosta tanto assim de cozinhar?”.

Pois bem, eu gosto. Mas não é só do ato de cozinhar, em si. Eu gosto de comer, de beber, de inventar pratos, de conversar na cozinha, de mexer a panela enquanto dou umas bebericadas numa taça de vinho gelado.

Eu gosto de cozinhas grandes e pequenas. Nas grandes eu boto uma mesa para escolher o feijão e deixar um bolo quentinho descansando para ser servido, com punhados de amigos sempre em volta. Nas pequenas, eu ponho uma cadeirinha para a alma solidária que gosta de conversar com a cozinheira. Eu adoro as almas solidárias que conversam comigo enquanto eu corto cenouras, descasco batatas e preparo o jantar.

Gosto do pano colorido amarrado na cabeça, dos vapores subindo da panela em direção às janelas minhas e alheias. Às vezes sobe um cheirinho bom de comida do apartamento ao lado, e só isso já me conforta num dia atribulado. Pela noção de lar, de companhia.

Comprei um livro da famosa MFK Fischer esses dias, “Como cozinhar um lobo”. Ela fala, de um jeito brando, mas ironicamente delicioso, de como sobreviver decentemente em tempos de escassez. Escassez de comida (era tempo de guerra), mas também escassez de amor, de sentimentos.

Em determinado momento, ela conta que, durante a guerra, as bebidas alcoólicas tornam-se muito caras e, não raro, de qualidade duvidosa. Dessa forma, a melhor maneira de não torrar os parcos recursos à toa é tomar um drinque com alguém com quem você mais gosta de beber. Não pode ser uma pessoa qualquer: para partilhar a bebida e o pão em momentos difíceis, é preciso gostar realmente da companhia da pessoa. Diz a senhora MFK Fischer:

“Um dos melhores antídotos, se algo tão agradável pode ser chamado de forma tão condenatória, é decidir qual a pessoa com quem você mais gosta de beber e ver se consegue fazer arranjos para tomar um trago antes do jantar com ela ou ele… Sozinhos. Sozinhos não conota necessariamente de modo impudico, lascivo ou mesmo amoroso, pois se você gosta de uma pessoa o bastante para beber apenas com ela, ela será do tipo que terá trabalhado o dia inteiro e ficará tão contente quanto você de sentar-se e sorver um pouco de relaxamento rápido de um copo e depois comer, absorvendo imortalidade e satisfação. Ele será, se possível, seu marido ou seu verdadeiro amor, e você encontrará nessa súbita calma e quietude algo que pareceu às vezes muito distante de vocês ultimamente.”

Cozinhar, para mim, é isso: a possibilidade de união com as pessoas que mais amo neste mundo, e com todas as que amarei um dia. Porque o amor, sabe-se, às vezes é só uma questão de tempo e possibilidade. Assim como cozinhar.

***

Para ler:
“Como cozinhar um lobo”
MFK Fischer

Café com pão 1

Posted on março 11, 2008 by Luciana Mastrorosa

Sou do time que precisa tomar café na primeira refeição do dia. Ao longo dos anos, fui variando a receita, mas sempre, sempre, sempre, tem um café preto no começo dos meus dias: misturado com leite, ou puro, sempre bem quente.

Quando trabalhava em casa, amava o cheiro do café sendo preparado na cafeteira elétrica, ou naquela simpática engenhoca italiana.

Agora que saio cedo para a redação todo santo dia, não consigo mais preparar desjejuns satisfatórios sem ter que sacrificar alguma coisa, como uma soneca a mais. Então, quem me salva todos os dias de cair de sono no trabalho são os cafés da região da avenida Paulista.

O meu favorito é o Ballaró, na Alameda Santos, porque tem um café excelente, um pão de queijo bom e leite desnatado na média.

Mas tem também a Casa do Pão de Queijo, o Café Floresta, e até a Starbucks, mais longe, propícia para um cafezinho (cafezão?) no meio da tarde. Cafezinho este que combina com um cinema no Reserva Cultural, mais um croissant ou pain au chocolat da Pain de France.

No caso da Starbucks, só gosto dos misturados ao leite. Os puros são muito fracos perto dos meus queridos expressos.

E para acompanhar tanto café? Se for de manhã, salgados: pão com manteiga, pão na chapa, pão de queijo, pão de batata. Um mundo de pães! Se for à tarde, bolos e biscoitos vão bem.

Agora só me falta realizar o sonho de consumo e ter a linda cafeteira Ariete vermelha, que eu quero deixar em posição de destaque na sala de casa, já que minha cozinha é pequenina.

E você, como prefere seu café de todo dia?

Sexta-feira pede coxinha 1

Posted on março 07, 2008 by Luciana Mastrorosa

Sexta-feira pede coxinha, que pede cerveja gelada, que pede amigos ao redor da mesa para conversar e desestressar das agruras da semana.

Né, não?

A dica de hoje para um bom petisco com cervejas incríveis é o Frangó.

Old Speckeled Hen, no Frangó

Fica na Freguesia do Ó, na zona norte de São Paulo, e é bem maior por dentro do que parece por fora.

As coxinhas são fritas na hora e chegam à mesa crocantes por fora e bem macias por dentro, com o recheio de frango temperado, sem aquele aspecto avermelhado que algumas coxinhas ruins apresentam. E sem excesso de salsinha!

As cervejas merecem uma menção à parte: é uma carta imensa, com cervejas importadas no mundo todo. Quando estive lá, este ano, não estava tão quente assim, por isso privilegiei as densas Guinness e Baden Baden Stout, ao lado da vermelha Old Speckled Hen.

Mas nada tema: tem tantos tipos diferentes que você seguramente vai achar alguma que seja a cara do seu dia.

Só tente chegar cedo, porque o boteco costuma lotar.

Guinness para deixar a alma leve:
Guinness no Frangó

Baden Baden Stout, nacional:
Baden Baden no Frangó

As coxinhas e uma lata vazia
Coxinhas no Frangó

***

Frangó

Largo da Matriz Nossa Senhora do Ó
Freguesia do Ó , 168 – São Paulo/SP
Fone: (11) 3932-4818

Curtindo os últimos dias do verão 1

Posted on março 05, 2008 by Luciana Mastrorosa

Apesar do calor gostoso e dos dias ensolarados, o verão está chegando ao fim. Pelo menos em São Paulo, foi uma estação meio atípica, sem aqueles longos dias de calor intenso. Muita chuva, tempo feio. Parece que o verão realmente resolveu dar as caras só agora.

Tudo bem! Ainda dá tempo de tomar uma cerveja à beira-mar, comer camarões fritos na praia, beber um espumante geladinho no fim de semana, para comemorar o fim da estação.

Um restaurante bom e relativamente perto de São Paulo é o Ribadávia, em Bertioga, tradicional reduto de “pagamento de apostas” na minha turma de amigos. Né, André?

O Ribadávia se tornou uma instituição: sempre que vou a Bertioga, é lá que procuro a caldeirada farta, cheinha de frutos do mar, para um almoço feliz. Não pode faltar arroz branco e pirão, para acompanhar. E, claro, a cerveja gelada. E pimenta, algumas gotinhas, para animar a alma de quem gosta de um sabor mais intenso. Como eu!

Depois, passear na orla, ver o Forte, sentar na pracinha, tomar sorvete… A vida pode ser boa, né?

A caldeirada deliciosa: camarões grandes, lulas, mexilhões…
Bertioga - nov 2007

Cerveja gelada e pirão
Bertioga - nov 2007

Torradinhas de alho para petiscar
Bertioga - nov 2007

***

Restaurante Ribadávia
Av. Vicente de Carvalho, 665
Bertioga – São Paulo
(013) 3317-2548

Bruschettas, o trio 1

Posted on março 03, 2008 by Luciana Mastrorosa

Vez por outra, me ocorrem certas “manias” culinárias. A da vez está ligada diretamente ao preparo de “bruschettas”, aquelas fatias de pão italiano tostado, cobertas com recheios variados.

Na sexta-feira, aproveitei o dia de folga para visitar o Café Gardênia, que se mostrou uma excelente opção para um almoço tranqüilo e charmoso em Pinheiros, pertinho da Fnac, na praça dos Omaguás.

Decidimos provar um dos pratos mais famosos da casa, a paleta de cordeiro, que estava realmente boa: macia, com a carne desfiando por dentro e crocante por fora.

Mas antes disso, adivinha o que pedimos? Bruschetta, é claro! No prato, seis unidades, três sabores: tomate com manjericão (clássica), queijo cremoso de cabra e a minha favorita: cogumelos marinados, ao pesto de hortelã. Ai, que delícia!

Se você quiser, pode tentar preparar as bruschettas em casa, com o recheio que preferir. Basta comprar um bom pão italiano, tostar fatia por fatia até ficar douradinha, esfregar (de leve!) um dente de alho nas torradas e servir quentinha, com o recheio por cima. E um fio de azeite, naturalmente.

Estas aí de baixo eu fiz em janeiro, com um pão levemente mais macio que o das bruschettas do Gardênia, mas igualmente bom:

bruschettas2

Preparei três recheios: tomate com manjericão e alho, abobrinha com presunto cru e cogumelos ao creme. Quer aprender a fazer? Vamos lá:

Tomate e manjericão
Refogue levemente o tomate (já sem pele e sem sementes) num fio de azeite, com um dente de alho picadinho. Não deixe desmanchar muito, o gostoso é justamente sentir os pedacinhos de tomate. Para temperar, acrescente folhas de manjericão rasgadas ou orégano ao refogado. Na hora de compor as bruschettas, coloque mais manjericão fresco por cima e, se você for louca por queijo como eu, vale ralar parmesão na hora em cima do recheio. Fica divino!

Abobrinha com presunto cru
A de abobrinha é mais fácil ainda! Com um descascador de legumes, faça tiras com a abobrinha crua, desprezando o miolo (sementes). Coloque um pouco de sal e pimenta-do-reino para temperar e leve as tiras para uma frigideira quente, com um fio de azeite e mais um dentinho de alho picado. Quando estiver levemente cozida, mas ainda crocante, tire e coloque numa tigelinha. Coloque as fatias de abobrinha sobre as torradas e finalize com uma fatia fininha de presunto cru.

Cogumelos ao creme
E agora, para finalizar, bruschettas de cogumelos ao creme, minhas favoritas.

Para preparar o creme, você vai precisar de cogumelos (tipo champignon) frescos. Corte os cogumelos em fatias e leve ao fogo para fritar com um pouco de manteiga e azeite, em quantidades iguais. Não exagere na gordura, para não encharcar.

Quando estiverem fritando, acrescente um dente de alho picado, cebolinha fresca picadinha e 1/2 xícara de vinho branco. Deixe reduzir bastante o caldo e acrescente um fio de shoyu. Quando estiver um caldo bonito e cremoso, acrescente um pouco de creme de leite fresco, apenas o suficiente para dar uma consistência aveludada. Sirva bem quente, sobre as torradinhas douradas.

Com um vinho e um par de amigos, é um sucesso indiscutível! :)

bruschettas

***

Café Gardênia

Praça dos Omaguás, 110
Pinheiros – São Paulo/SP
11 3815-9247



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