Destaques da Expovinis 2008 1
Hoje, quarta-feira (30), é o último dia para ver de perto as novidades da Expovinis 2008. Ainda dá tempo de provar champanhes, proseccos, vinhos Madeira, tintos e brancos franceses, italianos, chilenos, brasileiros, portugueses… Além, claro, de cachaças, licores, azeites e charutos, para quem gosta.
Visitei o evento na terça-feira e gostei do que vi. O espaço me pareceu menos apertado (e muito menos quente) do que na edição passada, mas tem um porém: achei o acesso ao Transamérica Expo Center bem mais difícil.
Quem vai de carro, tem de se preocupar com o trânsito intenso da Marginal Pinheiros, ainda mais quando chove (e choveu demais ontem). Quem vai de transporte público, para ficar à vontade e experimentar vinhos e bebidas sem risco na hora de dirigir, tem um bom acesso de ônibus e trem. Porém, o caminho até chegar ao evento é um tanto sinistro, com ruas cheias de galpões e fábricas, que podem inibir o público. Na volta, se possível, consiga um táxi. É melhor, especialmente se você for sozinho!
Fora a questão transporte-localização, o evento agradou dada à combinação expositores atenciosos + a possibilidade de degustar sem pressa as bebidas desejadas.
O que me encantou particularmente foram os vinhos Madeira. Provei um Malvasia 1994 especial, da portuguesa Barbeito, que me fez ver estrelas. Era adocicado, ótimo para sobremesa, mas tinha uma acidez que equilibrava perfeitamente a doçura, sem deixar o vinho enjoado. Boa surpresa!
Madeira Barbeito Malvasia 1994, meu favorito entre os Madeiras:

Participei também de uma degustação de vinhos da França, Chile, Argentina e Uruguai, promovida pela importadora Mr. Man. O primeiro foi um champanhe francêsJacquart, de Reims, feito com 50% uvas chardonnay e os outros 50% de pinot noir e pinot meunier. Delicado, perfeito e, como definiu um dos
degustadores, “cremoso”.
O sommelier da Mr. Man, Everson, conduziu a degustação, explicando um pouco as origens de cada vinho, e o efeito que as uvas de que são feitos produz na bebida. Havia também um representante da importadora e das vinícolas, todos contando a história de décadas de seus vinhos.
Provamos ainda o francês Chateau du Taillan Haut-Medoc 2002, 70% Merlot; o chileno Aresti Cabernet Sauvignon 1999, da linha Family Collection, estilo velho mundo, intenso e complexo; o uruguaio Viña Salort Tannat Roble 2005, surpreendente, com aromas tostados de chocolate e café; e, por fim, o argentino Enzo Bianchi 2002, garrafa pesada, aroma de frutas em compota (para mim, uva passa) que, segundo o sommelier, é ótimo para acompanhar javali e cordeiro. Todos um espetáculo.
Ainda dá tempo de visitar o estande da Mr. Man e perguntar por essas e outras novidades.
Outros destaques do evento: cachaças de produtores do Rio Grande do Norte, como a Extrema (boas surpresas), e o bitter brasileiro Brasilberg, com aroma de ervas, escuro, para ser degustado puro, com ou sem gelo, com café, Coca-cola, ou com água tônica e gelo. Não é minha bebida favorita, mas tem lá os seus encantos, para quem gosta de um amarguinho.
Uma dica: se estiver disposto a degustar vários vinhos e bebidas nos estandes, vá de estômago cheio e, se possível, volte de táxi ou de carona com aquele seu amigo que não bebe. Porque, você sabe, álcool e volante não combinam!
Veja mais fotos da Expovinis 2008:
Viña Salort Tannat Roble, meu favorito na degustação:

O amarguinho Brasilberg, da casa Underberg:

Para quem aprecia licores, o italiano Strega:

Licores de uva, pequi e pêssego:
***
Expovinis 2008
Importadora Mr. Man
Vinhos Barbeito (ainda sem representação no Brasil)
Brasilberg
Cachaças e licores Extrema














