Receitas, culinária e gastronomia, por Luciana Mastrorosa

Guloseima


Archive for abril, 2008


Destaques da Expovinis 2008 1

Posted on abril 30, 2008 by Luciana Mastrorosa

Hoje, quarta-feira (30), é o último dia para ver de perto as novidades da Expovinis 2008. Ainda dá tempo de provar champanhes, proseccos, vinhos Madeira, tintos e brancos franceses, italianos, chilenos, brasileiros, portugueses… Além, claro, de cachaças, licores, azeites e charutos, para quem gosta.

Expovinis 2008, vinhos e azeites

Visitei o evento na terça-feira e gostei do que vi. O espaço me pareceu menos apertado (e muito menos quente) do que na edição passada, mas tem um porém: achei o acesso ao Transamérica Expo Center bem mais difícil.

Quem vai de carro, tem de se preocupar com o trânsito intenso da Marginal Pinheiros, ainda mais quando chove (e choveu demais ontem). Quem vai de transporte público, para ficar à vontade e experimentar vinhos e bebidas sem risco na hora de dirigir, tem um bom acesso de ônibus e trem. Porém, o caminho até chegar ao evento é um tanto sinistro, com ruas cheias de galpões e fábricas, que podem inibir o público. Na volta, se possível, consiga um táxi. É melhor, especialmente se você for sozinho!

Fora a questão transporte-localização, o evento agradou dada à combinação expositores atenciosos + a possibilidade de degustar sem pressa as bebidas desejadas.

O que me encantou particularmente foram os vinhos Madeira. Provei um Malvasia 1994 especial, da portuguesa Barbeito, que me fez ver estrelas. Era adocicado, ótimo para sobremesa, mas tinha uma acidez que equilibrava perfeitamente a doçura, sem deixar o vinho enjoado. Boa surpresa!

Madeira Barbeito Malvasia 1994, meu favorito entre os Madeiras:
delicioso!

Participei também de uma degustação de vinhos da França, Chile, Argentina e Uruguai, promovida pela importadora Mr. Man. O primeiro foi um champanhe francêsJacquart, de Reims, feito com 50% uvas chardonnay e os outros 50% de pinot noir e pinot meunier. Delicado, perfeito e, como definiu um dos
degustadores, “cremoso”.

O sommelier da Mr. Man, Everson, conduziu a degustação, explicando um pouco as origens de cada vinho, e o efeito que as uvas de que são feitos produz na bebida. Havia também um representante da importadora e das vinícolas, todos contando a história de décadas de seus vinhos.

Provamos ainda o francês Chateau du Taillan Haut-Medoc 2002, 70% Merlot; o chileno Aresti Cabernet Sauvignon 1999, da linha Family Collection, estilo velho mundo, intenso e complexo; o uruguaio Viña Salort Tannat Roble 2005, surpreendente, com aromas tostados de chocolate e café; e, por fim, o argentino Enzo Bianchi 2002, garrafa pesada, aroma de frutas em compota (para mim, uva passa) que, segundo o sommelier, é ótimo para acompanhar javali e cordeiro. Todos um espetáculo.

Ainda dá tempo de visitar o estande da Mr. Man e perguntar por essas e outras novidades.

Outros destaques do evento: cachaças de produtores do Rio Grande do Norte, como a Extrema (boas surpresas), e o bitter brasileiro Brasilberg, com aroma de ervas, escuro, para ser degustado puro, com ou sem gelo, com café, Coca-cola, ou com água tônica e gelo. Não é minha bebida favorita, mas tem lá os seus encantos, para quem gosta de um amarguinho.

Uma dica: se estiver disposto a degustar vários vinhos e bebidas nos estandes, vá de estômago cheio e, se possível, volte de táxi ou de carona com aquele seu amigo que não bebe. Porque, você sabe, álcool e volante não combinam!

Veja mais fotos da Expovinis 2008:

Viña Salort Tannat Roble, meu favorito na degustação:
Expovinis 2008, degustação da Mr. Man

O amarguinho Brasilberg, da casa Underberg:
Expovinis 2008, Brasilberg

Para quem aprecia licores, o italiano Strega:
Expovinis 2008, licor Strega

Borbulhas geladinhas:
Expovinis 2008, espumantes geladinhos

Licores de uva, pequi e pêssego:

Expovinis 2008, licores do Rio Grande do Norte

***
Expovinis 2008
Importadora Mr. Man
Vinhos Barbeito (ainda sem representação no Brasil)
Brasilberg
Cachaças e licores Extrema

Madrugada gastronômica 1

Posted on abril 29, 2008 by Luciana Mastrorosa

Fim de semana gastronomicamente agitado: no sábado, uma visita a Paranapiacaba para, depois de quase 20 anos, encontrar novamente uma frutinha chamada cambuci. Mas sobre isso vou falar num próximo post.

Apesar de cansada pelo passeio, reuni forças para participar da Virada Cine-Gastronômica, no cine HSBC Belas Artes. Chegamos quase 23h30 à avenida Paulista, que estava animada como nunca. Sem dúvida esses eventos como a Virada Cultural fazem um bem danado para a alma da cidade…

O evento começava às 23h, com uma recepção de boas-vindas, com chás gelados e uma salada apetitosa de macarrão com ricota e nozes. Nem preciso dizer que o cinema estava lotado. Será que toda aquela gente gosta de filmes de comida tanto quanto eu? Ou será que só gostam de cinema? Ou só de comida?

“Tampopo” e a comida japonesa
O primeiro filme a que assistimos (meu marido me acompanhou na empreitada cine-gastronômica) foi “Tampopo – Os brutos também comem espaguete”, definido como um “western” japonês. Foi uma surpresa boa, e deu uma fome danada depois de acompanhar a protagonista, Tampopo, e seus amigos, passarem o filme inteiro atrás da melhor receita de lámen de todos os tempos: aquele macarrão japonês, que vem com caldo e acompanhamentos. Parecido com o miojo, instantâneo, que comemos aqui no Brasil, mas com legumes, carnes, alga.

Em meio a isso, histórias de camaradagem, amor, sexo, brigas e muitas cozinhas e cozinheiros. A melhor cena: os mendigos-gourmet, que sabem mais de vinho e iguarias do que os melhores experts. De emocionar!

Uma breve pausa para uma “boquinha” antes do segundo filme, e alguns brindes. A Petybon, junto com o pessoal da Storytellers, era uma das parceiras do evento, então o macarrão reinou. Na segunda refeição da noite, espaguete ao sugo com mussarela de búfala e uma outra pasta ao molho branco, tudo acompanhado de vinho tinto e água. Nesse momento, minha paciência se esgotou um pouco com a lotação do evento. Muita gente + comida = confusão na certa! ;)

Paixão e sentimentalismo em “O jantar”
Apesar disso, conseguimos comer um macarrãozinho, ganhamos pacotes de massa (espaguete e penne) para preparar em casa e vimos nosso segundo filme da noite, o italiano “O jantar”, de Ettore Scola.

Casais brigando, um professor solitário, a dona do restaurante angustiada com um casamento enfadonho, a sobrinha da mulher fazendo aniversário, a mãe que ouve, amargurada, que a filha resolveu se tornar uma noviça. Tudo isso, em mesas separadas, no mesmo ambiente: um restaurante, é claro.

E tome bife à milanesa, vinhos e mais vinhos, bolo de aniversário, macarrão, champanhe Veuve Clicquot para animar a mesa. Filme italiano sem brigas e sem comida? Difícil.

Depois do longa apaixonado e sentimental, uma parada para café com bolo. Mas estávamos tão cansados, e com tanto frio (irritante ar-condicionado!), que resolvemos ir para casa direto, sem bolo, sem café, sem o último filme. Uma pena!

Chegamos em casa às cinco, o suficiente para dormir com as primeiras luzes do dia. Cansados, mas com a sensação boa de dever cumprido: aproveitar o fim de semana é mesmo mágico.

Para os amantes de vinhos 1

Posted on abril 24, 2008 by Luciana Mastrorosa

Começa nesta segunda-feira (28), em São Paulo, a Expovinis 2008. É o tipo do evento perfeito para quem adora vinhos de todos os tipos.

Ano passado o Guloseima esteve lá para conferir as novidades, este ano faremos o mesmo!

O primeiro dia do evento é aberto para profissionais, imprensa e convidados. Na terça (29) e na quarta (30), a feira abre as portas para o público apaixonado pela bebida, o “consumidor final”.

Este ano, a Expovinis acontece no Transamérica Expo Center. Das 14h às 19h, a feira é aberta apenas para profissionais do setor. Das 19h às 22h, o público em geral pode conferir as novidades. O ingresso é gratuito para profissionais da área.

Para o consumidor final, o ingresso custa R$ 40 e inclui uma taça para degustação. Se não quiser a taça, o ingresso cai para R$ 30. Estudantes da área, como gastronomia, hotelaria, turismo e enologia, pagam meia: R$ 15, mas sem direito à taça de degustação. Lembrando que, para conseguir os descontos, é sempre necessário levar um comprovante (do curso ou do emprego, no caso dos profissionais).

Há ainda degustações “premium”, temáticas, com valores pagos à parte. É preciso se inscrever antes, por telefone, no (11) 3141-9444.

Vale lembrar que, além dos vinhos, há também espaços dedicados à cachaça e aos charutos.

Como o evento abre às 19h para o consumidor final, é importante chegar cedo, para aproveitar tudo e caminhar tranqüilamente pelos estandes, e ter tempo de degustar o que parecer interessante. Ano passado, o evento estava tão lotado que era impossível se aproximar de alguns estandes, quando cheguei por lá.

Mas é sempre uma oportunidade para aprender um pouquinho mais sobre o fascinante universo dos vinhos. É tanta coisa nova, nomes, tipos de uvas, safras, combinações, que qualquer um fica atordoado.

Afinal, em relação aos vinhos, assim como à vida, seremos sempre eternos aprendizes.

***

Expovinis 2008
Transamérica Expo Center
Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387 – Santo Amaro
Acesso pela Av. das Nações Unidas (Marginal Pinheiros), 18.591
Ponte Transamérica
São Paulo (SP)

Bebidas azuis 1

Posted on abril 24, 2008 by Luciana Mastrorosa

Algumas cores são muito naturais nos alimentos. Amarelo, vermelho, verde, laranja. Roxo, até. Branco… Variações de marrom. Mas nunca azul! Já reparou?

Ok, tem as blueberries (amo!), tem as pétalas cristalizadas de violeta (idem!), mas comida azul, azul, azul, não tem. A menos que sejam coloridas artificialmente, como algumas bebidas.

O Curaçao Blue, feito de laranjas amargas, é muito azul. O licor, adocicado, consegue aquela tonalidade paradisíaca artificialmente, claro. Não tenho vontade de tomar, mas admito que a cor é bonita.

Tem ainda o Hpnotiq, licor francês azul celeste, que vai bem com muito gelo.

(Pausa para o nerdismo: se você é nerd como eu, vai se sentir tomando “romulan ale”, a cerveja romulana. Que, claro, é azul, azul. E, aproveitando, se você é nerd como eu, uma pergunta: se os romulanos são chatos daquele jeito, como a cerveja deles pode ser tão boa? Será que os romulanos ficam bêbados? Ah, quanta digressão para um só post!)

Voltando: não simpatizo muito com essas opções, mas acho que o Hpnotiq é até bom. É feito com vodka e frutas tropicais, com um toque de conhaque, e tem um bem azedinho.

O Shimo, restaurante nipo-peruano mencionado em outro post, inaugurou um bar muito bonito, com drinks clássicos e exóticos. O ‘Harajuku Martini’, completamente azul, é feito com lima da pérsia, pimenta, curaçao blue, goma e rum. Será que é bom?

'Harajuku Martini', do Shimo

* post editado: diferentemente do que havíamos publicado, o gim Bombay Sapphire não é azul, mas transparente; a bebida, porém, é conhecida por vir em uma bela garrafa azul.

Ceviche e um restaurante nipo-peruano 1

Posted on abril 23, 2008 by Luciana Mastrorosa

Você já provou comida peruana? Sabia que existem dezenas de tipos de milhos e de batatas no Peru? E que o ceviche é um dos pratos mais típicos do país? Eu não sabia.

Tenho um amigo casado com uma peruana e lembro que, certa vez, ele comentou que havia milhos roxos por lá. Para comprovar, trouxe um pirulito feito com o ingrediente.

A informação ficou perdida em algum ponto da memória, até que assisti aos ótimos programas “Mesa pra Dois”, em que a chef Flávia Quaresma fez algumas divertidas viagens ao Peru, mostrando um pouquinho das comidas do país.

Em um dos programas, ela ensina a preparar o ceviche, um prato feito com peixe cru, marinado em limão e cebola. Como eu não gosto de cebola crua, nunca tive coragem de experimentar o tal prato típico peruano.

Até que finalmente provei a iguaria no restaurante Shimo, que tem uma cozinha classificada como “nipo-peruana”. Explico: a idéia do proprietário era unir as cozinhas do Japão e do Peru, por considerá-las bastante parecidas. A idéia funciona bem, e pode ser conferida em um festival servido no almoço, ou nos pratos à la carte. O festival inclui tanto os pratos peruanos quanto as iguarias japonesas, como shimeji, sushis e sashimis com peixes variados.

Deixei o preconceito de lado e experimentei o ceviche, que explodia de sabor. O peixe, fininho, estava praticamente cozido pelo ácido do limão e das cebolas roxas, e o coentro (que eu adoro!), mascarava o sabor, sempre acre, da cebola crua. Resultado: amei.

As entradas peruanas, com o delicioso ceviche:
Ceviche delicioso no Shimo

Além do ceviche, o Shimo tem ainda combinados japoneses, com sushis e sashimis de qualidade, e outras iguarias peruanas, como os tiraditos (também fatias de peixe cru, servidas com outros molhos).

Sushis e sashimis, na parte japonesa do cardápio:
Sushis e sashimis no Shimo

Mas, para mim, a glória da casa foi mesmo o ceviche. Recomendo fortemente, ainda mais agora que o Shimo está com um bar lindo também, bom para tomar um drink em pequenos grupos ou, é claro, com a pessoa amada. No balcão, naturalmente.

O ceviche com molho de limão e cebola roxa sai por R$ 23,00. O tiradito, fatias de peixe em salsa de azeite extra virgem e alho, custa R$ 25,00.

“Dueto de lúcuma”, a sobremesa:
Sobremesa no Shimo

Provei também uma sobremesa chamada “dueto de lúcuma” (R$ 13,00), feita com uma fruta peruana de mesmo nome, acompanhada de mousse de chocolate e shake de canela. Um pouco doce demais para o meu paladar, que ainda estava abalado pela delícia do ceviche. Mas vale para conhecer um pouco da fruta, que a gente não vê por aqui.

Ambiente moderninho e colorido, by Marcelo Rosenbaum:
A linda decoração colorida do Shimo

E uma dica: até o dia 27 deste mês, o Shimo apresenta um cardápio especial para comemorar seus 4 anos de vida, sempre no jantar, com entradas frias e quentes, combinado de sushi e sashimi, e um prato quente peruano.

***

Shimo
Rua Jerônimo da Veiga, 74 – Itaim Bibi
São Paulo (SP)
Fone: (11) 3167 2222

Tem filme de comida na Virada Cultural! 1

Posted on abril 22, 2008 by Luciana Mastrorosa

Virada Cine-gastronômica

Quando soube, adorei a idéia e vou bater o cartão. Vocês viram que vai ter um evento de filmes de comida na Virada Cultural, no próximo sábado? É no mesmo estilo do Noitão, do cine HSBC Belas Artes, só que com filmes que tratam de sabores e de vida.

O ingresso para participar da “Virada cine-gastronômica” custa R$ 12, e dá direito a ver três filmes, à sua escolha. Entre um e outro longa, haverá degustações com pratos inspirados nos filmes. Quem tem carteirinha de estudante ainda paga meia entrada!

São quatro degustações, e a noitada termina com café da manhã. Para quem tem pique, vale a pena.

A jornada começa às 23h do sábado, dia 26, e termina às 8h do domingo, dia 27, com os filmes:

- “Tampopo – Os brutos também comem espaguete”
- “O jantar”

- “Mais estranho que a ficção”
- “Comer, beber, viver”
- “Chocolate”
- “Depois Daquele Baile”

As degustações incluem:

- Salada de fusilli e petisco de macarrão frito polvilhado com açúcar e canela
- Spaghetti e penne integralli, ao molho pomodoro com basílico ou molho branco
- Pudim, flans e bolos
- Mini-sanduíches com frios, pães e bolos para finalizar

Espero encontrar muitos amigos blogueiros por lá :)

***
Virada cine-gastronômica
De sábado 26/4 para domingo 27/4
HSBC Belas Artes – Rua da Consolação, 2423
São Paulo (SP)
Fone: (11) 3258-4092

Mori agora em Moema 3

Posted on abril 16, 2008 by Luciana Mastrorosa

Quem mora em Perdizes conhece faz tempo os sushis e sashimis do restaurante Mori. A casa abriu uma unidade nova, em Moema, no final de março, com espaço amplo, arejado, com tatames no segundo piso, que conferem charme ao lugar.

Fui convidada a participar, esta semana, de um almoço no novo Mori, para provar as delícias que o sushiman Aldo Aoyagi – que está há 15 anos no grupo! – preparou. A mesa recebeu uma série de pratinhos, cada um com um tipo diferente de sushi ou sashimi.

Festival de sushi e sashimi no balcão:
Festival de sushi no Balcão, Mori Moema

Entre os favoritos, hot roll com maçã, massa leve e delicada envolvendo o sushi, e recheio cremoso e quentinho. Também gostei muito dos mini-rolinhos de salmão, recheados com tempura de camarão.

Os shimejis estavam saborosos, de textura amanteigada, e o tempura de legumes veio em pedaços grandes, com massa crocante e fininha. Aldo parece gostar de sushis com frutas, como morango e abacaxi, e também com cream cheese. Não gosto muito da textura cremosa do queijo, mas em alguns casos o casamento foi feliz.

Para finalizar, um prato com sashimis de atum, salmão e olhete, peixe de sabor semelhante ao atum, mas entremeado com mais gordura, delicioso. No prato, mais sushis, desta vez com recheios e formas mais tradicionais. O pessoal da mesa até brincou: “Um sushi tradicional não faz mal de vez em quando, né?”. Isso porque, para começar, minutos antes, havia chegado à mesa um pratinho com sushis flambados em Curaçao Blue, ainda pegando fogo. Coisa de artista!

A casa ainda está firmando sua personalidade, mas vale uma visita pelo menos para conhecer os saborosos peixes preparados pelo sushiman. A dica é: entre e sente no balcão. Lá, pertinho de Aldo, você pode escolher o Festival de Sushi e Sashimi, e apreciar as criações que o sushiman vai preparar só para você.

Rodízio de sushi na mesa:

Rodizio de sushi - Mori Moema

Se preferir algo mais tradicional, ou estiver em turmas maiores, vale escolher uma das mesas e desfrutar do mesmo Festival, com menos “criações”. O Festival custa R$ 40,00 na mesa, e R$ 45,00 no balcão.

Para quem não gosta de sashimi (as fatias finas de peixe cru), a dica é pedir o Rodízio de Sushi, que também tem os pratos quentes (tempura, gyosa, shimeji, etc), além, claro, dos sushis e temakis. O Rodízio de Sushi custa R$ 35,00 na mesa, e R$ 39,00 no balcão). A reposição dos itens, tanto no Festival quanto no Rodízio, é feita à vontade. Mas não vale desperdício, né?

Agora é escolher uma cerveja geladinha ou um saquê para acompanhar os peixes fresquíssimos e as sugestões criativas do mestre Aldo e sua trupe.

***

Mori – Moema
Rua Gaivota, 1488, Moema
São Paulo (SP)
(11) 5532-0181

* As fotos são de divulgação, e foram clicadas pelo Tadeu Brunelli

Um bistrô bem francês 1

Posted on abril 08, 2008 by Luciana Mastrorosa

Ah, fazia tempo que eu não ficava assim, sem internet. Sem ver emails, sem postar, sem ler notícias. Mas não, não foi uma decisão voluntária: meu computador foi infestado por vírus, e a situação ainda não está de todo resolvida…

Tenho lá um monte de posts bacanas, prontinhos e quentinhos, que terão de esperar mais um pouquinho para vir ao mundo. Enquanto isso, o que fazer?

Aproveitar a vida tomando vinho num bistrô simpático, como o L’Aperô.

L'Aperô e uma flor

Fica no alto da Vila Madalena, e é comandando por um francês e sua simpática senhora. As porções de saladas são generosas, com recheios que agradam até os que não curtem os verdes. As torradas com queijo chèvre também são ótimas, com o queijo macio derretendo por cima. Destaque especial para as batatas fritas em rodelas, com alho. Para quem gosta de sabor forte, é uma pedida muito boa.

Para acompanhar, vinhos, cervejas ou destilados. Como é bem bistrô, um vinho não vai nada mal, e pode ser pedido em taças. Os espumantes também costumam ter bons preços, e valem para os dias de celebração.

Vinho e batatas deliciosas no L'Aperô

O charme do lugar fica por conta das mesinhas de madeira escura, com toalhas de estampa xadrez. E sempre tem um vasinho com flores frescas ou uma velinha acesa, para animar os casais românticos.

Se quiser escolher mesa, chegue cedo, quando estiver caindo a noite. Tem várias mesinhas de canto, no escurinho, para os recém-apaixonados que só querem curtir os bons momentos da vida!

***

L’Aperô
Rua Mourato Coelho, 1.343 – Vila Madalena
São Paulo (SP)
Fone: 11 3814-2445

Fazendo sopa 1

Posted on abril 01, 2008 by Luciana Mastrorosa

Esses dias tivemos uma aula de sopas no curso de chef. Uma mais gostosa que a outra! E eu, uma apaixonada por sopas, aproveitei o friozinho outonal para fazer umas experimentações na cozinha, e testar os conhecimentos aprendidos.

A primeira sopinha que testei foi a de abóbora. Na aula, aprendemos a preparar o prato com abóbora japonesa (aquela de casca verde, mais farinhosa). Eu, no entanto, tinha uma linda abóbora de pescoço em casa, que pesava cerca de um quilo. Pois usei essa mesmo, justamente para ver a diferença. E não é que ficou bom?

Sopa de abóbora

Um acompanhamento excelente para essa sopa – que tem o sabor adocicado da abóbora – é uma versão do creme azedo, o “sour cream”, preparado com creme de leite fresco, limão, raspinhas de limão, sal e pimenta-do-reino fresca, moída na hora. Ficou bom que só! Se preferir, cubinhos de gorgonzola ou bacon fritinho também podem acompanhar bem.

A receita básica da sopa purê de abóbora (na minha versão um pouco adaptada) leva:

- 1 abóbora de pescoço, sem casca e sem sementes
- 1/2 litro de caldo de frango (se feito em casa, é melhor, mas pode usar o de cubinho também)
- 1 cebola pequena
- 50g de manteiga
- sal e pimenta-do-reino para temperar
- 1 sachê de especiarias (uma folha de louro, duas pimentas em grão, dois ramos de tomilho fresco)

Para o creme azedo:

- 250 ml de creme de leite fresco
- suco de 1 limão
- raspinha de limão
- sal e pimenta para temperar

Sim, é tarefa hercúlea tirar a casca da abóbora… Com paciência, dedicação e MUITO cuidado, você consegue!

A receita é simples. Basicamente, é preciso fritar levemente a cebola na manteiga, juntando a abóbora em pedaços. Frite ligeiramente os pedaços de abóbora e cubra com o caldo. Deixe ferver e acrescente o sachê de ervas. Agora o importante é cozinhar em fogo baixo, até a abóbora ficar bem macia. O importante é não ter pedaços duros!

Quando estiver molinha, tire o sachê, deixe esfriar e bata no liquidificador com um pouco do líquido. Se precisar, acrescente mais caldo ou um pouco de água. Prove o sal e a pimenta, cuidado para não exagerar! A abóbora é mesmo meio docinha, não adianta tentar cortar esse adocicado.

Quando a sopa estiver batida e com uma consistência de purê muito suave, aqueça um pouco e sirva com o creme azedo. Para fazer o creme, é fácil: bata o creme de leite fresco (na batedeira ou com o “fouet”, aquele batedor de arame) com o suco de limão, até ficar quase em ponto de chantilly. Tempere com sal e pimenta-do-reino e acrescente as raspinhas de limão. O creme tem de ser FRESCO e deve estar BEM gelado! :)

Quando servir, coloque a sopa (linda, amarela!) em cumbuquinhas e ponha uma colher do creme bem geladinho por cima. Sirva com torradas amanteigadas, fica delicioso.

Se quiser, pode tomar um vinho também. Dizem que vinho não combina com sopa, mas eu acho que faz um beeeem danado ;)

* P.S.: Esta receita é totalmente baseada na deliciosa sopa de abóbora japonesa que aprendi no curso de chef. Tem essa receita – no original – e mais um monte de coisas gostosas no livro 400g – Técnicas de Cozinha, escrito pelos professores-chefs do meu curso.

* P.S.2: Já mencionei hoje que eu amo sopas? :D



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