Acarajé, como na Bahia 6
Sábado de sol, feriado, gripe, marido de plantão. O que fazer? Comer, oras!
Aceitei o convite de meu amigo Bito, o Retirante, para provar um acarajé que prometia ser “como o da Bahia”.
Bito é jornalista, interneteiro, baiano e, como tal, amante de tudo o que vem lá de Salvador e afins, como um bom acarajé.
Munidos de fome e vontade de comer, partimos – eu, ele e sua amada, Vanessa – para a Rota do Acarajé, em Santa Cecília.

Chegando lá, logo sentamos numa mesinha ainda no salão, mas perto da calçada, e estudamos gulosamente o cardápio. Para começar, é claro, acarajé. “Como na Bahia”, ou seja, completo!

Com vatapá, caruru, camarão, salada, pimenta em pasta para acompanhar. Bito e Vanessa me explicam que o bom acarajé deve ter a massa bem sequinha e crocante, para absorver bem a deliciosa pasta amarela que é o vatapá.
A Nessa pediu sem caruru (feito de quiabo), mas eu quis o meu completo, com “salada” e tudo. A “salada” é um molho feito de tomates mais para verdes, com gostinho do molho vinagrete que conhecemos (aquele do churrasco), mas sem tanta cebola. Gostei.
Pedimos o acarajé para ser comido com as mãos, comme il faut, mas Bito e Nessa não gostaram do papel que envolvia os bolinhos: frágil demais, deixava cair todo o recheio, molhou rápido e esfarelou. Nada parecido com o resistente papel usado na Bahia, que permite que se coma mais tranquilamente com as mãos.
Depois do acarajé, Vanessa pediu uma casquinha de siri, que decepcionou todo mundo: massuda, sem gosto de siri. Já comi melhores em Parati.

Bito, guloso, pediu mais um acarajé. Eu, conhecendo meu estômago tamanho P, aguardei pelo prato principal: moqueca de camarão!
Estava boa, com muitos camarões, farta, mas os camarões eram pequenos, menores do que os servidos em Salvador, como observou o casal baiano.

De sobremesa, Bito escolheu uma ambrosia (doce demais, disse ele), e Nessa foi de tapioca com leite condensado e coco (mas ela deixou metade, disse que estava meio pesada). Eu fiquei com uma bolinha de sorvete de tapioca, sem muito mérito, mas boa.
No geral, gostei de tudo e, com uma cerveja geladinha, ficou melhor ainda. Mas devo admitir que faltava algo naquela moqueca. Nunca provei a autêntica baiana, mas acho que faltava um toque a mais de coentro, alguma leve acidez, não sei dizer ao certo. Mesmo a farofa de dendê e o pirão que a acompanhavam deixaram um pouco a desejar…
Mas do acarajé, gostei. Fico com água na boca de lembrar! Agora preciso mesmo é ir a Salvador para provar o autêntico. Com casquinha marrom por fora, sequinho por dentro, recheado com muita salada, vatapá, caruru e camarões. Hummmmmm….
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Rua Martim Francisco, 529/533
Santa Cecília – São Paulo/SP
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Mais relatos sobre o almoço à moda baiana? Leia o Retirante!




Este ano, a chef Carole Crema (minha professora querida!) investiu numa Páscoa étnica, com influências africanas e asiáticas.
O empório gourmet da família Tarallo, famosa pelas massas e pizzas da cantina Speranza, lança um monte de produtos gostosos para a Páscoa deste ano, todos produzidos artesanalmente.
A doceira Laura Estima criou algumas opções apetitosas para presentear nesta Páscoa. Entre elas, biscoitos de mel em formato de coelhinhos promete agradar às crianças da família. Os saquinhos, de 150 g, custam R$8. Quem preferir, pode comprar por quilo, a R$ 48.
O almoço seria no domingo, em homenagem a um casal de amigos que viera do Rio para passar o fim de semana. Então, no sábado, fiz as compras e já assei os doze bolinhos, que seriam parte da sobremesa no dia seguinte.
Os blini foram servidos como entrada, ao lado de outras coisinhas para beliscar, como azeitonas temperadas, linguiça curada apimentada, amêndoas salgadas, damascos…
Como prato principal, risoto de legumes e parmesão, batatas assadas e filé au poivre, com pimentinhas verdes bem ardidinhas, para encher a mesa de graça com as lágrimas de alguns convidados. Nem era tão forte assim, vai!
Não preciso dizer que a garrafa de vodka se esvaziou como magia, depois de tantos brindes especiais. Tomamos até-a-última-gota!


