Receitas, culinária e gastronomia, por Luciana Mastrorosa

Guloseima


Archive for maio, 2009


Bito e o acarajé 2

Posted on maio 19, 2009 by Luciana Mastrorosa

O Bito, amigo e retirante, está deixando São Paulo para começar vida nova em Brasília. Além de amigo querido, é um especialista em acarajé, e meu consultor (e fornecedor) de culinária baiana.

Foi o Bito quem me apresentou a farinha de mandioca bem branquinha e fresca que eles comem em Salvador, os beijus em formato de canoa, para comer quentinho com manteiga de manhã, e as cocadinhas da Bahia, um brinde especial que sempre – SEMPRE – me fará recordar dele.

Para fazer uma despedida, fomos no sábado ao Soteropolitano comer acarajés. Como o especialista é Bito, deixo com vocês o ótimo post de avaliação que ele fez do restaurante.

Bito e os amigos, em despedida no Soteropolitano

Bito, o de jaqueta de couro, e os amigos, em despedida no Soteropolitano. A foto eu peguei emprestada do blog de Bito, o Retirante 2.0 ;)

Eu provei dois acarajés pequeninos e tomei um caldo de frutos do mar, carregado de leite de coco e dendê. Tudo acompanhado de uma caipirinha de caju, que estava ótima.

Não sou especialista em acarajé mas, para mim, os camarões vieram em quantidade insuficiente e o caruru estava muito pegajoso. Não gostei. Gostei menos ainda do garçom e sua risadinha irônica quando o Bito pediu para trazer mais camarões. Não é assim que se deve tratar os clientes, eles já deviam saber disso…

Fora isso, a despedida foi excelente. Agora é esperar que Bito se transforme logo num conhecedor da culinária de Brasília. Ou que, finalmente, resolva escrever um livro sobre sua maior especialidade, o acarajé.

Boa viagem, amigo! :)

Leitura em dia 2

Posted on maio 19, 2009 by Luciana Mastrorosa

Ruth Reichl é uma musa inspiradora para mim, já comentei isso antes e torno a dizer, porque não me canso. Gosto do que ela escreve, e da maneira como escreve. E agora ela está lançando livro novo!

Não ouvi nada ainda sobre lançamento no Brasil ainda, por isso já estou de olho comprido na versão original de “Not becoming my mother”. Neste novo livro, Ruth esmiuça a relação muitas vezes conflituosa que tinha com sua mãe, uma pessoa de atitudes, no mínimo, singulares.Para quem não se lembra, ela dá pinceladas de sua relação com a família em seus livros anteriores: “A parte mais tenra”, “Alho e safiras” e “Conforte-me com maçãs” (este, meu favorito).

Enquanto o novo livro de Ruth não chega às minhas mãos, tento diminuir a pilha de leituras que adquiri nos últimos meses (fora os que estão lá faz um tempinho…):

  • “Banquetes Intermináveis” (seleção de Ruth Reichl – ela, novamente)
  • “100 experiências gastronômicas para se ter antes de morrer” (Stephen Downes)
  • “O melhor do Comidinhas” (Alessandra Blanco)
  • “Vida de escritor” (Gay Talese)

Não estranhem o nome de Talese na lista, posso garantir que não leio apenas livros de gastronomia. :P

E Talese é um dos meus favoritos da não-ficção, especialmente por ser jornalista, como eu, que tem uma queda por personagens comuns. Gosto muito, muito, muito. Este foi presente, o que me fez gostar mais ainda!

E vocês, o que andam lendo de bom? Contem tudo ;)

Em tempo: Ruth Reichl está no Twitter também. Gosto do que ela escreve até em 140 caracteres!

Quem quiser me acompanhar, também estou dando minhas tuitadas por lá: http://twitter.com/lumastrorosa.

Cupcakes do amor 12

Posted on maio 18, 2009 by Luciana Mastrorosa

E o tempo voa, voa, voa e me atropela. É assim com vocês também ou só eu estou assombrada porque já estamos no final de maio? Ai, ai, ai…

Cupcakes decorados com estrelinhas de açúcar. Foto: Luciana Mastrorosa

Cupcakes decorados com estrelinhas de açúcar

Mas tudo bem. Têm acontecido coisas boas e minha vontade de cozinhar e criar receitinhas novas só aumenta. Para celebrar meu retorno aos teclados, deixo com vocês uma receitinha de cupcakes. A Ana Lúcia, do Cabana Bacana, me pediu uma receita desses bolinhos há semanas! Ela fez um post lindo sobre o assunto, vejam aqui. Na correria, não consegui enviar a tempo. Por isso, este post também é uma homenagem a ela. :) Agora vai, Aninha!

Para quem não sabe, cupcakes são aqueles bolinhos delicados, em miniatura, cobertos com algum tipo de glacê e decorados com confeitos, flores de açúcar, granulado…

Esta receita eu peguei num programa da Nigella Lawson e modifiquei ligeiramente. Diminuí a quantidade de açúcar e alterei a cobertura, colocando gotas de corante alimentício cor-de-rosa e estrelinhas de açúcar coloridas. Foi por isso que decidi chamá-los “cupcakes do amor”.

Acho que é uma boa maneira de pedir desculpas pela longa ausência, não? ;)

Cupcakes do amor

(receita original de Nigella Lawson, adaptada por mim)

  • 125 g de manteiga sem sal, en pommade (amolecida)
  • 1/2 xícara (chá) de açúcar
  • 3/4 (xícara) de farinha de trigo
  • 2 ovos pequenos e orgânicos
  • 1 colher (chá) de fermento em pó
  • 1/2 colher (chá) de bicarbonato de sódio
  • 1 colher (chá) de essência de baunilha
  • 2 colheres (sopa) de leite
  • adicional: forminhas de papel para cupcakes (as mais bonitas que encontrar!)

Para a cobertura (glacê real cor-de-rosa)

  • 350 g de açúcar de confeiteiro (peneirado)
  • 2 claras de ovos
  • suco de 1 limão siciliano

Para fazer a massa, bata todos os ingredientes na batedeira, com exceção do leite. Quando a massa estiver ficando homogênea, vá acrescentando as colheres de leite, sem deixar de bater. A massa fica amarela e brilhante e não deve ter pedacinhos de manteiga sobrando. Por isso é importante que a manteiga esteja amolecida (mas não derretida).

Quando a massa estiver pronta, abra as forminhas de papel e coloque uma colher de sobremesa da massa (rasa) em cada uma delas. Cuidado para não despejar massa demais, ou os bolinhos podem crescer muito e escapar das forminhas.

Leve os cupcakes para assar em forno moderado, pré-aquecido, a 200 graus C, por cerca de 15 a 20 minutos. Quando estiverem dourados e assados, retire do fogo e deixe esfriar.

Enquanto isso, prepare o glacê: bata o açúcar peneirado com as claras de ovo na batedeira até formar uma massa. Vá acrescentando aos poucos o suco de limão, batendo sempre, para que fique um creme espesso e brilhante. Aos poucos, pingue quantas gotas desejar de corante cor-de-rosa (eu usei 16 gotas, porque queria um rosa bem clarinho). Se preferir, pode usar o creme branquinho, sem corante algum.

Quando os cupcakes estiverem frios, cubra cada um deles com o glacê e decore com confeitos coloridos, se desejar. Sirva geladinho.

Dicas extras:

-   Se quiser garantir um formato perfeito para os cupcakes, coloque as forminhas de papel já recheadas de massa em formas de empadinha e leve para assar. Eu não usei as formas de empadinha, e alguns bolinhos vazaram…

- Cupcakes ficam ainda mais bonitos se você encontrar forminhas decoradas de papel. Achei apenas as branquinhas, por isso escolhi caprichar nas estrelinhas coloridas.

- Se não encontrar limão siciliano para a cobertura, ou se estiver muito caro, fique à vontade para substituir por limão galego, que é mais forte e azedinho que o siciliano. Vá experimentando a mistura até chegar ao seu ponto ideal de doçura e acidez.

- Se achar a massa básica demais, sinta-se livre para adicionar raspinhas de limão, pedacinhos de castanhas, granulado… Use a imaginação e divirta-se! :)

Julie&Julia, o filme. Eu quero! 3

Posted on maio 04, 2009 by Luciana Mastrorosa

Cena de Julie&Julia, o filmeEm fevereiro de 2008, comprei um livro chamado Julie&Julia, a despeito dos comentários negativos do meu marido, que achava melhor eu gastar meu (pouco) dinheirinho com enciclopédias de cozinha.

“Pare de comprar estes romances de comida”, ele argumentava. “Compre apenas livros que fortaleçam sua base culinária”. Eu sorria, apenas, tristemente.

Mas eu sou teimosa. Por isso, numa tarde triste depois de um trabalho onde não me sentia lá muito feliz, passei na livraria perto da redação para espairecer. E comprei Julie&Julia, o livro, da americana Julie Powell.

No caminho para casa, optei pelo metrô em vez do ônibus, porque o trânsito estava infernal. E comecei a ler. Prefácio de Rita Lobo? Legal. Escritora-blogueira? Legal! Escritora-blogueira-que-larga-emprego-tedioso-para-se-dedicar-à-cozinha? MUITO legal!! :D

E não parei mais de ler. Naquele dia, desci numa estação além da que devia, e percorri a distância restante até minha casa a pé, com lágrimas nos olhos. Era um daqueles momentos em que a gente acha que tudo está muito errado com a própria vida.

Por isso me encantei com o livro. A história me inspirou desde o início, tanto pela questão “trabalho chato, o que vou fazer da vida agora?”, quanto pelo fascínio que as panelas e receitas e ingredientes podem exercer sobre alguém.

Foi assim que descobri Julia Child, a “Ofélia” norte-americana, que amava Paris e estudou cozinha no Le Cordon Bleu. E foi assim também que conheci Julie Powell, uma garota qualquer, que usou seu cotidiano maçante para mudar a própria vida. E ser feliz. Escrevendo um blog!

E Julie dizia, no livro:

“(…) comecei a refletir: aquela vida que estávamos levando, Eric e eu, parecia o oposto de um Potage Parmentier. Era fácil continuar com nosso empregos abominavelmente maçantes; pelo menos isso nos poupava de fazer escolhas. Mas por quanto tempo eu conseguiria suportar uma vida assim tão fácil? Areia movediça era fácil. Caramba, morrer era fácil.”

E continuava:

“Talvez eu precisasse fazer como uma batata, separar o joio do meu trigo, tornar-me parte de algo que não fosse fácil, apenas simples”.

“Apenas simples”, pensei.

E, alguns dias depois, comecei o curso de cozinha na Wilma Kovesi (cuja matrícula havia feito em setembro do ano anterior!), com muito mais coragem para enfrentar meu sonho. Nem preciso dizer que pedi demissão algumas semanas depois, e o resto é história…

Por isso estou contando os dias para ver o filme baseado no livro, com Meryl Streep fazendo o papel da grandalhona e espirituosa Julia Child. Achei muito curioso que Julia, muito alta, não conseguia se adaptar aos tamanhos padronizados das cozinhas. Por isso, seu marido construiu uma cozinha enorme para ela, com tudo organizado e à sua disposição.

Eu, pequena, enfrento a dificuldade contrária, diante das milhares de prateleiras altas ao meu redor. Mas nem ligo: meu marido também fez uma cozinha para mim, com coisas e utensílios alcançáveis. ;) E ela é tão pequena como a cozinha que Julie Powell tinha à disposição para começar sua empreitada, que a levou ao sucesso.

Julie&Julia, o filme: eu quero ver! A estreia está prevista para setembro deste ano. Eba! :D Enquanto isso, veja o trailer abaixo:

Guloseima em festa 7

Posted on maio 03, 2009 by Luciana Mastrorosa

No dia 18 de abril de 2006, numa era longínqua, nascia o Guloseima. :P

Naquela época, eu trabalhava no UOL e decidi criar um blog sobre comida, para dar vazão à minha curiosidade crescente sobre o assunto. Vale mencionar que, é claro, eu adoro blogs! Cada vez mais.

Eu estava de viagem marcada para Paris, o lugar em que me sinto em casa. Era minha lua-de-mel, e aproveitei a viagem para escrever um outro post, um mês depois, sobre as comidinhas que encontrei por lá. E assim, nascia este blog.

De lá para cá, foram algumas mudanças de endereço até chegar à esta casa própria, pouquíssimos percalços e muitas, muitas alegrias.

Fui me interessando cada vez mais pelo universo da gastronomia e passei a ler tudo sobre o assunto, ver filmes relacionados ao tema, descobrir novos blogs queridos de comida, frequentar restaurantes diferentes e… cozinhar, é claro!

Ano passado, fiz o curso de chef de cozinha na Escola Wilma Kovesi, e meu amor pelas panelas só cresceu. Mais do que aprender a cortar direito um legume ou preparar um caldo saboroso, dentre milhares de técnicas culinárias, aprendi a ler receitas, a escrever melhor sobre o assunto e, natualmente, fiz amigos para a vida toda, como a Kátia, o David, o Paulo, o Rinaldo, a Liginha, e todos os outros queridos do curso.

Sinto muita falta das aulas, e uma falta incrível de cozinhar com afinco e dedicação toda semana. A vida é tão corrida que, muitas vezes, nem eu  – que adoro! – consigo encontrar um tempo para cozinhar.

Por isso gosto tanto do Guloseima… É aqui que encontro espaço para falar abertamente do meu assunto favorito, encontrar os amigos, falar com leitores de todo canto do mundo, dividir um pouco com vocês o conhecimento culinário que desenvolvi até agora, e que pretendo desenvolver ainda mais.

Cozinhar é um aprendizado para a vida toda, e isto é o que mais me encanta neste caminho. Sou uma aluna dedicada, adoro aprender. E gastronomia não tem fim! :)

Por isso, desejo vida longa e próspera ao meu querido Guloseima. Que ele perdure, e que eu possa contribuir, ainda que um pouquinho, com a felicidade de cada um de vocês, leitores amados. Ainda que na cozinha! :D

Feliz aniversário de 3 anos, blog querido!

Virada Cultural com filmes gastronômicos 0

Posted on maio 02, 2009 by Luciana Mastrorosa

A noite nunca tem fim: começa neste sábado a 5a edição da Virada Cultural em São Paulo. São 24h de música, espetáculos de artes, filmes e baladas diversas para fazer paulistanos e turistas ficarem acordados até mais tarde, com o único objetivo de se divertir. Gosto da ideia!

Este ano, o mote do evento é a comemoração do Ano da França no Brasil, com apresentações variadas e intervenções urbanas de artistas franceses. Uma boa oportunidade para conhecer um pouco mais a cultura de lá, ampliar horizontes.

E para quem adora comida, hoje também é dia de Virada Cine-gastronômica, no HSBC Belas Artes. Por R$20, você passa a madrugada inteira vendo filmes ligados à gastronomia! Este ano, 2a edição do evento, os filmes exibidos serão:

- “Volver” (Pedro Almodóvar)

- “Amor à Flor da Pele” (Wong Kar-wai)

- “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (Tim Burton)

- “Correio Sentimental” (Danniel Danniel) + o curta “Sua Opinião, Por Favor” (Heddy Honigmann)

- “A Janela da Frente” (Ferzan Oztepek)

– “Ratatouille” (Brad Bird)

Além da exibição dos filmes, haverá também 4 degustações de pratos nos intervalos, com receitas inspiradas nas histórias retratadas nos longas. Cada ingresso dá direito a ver três filmes.

Fomos convidados para assistir à primeira edição, no ano passado, e adoramos! Mas é bom se preparar, porque o evento lota. Chegue cedo, garanta seus lugares e relaxe.

A maratona cine-gastronômica começa às 22h deste sábado, e termina às 8h de domingo.

2a Virada Cine-gastronômica-Petybon

2 e 3 de maio, durante a Virada Cultural, em São Paulo
Horário: A partir das 22h de sábado até 8h de domingo
Local: HSBC Belas Artes (Consolação x Paulista)
Ingressos: R$20,00 (R$10,00 meia entrada)

Call me Ishmael* 2

Posted on maio 01, 2009 by Luciana Mastrorosa

Esta semana, em mais uma comemoração do mês de abril, fomos jantar no Sal Gastronomia, do chef Henrique Fogaça, em Higienópolis.

Estava curiosa a respeito de sua comida, li muitas resenhas favoráveis e queria experimentar. Chegamos à Galeria Vermelho, onde fica o restaurante, por volta das 22h30.

Não gosto de chegar tarde a restaurantes que fecham por volta de meia-noite, porque me sinto mal de ver que, não raro, somos os últimos clientes do lugar. Mas o atendimento foi cordial do princípio ao fim, então relaxei e curti o jantar, apesar da minha neurose com horários.

Para começar, o couvert estava bom. Pães crocantes (mas que me pareceram longe de estar fresquíssimos) acompanhados por quatro cumbuquinhas com manteiga de mel e limão (a melhor de todas), sardela de pimentão (suave), frango desfiado em um molho com bastante azeite e temperos (muito bom) e cebola agridoce (não gosto de cebola…).

Couvert do restaurante Sal Gastronomia. Foto: Luciana Mastrorosa

Couvert do restaurante Sal Gastronomia. Foto: Luciana Mastrorosa

De entrada,pedimos a bruschetta de polvo com vinagrete de hortelã. Vieram duas unidades, grandes, preparadas com fatias grossas de pão italiano. O recheio de polvo cheirava muito bem, e ficamos com água na boca. Além do polvo, macio, desmanchando na boca, o recheio levava alguns legumes e muitas ervas, como hortelã e salsa. Tudo regado com azeite. Gostei muito!

Bruchetta de polvo, de entrada. Foto: Luciana Mastrorosa

Bruchetta de polvo, de entrada. Foto: Luciana Mastrorosa

Como prato principal, pedi o magret de pato ao vinho do Porto, acompanhado de purê de mandioquinha, banana-ouro e cebolinha ao caramelo de capim-santo. Para ele, o prato foi cupim na manteiga de garrafa com farofa de banana e mandioca cozida.

Os pratos estavam bons, mas achei que faltava um algo mais. A carne do magret, por exemplo, estava no ponto, suculenta, mas a pele – que deveria ser crocante – estava mole. Bem mole. Eu esperava mais de um peito de pato, especialmente depois das aulas que tive na Wilma Kovesi, e dos maravilhosos magrets que preparamos no curso.

Magret com com purê de mandioquinha e molho de vinho. Foto: Luciana Mastrorosa

Magret com com purê de mandioquinha e molho de vinho. Foto: Luciana Mastrorosa

O purê de mandioquinha estava um tanto pesado demais, gorduroso. A banana-ouro era uma banana-ouro, ou seja, sem mais surpresas. Por incrível que pareça, o que me impressionou foi a cebola (e eu não gosto de cebola!): veio inteira, pequenina, roxa, completamente caramelada. Comi um pedaço e achei interessante, mas confesso que não senti gosto do capim-santo no caramelo.

O cupim, que também provei, estava bom, mas também não tinha um “algo mais” que eu esperava. A farofa, porém, estava deliciosa, crocante, bem temperada, excelente. A mandioca também estava ok, sem nenhum atrativo a mais.

Cupim na manteiga de garrafa, com farofa e mandioca. A farofa estava excelente. Foto: Luciana Mastrorosa

Cupim na manteiga de garrafa, com farofa e mandioca. Foto: Luciana Mastrorosa

Acompanhamos o jantar com um vinho Carmen Merlot, em meia garrafa. E, para finalizar… Eu, Capitão Ahab, encontrei minha Moby Dick no cardápio: pannacotta!

Ao ver minha excitação diante da pannacotta, uma das minhas obsessões culinárias, meu marido balbuciou: “Call me Ishmael”. Hehe. Engraçadinho! Imediatamente, nasceu a ideia de batizar este post em homenagem à Moby Dick, branca como minha querida sobremesa.

A pannacotta com calda de framboesa estava excelente. Foto: Luciana Mastrorosa

Pannacotta com calda de framboesa ou, segundo meu marido, minha "Moby Dick" particular. Pois é. Foto: Luciana Mastrorosa

Em resumo: a pannacotta estava excelente, acompanhada de uma calda de framboesa muito boa, com acidez que contrastava bem com a cremosidade branca da pannacotta. Fiquei feliz, enfim. E quebrando a cabeça, claro, para entender o segredo desta sobremesa que é tão simples e tão matreira, cheia de segredinhos para ficar perfeita. E a pannacotta do Sal estava perfeita.

Trate-me por Ishmael.

***

Sal Gastronomia

Rua Minas Gerais, 350 – Higienópolis – São Paulo/SP

Fone: (11) 3151-3085

***

* O título deste blog faz referência à primeira frase do livro “Moby Dick”, de Herman Melville, que conta a história de ódio (e amor) do velho Capitão Ahab pela baleia branca Moby Dick. Melville começou a contar sua intrincada saga com a frase mais simples do mundo: “Call me Ishmael” ou, em bom português, “Trate-me por Ishmael”. Virou uma das frases de abertura de livro mais famosas da literatura. Gênio.



↑ Top