Receitas, culinária e gastronomia, por Luciana Mastrorosa

Guloseima


Archive for the ‘guloseima indica’


Doce novembro 0

Posted on novembro 27, 2011 by Luciana Mastrorosa
Le Creuset tradicional: laranja

Le Creuset tradicional: laranja

Dentre tantos outros meses do ano, novembro é o que eu mais gosto. O motivo principal é o mais cara-de-pau possível: novembro é o mês do meu aniversário, e sempre adorei comemorar as vitórias e conquistas de mais 12 meses. Quando eu era criança, achava um privilégio ter nascido em novembro porque, desde outubro, ganharia um presente por mês, na ordem: dia das crianças, meu aniversário e Natal. Era divertido.

Hoje, por motivos óbvios, não ganho mais presente no dia das crianças, mas meu aniversário continua sendo sagrado. Quanto mais festa, melhor – e não vou negar: adoro um presentinho! Hehehehe!

Este ano, nem fiz festa, mas tive uma surpresa muito feliz: ganhei minha primeira panela Le Creuset, linda, laranja, que agora vai cuidar com carinho das minhas Le Creuset-bebês de cerâmica, que enfeitam qualquer jantar. E quem diria que logo eu, a menina que detestava tarefas domésticas e tinha alergia à expressão “do lar” (tenho até hoje, aliás), ia chorar ao ganhar uma panela de presente de aniversário!

Fato é que eu chorei. E, convenhamos, Le Creuset não é qualquer panela: é “A” panela. É o recipiente que habita os sonhos dos cozinheiros, com suas lindas cores envolvendo o pesado ferro esmaltado que a compõe. É a panela que me traz as lembranças mais felizes do meu curso de cozinha na Wilma Kovesi, no já longínquo ano de 2008. É a panela que vou deixar de presente para meus filhos ou netos ou bisnetos ou sobrinhos – ou alguém muito querido, que saiba dar valor a ela.

Para comemorar como se deve, o primeiro prato que preparei nela foi um boeuf bourguignon, receita ligeiramente adaptada da minha amada Elizabeth David em Cozinha Regional Francesa (Cia das Letras). O prato, cozido por horas a fio, foi devorado em instantes por 4 convivas esfomeados. Quer prova melhor de que a panela funcionou?

Antes que alguém pergunte, este NÃO é um post patrocinado (nem sei se existe isso ainda, mas, enfim). É apenas o testemunho de alguém cada vez mais imerso no mundo da comida, com suas pequenas idiossincrasias e paixões inquestionáveis.

Eu (coração) Le Creuset.

*

Quer arriscar a receitinha em casa? Vamos lá:

BOEUF BOURGUIGNON

1 kg de alcatra em cubos grandes
120g de bacon em cubinhos
1 cebola grande em rodelas
1 ramo de tomilho
1 ramo de salsa
1 folha de louro
1 xícara (chá) de vinho tinto
500 ml de água (ou caldo de carne)
1 dente de alho
1 colher (sopa) de farinha de trigo
250 de cogumelos-de-Paris pequenos, inteiros e limpos
12 minicebolas, descascadas, inteiras
azeite de oliva quanto baste
sal e pimenta-do-reino a gosto

Ponha os cubos de carne num recipiente que possa ser tampado e tempere-os com sal e pimenta. Adicione o vinho, a cebola grande em rodelas, os ramos de ervas e 2 colheres (sopa) de azeite. Misture bem, tampe e deixe marinar por 3 a 6 horas – quanto mais tempo, mais temperada ficará a carne.

Após esse período, coloque 1 colher (sopa) de azeite na sua Le Creuset (hehehe) e doure o bacon. Junte as minicebolas inteiras e deixe dourar, em fogo baixo, mexendo-as de vez em quando para não grudar. Quando estiverem dourados, retire o bacon e as cebolas e reserve. Retire os cubos de carne da marinada, coe o líquido e reserve. Seque os cubos, um a um, com papel-absorvente ou um pano limpo. Frite-os na gordura que sobrou na panela (adicione mais azeite, se necessário), até ficarem dourados. Não tenha pressa: doure os cubos aos poucos, para que não soltem muita água. Depois de dourar toda a carne, polvilhe os cubos com a farinha, sacudindo a panela para que a farinha se misture à gordura.

Adicione então a marinada coada e deixe ferver por 1/2 minuto. Junte o caldo, o dente de alho inteiro (descascado) e 1 buquê de ervas (tomilho, salsa e louro), amarrados com um barbante de algodão. Tampe a panela, abaixe bem o fogo e deixe cozinhar por cerca de 2 horas, observando o cozimento de tempos em tempos. Se o líquido secar, adicione mais água ou caldo quente.

Quando a carne estiver macia, junte o toucinho, as cebolas e os cogumelos inteiros (previamente secos numa frigideira quente, para não soltarem muita água). Deixe cozinhar por mais alguns minutos, corrija o sal e a pimenta e sirva.

Como acompanhamento, fiz batatas no forno, em rodelas, apenas temperadas com sal, pimenta e tomilho, assadas junto com dentes de alho inteiros, com casca.

Dá trabalho, mas fica divino, acredite.

Como diria Julia Child, que imortalizou o boeuf bourguignon francês para a América e o mundo, “boooooon appétiiiiiit”. ;)

*

PS: claro que tirei foto da minha fofura, mas alguma coisa estranha está acontecendo com o Flickr e não consegui subir nada aqui no WordPress (algum problema com minha versão). Prometo trazer mais fotos em breve. :) A imagem que ilustra este post veio do site oficial da marca, na França: www.lecreuset.fr

Na Menu 1

Posted on dezembro 08, 2010 by Luciana Mastrorosa

Agora a revista linda em que eu trabalho, a Menu, tem um site novo: www.revistamenu.com.br. O projeto é encabeçado pela minha querida amiga e companheira de trabalho Beatriz Marques.

Aproveitando a onda do site, temos produzido vídeos muito bacanas sobre, claro, o universo gastronômico. Deste aqui eu tive o prazer de participar, ajudando o querido chef-jornalista Pedro Marques a preparar delícias da cozinha asiática.

Vê lá (no frame, eu de zoinho fechado! hehehe):

Rumo à Normandia – o fim da jornada 2

Posted on novembro 25, 2010 by Luciana Mastrorosa

Como disse nos posts anteriores, fiz um curso de duas semanas na França, o Hautes Études du Goût. Passei uma semana em Paris e uma semana em Reims, estudando e comendo e bebendo e experimentando um pouquinho dos sabores desse lado do mundo.

No finalzinho da minha primeira semana em Paris, tendo feito já amigos que ficariam por lá, fui questionada: por que você não fica por aqui na sua última semana de férias? Tentador.

Estava num café, em Paris, com Max e João, quando decidi: ficaria mais uma semana na França. A partir daí, os caminhos se determinaram sozinhos: iríamos de carro para a Normandia. Fosse como fosse.

Esta é a minha cara de pânico, no momento exato em que pensei: vou ficar.

Café em Paris

E, olha, foi a melhor coisa que fiz.

Passamos uma semana em Paris, depois uma semana em Reims. Participamos de jantares incríveis, fizemos uma prova difícil e voltamos para Paris, em meio à greve e tudo o que foi visto pelo noticiário.

Em Paris, passamos duas noites no precário hotel Formule 1 e alugamos um carro. Nosso destino: Normandia. E o que mais aparecesse pela frente.

Yoora, a princesa coreana (como a apelidamos), está morando em Paris até fevereiro do ano que vem. Então deixamos as malas na casa dela e partimos, sem rumo definido, ao coração da Normandia, quase chegando na Bretanha. Alugamos um carro bacana, com GPS, e viajamos numa segunda-feira fria.

Nosso primeiro destino: Étretat. Uma cidadezinha minúscula, em que o comércio parava de funcionar por volta das oito da noite. Chegamos, encontramos um hotelzinho simpático (a dona era jornalista – e de gastronomia!! – como pode?) e ficamos por lá. Saímos em busca de diversão. Vimos um morro enorme com uma igrejinha de pedra no topo. Para nos aquecermos para a caminhada, paramos num café e tomamos nossa primeira sidra de muitas – um sabor que nunca esquecerei: defumada, macia, doce, como só as sidras verdadeiras podem ser.

Normandie

Caminhamos por aquela cidadezinha meio sem rumo, bebemos mais sidra, subimos a pé até o morro em que a igrejinha – fechada, uma pena – parecia cuidar da cidade toda. Eu poderia me casar lá, se pudesse casar de novo. Sim, eu poderia.

Normandie

Andamos, bebemos sidra, comemos moules et frites deliciosas, fomos enxotados do restaurante, paramos num pub, jantamos em outro restaurante (todos olhavam para Yoora, coreana, como se ela fosse um E.T. Estranhíssimo!), voltamos ao pub e terminamos a noite bebendo Guinness e rindo pela vida.

Esta foi a primeira sidra que antecedeu diversas outras. Cheers, mates!

Normandie

Mais sidra:

Normandie

De manhã, no dia seguinte, partimos em direção a Caen, no nosso carro alugado. Passamos por cidadezinhas minúsculas que giram em torno do mar, comemos ostras deliciosas e muito frescas, bebemos mais sidra e chegamos a Caen. Linda cidade, cheia de castelos e igrejas e ruínas e… pubs! Como pode? Mais Guinness noite adentro.

Normandie

No dia seguinte, tomamos café e partimos em direção ao Mont Saint Michel. Compramos um monte de comidinhas deliciosas estrada afora – baguetes, camembert de leite cru, presunto cru, saucisson, uvas, sidras, etc – e decidimos fazer um piquenique. Bem francês. No meio do caminho, paramos em Omaha Beach para visitar um cemitério americano da Segunda Guerra. Triste de gelar os ossos…

Normandie

Um campo de cruzes, lembrando o horror da Segunda Guerra:

Normandie

Silêncio e respeito. Não é pedir muito:

Normandie

Perto dali, com toda aquela comida no porta-malas, e chuva fina lá fora, paramos nos arredores de Omaha Beach e acampamos ali mesmo, dentro do carro. Foi uma festa! Piquenique na chuva, em boa companhia, com muita conversa boa e risadas… Quem precisa de mais?

Só as garotas dentro do carro. Os meninos, gentlemen, ficaram na chuva! ;)

Normandie

As comidinhas fantásticas do nosso piquenique in the rain:

Normandie

De sobremesa, macarons, tortinha de framboesa e mille-feuille (ou “mifuá”, como diria Max):

Normandie

Depois da comilança, pegamos a estrada novamente e seguimos em direção ao Mont Saint Michel.

Te digo: o que é aquilo? Um castelo enorme, uma fortaleza, no meio de uma praia em que não existe nada além das marés e da areia e da água.

Normandie

Chegamos ao nosso destino e, para nossa surpresa, o lugar era lindo, mas era uma “tourist trap”, com bem definiu nosso amigo Max. Muita gente, muitas lojinhas de artesanato e souvenirs, muita coisa junta. Mas era encantador, apesar de tudo isso.

Pegamos nosso carrinho alugado e tomamos nosso rumo, em direção a Paris. No meio, uma cidadezinha chamada Cancale, em que os barcos ficavam ancorados na praia, sem água, até a maré voltar… Uma coisa doida. Ficamos num hotelzinho, comemos um prato gigantesco de frutos do mar e fechamos o dia num pub local. Era a nossa última noite na estrada antes de voltarmos a Paris.

Normandie

Tomamos calvados – a aguardente típica daquela região, feita de maçã – e uma cerveja azeda, esquisita. Ganhamos uns shots de uma bebida horrorosa, que nem sei dizer o que é.

Normandie

No dia seguinte, pegamos  a estrada de volta a Paris. Chegando lá, encontramos um hotel para ficar e jantamos no Café Constant, depois de enfrentarmos uma espera longa. Estava cansada, com dor de garganta, mas mesmo assim aproveitei.

Em meu último dia em Paris, nesta temporada, aproveitei para comprar algumas lembrancinhas e almoçar no Le Bélisaire, onde o chef era nosso amigo. Comi bochecha de boi, bebi vinho e andei sem rumo pela cidade-luz. Parei em alguns cafés, tomei espressos duplos e falei da vida. Flanei, como diriam os escritores antigos.

Le Bélisaire:

Paris

Depois, peguei minhas malas pesadas e segui, de trem, até o aeroporto Charles de Gaule. Eu tinha de voltar.

E voltei. E estou aqui.

HEG: olha a gente aí 4

Posted on novembro 21, 2010 by Luciana Mastrorosa

Poucos dias depois de voltar de Paris/Reims/Normandia, um dos amigos queridos do curso encontrou um vídeo do jantar molecular do qual participamos, no Cordon Bleu. Tema: cozinha molecular.

Pratos com chocolate que não era chocolate, polifenóis em forma de gelatina, “champanhe” feito de vinho branco e umas pedrinhas esquisitas, que achamos muito parecidas com pop rocks – aquelas balinhas que estouram na boca. Divertidíssimo!

Para quem quiser ver, o vídeo é este aqui:

Se você olhar bem, eu apareço num pedacinho, recebendo meu diploma. Hahaha! ;)

Back home 2

Posted on novembro 01, 2010 by Luciana Mastrorosa

Paris

Eita, que as férias chegam ao fim, muitas pendências para resolver, mas aqui estou, de volta a São Paulo.

Vou compartilhar com vocês algumas fotinhos destas três semanas inesquecíveis que passei na França. Valeu a pena todo o esforço para tentar aprender um pouquinho a língua francesa, tooodo o dinheirinho gasto em curso, hospedagem, alimentação, presentinhos… Viajar é uma das melhores coisas da vida, asseguro.

A primeira semana passei em Paris, fazendo o curso de Hautes Études do Goût, promovido pela Universidade de Reims em parceria com o Le Cordon Bleu. Cheguei sábado cedo na cidade, e como só poderia entrar no meu quarto do hotel a partir das 12h, fiquei passeando pelo bairro – Montparnasse – antes de entrar.

Comprei vinho, queijo de cabra, batatinhas chips com mostarda, pãezinhos e vinho, claro. Além disso, comprei também uma caixinha de açúcares em cubinhos Saint Louis, em formatos variados. E aqui cabe um adendo: eu simplesmente adoooro açúcar em cubinhos. Viciada, mesmo.

Paris

No dia seguinte, domingão, acordei cedo e fui até à Notre Dame. Assisti a uma missa internacional, catedral lotada de gente, e fui passear pelos arredores. As ilhas do centro da cidade também estavam lotadas e, apesar de ser domingo, havia vários restaurantes simpáticos abertos. Escolhi um deles e comi meu primeiro foie gras da estadia. Com vinho, claro. Aliás, uma das melhores coisas de estar na França é tomar uma tacinha de vinho, sem culpa alguma, no almoço e no jantar. Yay!

Paris

Paris

Paris

Saindo do restaurante, fui passear sem rumo, comprei um chapeuzinho de lã para mim e voltei para o hotel, pois nesta noite conheceria meus colegas de curso.

Tomei banho, me arrumei e segui para o terraço do hotel, de onde tínhamos uma vista linda e privilegiada da Torre Eiffel. Cheguei cedo e logo conheci João e Max, que acabaram se provando companhias incríveis nesta viagem.

Tomamos champanhe, nos apresentamos e fiquei conhecendo meus colegas: na turma tinha franceses, americanos, canadenses, australianos, coreanos, colombianos, mexicanos, chineses e até um malasiano, o Soon, absurdamente simpático com todo mundo. Mantendo os estereótipos firmes e fortes, acabei ficando mais próxima do João, brasileiro, e dos orientais: Yoora, coreana, Soon, malasiano, Selina, australiana de família chinesa, Andrés, colombiano. Max foi o único americano a quebrar o estereótipo, fazendo amizade com a latinada em peso e os desajustados em geral. Fizemos tanta bagunça juntos que acabamos sendo apelidados de “troublemakers”. Adooooooro!

No geral, a turma tinha uma média de idade um pouco maior do que a minha, mas nos demos muito bem. E a barreira do idioma, né? Estava morrendo de medo de não conseguir me comunicar em inglês ou francês com a galera, mas deu tudo certo. Proud of myself! :)

Paris

E agora, depois de três semanas convivendo quase todos os dias com os mesmos amigos, bate aquela saudade apertada de rever todo mundo, dar um abraço, viver bons momentos juntos de novo. E nem preciso dizer que estou com uma espécie de “jet leg” linguístico: tento falar em português, sai em inglês, e vice-versa!

Coisas que só a vida pode fazer por você…. Valeu, papai do céu! :)

<a href=”http://www.flickr.com/photos/guloseima/5133124447/” title=”Paris por guloseima, no Flickr”><img src=”http://farm5.static.flickr.com/4106/5133124447_e55d7b428c.jpg” width=”375″ height=”500″ alt=”Paris” /></a>

Oh, Deus, quanta saudade 0

Posted on outubro 30, 2010 by Luciana Mastrorosa

Estou em casa agora, depois de três semanas muito intensas na França. Uma semana em Paris, uma semana em Reims e uma semana viajando de Paris rumo à Normandia, com amigos queridos, companhias adoráveis.

Em resumo: muito vinho, champanhe, cidra e Jack Daniels. Toooodos os dias farreando por aí.

Deus, como sinto falta disso. Estou em São Paulo há menos de doze horas e meu coração dói de tristeza.

Heartbroken…

Queimando as panelas 4

Posted on setembro 21, 2010 by Luciana Mastrorosa

Ontem aconteceu uma coisa um tanto absurda e quase inédita na minha vida pós-panelas: queimei a comida.

Isso nunca acontece. NUNCA, nunquinha, porque quando eu cozinho, me entrego de corpo, alma e tudo o mais. No máximo, coloco uma música boa para rolar enquanto afio as facas e começo a arte do mis-en-place. Colocar tudo no seu devido lugar, cada tempero em seu potinho, cada ingrediente lavado, cortado e preparado para entrar em cena na hora certa, como um balé, uma orquestra afinada.

Mas ontem a grande maestrina falhou, e eu errei a mão, perdi a noção do tempo e, quando vi, minha carne de panela estava lá, preta e esfumacenta, mesmo no fogo baixo. Porque quando baixei o fogo, era tarde demais: estava tudo perdido.

Mas enquanto há cozinha e uma cozinheira, há solução. Humildemente, baixei a música, desliguei o som, enchi de água a panela queimada e transferi antes o que sobrou da comida (a parte não queimada) para uma frigideirona wok untada com azeite. Muito azeite. E umas gotas de água, para finalizar o cozimento da batata.

Consegui salvar minimamente o jantar, mas quem já deixou a comida queimar alguma vez na vida sabe que tudo fica estranho depois. A carne endurece, as batatas absorvem a fumaça como se não houvesse amanhã, os legumes perdem o viço.

Salvei o jantar, mas permaneço inquieta. O que é que dizem mesmo quando a gente esquece a comida no fogo? Cabeça nas nuvens, deve ser isso.

*

Espanha - Barcelona

Editando receitas 1

Posted on julho 15, 2010 by Luciana Mastrorosa

Desde que decidi trabalhar oficialmente com gastronomia, nos idos de 2006, muitas águas rolaram. Fiz freelas, escrevi textos sobre assuntos legais (e não tão legais), tirei fotos, escrevi posts, aprendi a cozinhar (e continuo aprendendo), cozinhei muito, errei, acertei, vivi.

Há um ano trabalhando como editora-assistente da revista Menu, tenho aprendido cada dia um pouquinho mais sobre o maravilhoso universo da gastronomia. Escrevi até um livro cheinho de receitas, veja só!

Tudo isso para falar justamente delas: as receitas. Adoro receitas! Justamente porque podemos sempre mudar, adaptar, melhorar, piorar, dar um toque diferente a cada uma delas. E, na revista, uma das minhas principais tarefas é justamente editar, com todo o amor do mundo, as receitinhas que recebemos dos chefs e publicamos na revista. Toooodas elas.

E posso dizer sem medo: eu adoro fazer isso. Em um ano, desenvolvi todo um método para preservar sempre a linguagem do chef e tentar deixar tudo beeeem explicadinho, nos mais ínfimos detalhes.

Claro, sempre pode passar alguma coisa errada ou desconexa, mas meu objetivo é melhorar mais e mais. E aprender, estudar, desenvolver a arte e a técnica de escrever, adaptar, editar e, claro, preparar as receitas.

Por enquanto me falta uma linda e espaçosa cozinha experimental para botar os sonhos em prática. Mas com um pouco de persistência, chego lá.

Desejem-me sorte :)

Meu livrinho vem aí 6

Posted on abril 20, 2010 by Luciana Mastrorosa
livro de Luciana Mastrorosa

Pingado e Pão na Chapa: vem aí meu primeiro livro

Adoro contar histórias, isso não é novidade: não foi à toa que virei jornalista. Se as histórias forem sobre comida, então… Daí eu me divirto mesmo!

Hoje recebi da minha editora a foto da capa do meu primeiro livro de histórias e receitas. Que delícia! Mal posso esperar para tê-lo, quentinho, nas mãos, com cheirinho de papel novo.

Em breve, mais detalhes e o convite para o lançamento! :D

Agora só falta um layout novo e lindo para este meu blog querido. E mais atualizações, claro ;)

Rio de Janeiro 5

Posted on março 18, 2010 by Luciana Mastrorosa
Leblon à tardinha

Leblon à tardinha, da sacada do prédio

O ano começou com uma viagem rápida ao Rio de Janeiro. Entre outros passeios agradáveis e comidas deliciosas, provei:

- os bolinhos incríveis de camarão e o sanduba de pernil do Chico & Alaíde em tardes ensolaradas, com direito a muito chope gelado (e também o almoço executivo da casa: frango com quiabo!)

- o menu degustação da Roberta Sudbrack, na companhia de dois grandes amigos (comida impecável, companhia idem, chef adorável. Amei!)

- as tapas do Venga!, num dia de tanto calor que eu não conseguia articular direito as palavras

E ainda deu tempo de pegar um sol escaldante no Leblon, tomando sorvete, água de coco e beliscando os famosos biscoitos Globo. Me senti, assim, no núcleo chique da novela das 8.
;)

Tartare de abóbora

Tartare de abóbora, uma das delícias do menu de Roberta Sudbrack

Detalhe do balcão de tapas do Venga!

Detalhe do balcão de tapas do Venga! Acepipes saborosos e muita sangria

*

“Rio de Janeiro
Gosto de você
Rio, Rio de Janeiro cortado por montanhas, mar e desespero.”

(Na voz de Elza Soares)



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