Receitas, culinária e gastronomia, por Luciana Mastrorosa

Guloseima


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Feliz 2012! 0

Posted on dezembro 31, 2011 by Luciana Mastrorosa

Faltam poucas horas para o fim de 2011, este ano que, para mim, foi tão difícil, mas tão cheio de aprendizados. E, graças a toda a perseverança, o sonho, a imaginação e as conquistas, 2011 termina muito melhor do que começou.

Desejo a vocês, leitor e leitora queridos, que 2012 seja doce como um brownie, inebriante como um bom vinho e surpreendente como a mais deliciosa das refeições. Acima de tudo, desejo que 2012 seja pacífico como uma refeição ao lado de quem a gente mais ama neste mundo.

Porque, seja Velho ou Novo, o ano passa rápido, e a nossa vida também.

Só faz sentido viver para ser feliz.

FELIZ ANO NOVO! QUE VENHA 2012!

A um passo do Natal 0

Posted on dezembro 16, 2011 by Luciana Mastrorosa
Natal chez nous

Natal 2011: note o cogumelo psicodélico e purpurinado

A casa já está cheia de gostosuras natalinas: nozes, avelãs, amêndoas e castanhas portuguesas foram adquiridas junto com damascos, figos e ameixas secas no Mercado da Lapa, em São Paulo. É sempre uma aventura ir ao mercadão nesta época do ano, mas é inegável o prazer de encontrar produtos de época mais fresquinhos e mais baratos.

Ainda estou na dúvida sobre o que fazer nesta ceia… Este ano planejo sair um pouco do habitual, tentar um prato novo, algo que possa, talvez, transformar-se numa tradição natalina, para o dia em que eu tiver filhos e netos. Mas não sei bem por onde começar, pois não tenho sentido desejo de comer nada em particular.

O marido pediu o macarrão de nozes da avó, uma receita intrigante, adocicada. E eu não posso abrir mão dos crôstolis que minha mãe me ensinou há tanto tempo, receita que venho praticando desde que minhas mãozinhas mal conseguiam segurar a faca de pão. A arte de fazer pequenas coisinhas crocantes e doces, que vem passando de geração para geração e sempre me traz lembranças felizes.

Este ano tem sido duro, mas de um aprendizado impressionante. Perdemos membros de nossa família, sinal da passagem inevitável do tempo… Mas ganhamos a alegria de ver minha sobrinha crescendo, falando, desenvolvendo uma personalidade tão forte e bonita. Não fazia ideia de como ter crianças por perto mudam nossa perspectiva.

Natal, para mim, é isso. Uma festa com contornos religiosos, claro, mas mais do que tudo uma celebração da família. De quem a gente escolhe como família.

E por mais que eu trabalhe com gastronomia e descubra inúmeras delícias novas, quando chega esta época do ano eu só penso em peru assado, tender, pernil suculento com a carne desfiando… Salada de batatas, farofa com miúdos e uva passa, o prato enorme de frutas da época: pêssego, ameixa, uvas, cerejas, mangas. As nozes na casca me lembram meu pai, a alegria de sentar à mesa e abrir uma noz após a outra, tentando preservar as casquinhas para fazer um brinquedo, um joguinho… Sinto ainda agora o aroma desses Natais passados, outro tempo, quase outra vida.

E uma coisa puxa a outra, que puxa outra: o presépio com algodão (!), o papel-pedra amassado fazendo-se passar por montanhas áridas, o menino Jesus que sai da manjedoura e só é colocado nela à meia-noite. As luzes coloridas, o papel brilhante prateado, os presentinhos de brilho colorido.

É isso, o Natal certamente me deixa mais sentimental do que já sou. E este ano, em particular, mais do que já fui um dia.

E eu ainda não encontrei a receita certa para comemorá-lo do meu jeito, do nosso jeito, do jeito certo. Sigo em busca. 

(Mas já que eu falei em crôstoli, veja aqui a receitinha da minha mamma – pode ser servida com açúcar e canela, mel ou açúcar mascavo. Ou tudo junto.)

(E me conte qual é a sua receita de Natal favorita! É sempre bom saber :) )

Guloseima no Facebook 0

Posted on novembro 27, 2011 by Luciana Mastrorosa

Para quem adora uma novidade, agora estamos também com uma página toda própria no Facebook. É hoje que não saio da internet! :D

http://www.facebook.com/GuloseimaBlog

É só clicar, visitar e curtir. ;) E dar pitacos, claro!

beijos!

Lu

 

Falando de café 0

Posted on outubro 16, 2011 by Luciana Mastrorosa

Paris

Café é uma das minhas grandes paixões culinárias. Para ter uma ideia, tenho em casa várias opções para extrair o líquido negro e poderoso no meu café da manhã de todo dia: uma máquina de espresso De Longhi, uma Nespresso, coadores de plástico, uma moka italiana e uma minifrench press. Fora o arsenal para moer os grãos e as variedades de cafezinho que vou descobrindo por aí.

Meus favoritos hoje, em geral, têm sido os cafés brasileiros de microlotes, arábica, especialíssimos. Têm uma doçura natural e aromas que lembram achocolatado, caramelo, até floral. Para quem gosta de café, o céu é o limite.

Um viva para o Brasil e seus produtores dedicados, que têm aumentado, e muito, a qualidade das nossas bebidas!

Esses dias o portal da revista Espresso, especializado no assunto, me entrevistou sobre o Pingado e pão na chapa – Histórias e receitas de café da manhã, meu livro querido lançado no ano passado. Foi um papo gostoso, solto, em que falei dessa paixão tão intensa que tenho pelo café de todo dia. Não é para menos: sem minha xícara diária, não sou ninguém.

Confira aqui a minha entrevista sobre o livro no Portal Espresso.

Quer saber mais sobre o livro? Clique aqui!

*

PS: este café aí de cima não foi o melhor da minha vida em termos de qualidade, mas em termos afetivos ele cumpriu seu papel: foi oferecido após um almoço na universidade francesa Sorbonne, em outubro de 2010, parte do curso Hautes Études du Goût, no qual me formei. Foi um dia emocionante em que aprendi um pouco mais sobre os produtos regionais franceses, em aula ministrada nessa universidade mítica. Ter aula de comida na Sorbonne? Com almoço depois? Pura emoção. E com chocolatinho amargo para acompanhar… Ai, que saudade! :)

Delícias desde Chile 0

Posted on abril 02, 2011 by Luciana Mastrorosa

Chile!

Foi uma semana inteira viajando pelo Chile, experimentando os sabores locais, conhecendo os chefs, tentando entender as paisagens que diferem drasticamente de norte a sul do país. Mas valeu cada dia, cada noite, cada correria intensa que só as viagens de imprensa podem te oferecer.

Mais, não digo: só na próxima Menu! ;)

Feliz Natal, merry Christmas, joyeux Noël 0

Posted on dezembro 24, 2010 by Luciana Mastrorosa

O pato está assando no forno, e seu aroma perfuma a casa inteira: o perfume inconfundível da véspera de Natal. Na geladeira, um peru se acomoda na marinada, esperando para ir ao forno amanhã, para o almoço natalino.

Farofa, carne assada, maionese, salada verde, arroz. De sobremesa, frutas, rabanadas, crôstoli, panetone, castanhas portuguesas, nozes, figos e damascos secos. Temperatura lá fora: 30ºC. Quem se importa?

Com tradições familiares não se brinca… Mesmo há algumas gerações no Brasil, os costumes italianos ainda falam mais alto à mesa da nossa família. Nesta época, sempre lembro do meu pai comentando sobre sua avó. Ela dizia que Natal de verdade tinha neve. A gente nunca viu neve no Natal, mas continuamos a preparar assados, comer castanhas e crôstoli com açúcar e canela, ignorando a temperatura lá de fora.

Porque família é assim, né? Vamos criando e recriando as tradições à medida que as gerações avançam. Mas algumas coisas permanecem, nos dando o conforto necessário para seguir em frente, Natal após Natal, dia após dia.

Hoje, desejo aos meus queridos leitores que passem um Natal maravilhoso, com a família de origem ou a família por adoção: amigos, amores, pessoas que enchem nossa vida de felicidade e tornam o caminho mais doce e seguro.

Muitas guloseimas para vocês!

A todos os meus amigos, to all my friends, a tous mes amis, para todos mis amigos, per tutti miei amici:

Feliz Natal, Merry Christmas, Joyeux Noël, Feliz Navidad, Buon Natale. :)

Com todo o meu amor,

Luciana

Buffalo grill 2

Posted on novembro 24, 2010 by Luciana Mastrorosa

Buffalo Grill, Reims

Então estávamos em Reims, uma cidadezinha petitica sem nada para fazer além de olhar a paisagem. Nessa altura, um grupo de amigos já havia se formado: eu, João (brasileiro), Yoora (coreana), Soon (malasiano), Selina (chinesa-australiana), Thania (mexicana) e Max (americano).

Ficamos hospedados numa espécie de castelo antigo, em que os quartos tinham nomes de fruta (o meu era kumquat, aquela laranjinha japonesa mínima que a gente come com casca).

Pois bem. Numa das raras noites em que não tínhamos jantar nem nada agendado, Max, talvez com saudade de casa, quis jantar no… Buffalo Grill. Um restaurante estilo tex-mex, perto do hotel, que servia comida norte-americana. Hambúrgueres, costela, coisinhas fritas, coca-cola, essas coisas. Com direito a tótens e figuras indígenas na entrada!

No ônibus, a caminho do hotel, surgiu a ideia: vamos jantar no Buffalo Grill? VAMOS!

Então fomos: eu, Max, João, Yoora, Andres, Christina (americana) e Selina (chinesa-australiana). Pedimos costelinhas de porco, steaks e outras coisas “tipicamente norte-americanas”. Pois sim.

Em determinado momento, Max, o engraçado, mentiu para a garçonete: “veja, dear, nosso amigo Andres está fazendo aniversário HOJE.”

E não é que ganhamos um bolo com velinhas de presente? Sim! Em Reims, minha gente, em Reims. God save America.

Costelinhas e “french fries”. Ou seriam “freedom fries”? I don’t care:

Buffalo Grill, Reims

O menu do Buffalo Grill. And beer, of course:

Buffalo Grill, Reims

Yoora e Andres:

Buffalo Grill, Reims

Uma das raras fotos em que apareço:

Buffalo Grill, Reims

Max não podia se conter, de tanta felicidade:

Buffalo Grill, Reims

João, o chef brasileiro, e Selina, ainda assombrada pelo fantasma de Dom Pérignon:

Buffalo Grill, Reims

Andres e seu “bolo de aniversário”. Yeah, right:

Buffalo Grill, Reims

E a turma toda quase reunida. Adoro esta foto:

Buffalo Grill, Reims

O fantasma de Dom Pérignon 8

Posted on novembro 23, 2010 by Luciana Mastrorosa

A casa de Dom Pérignon

É claro que, convivendo diariamente com um grupo de quase 20 pessoas, natural a gente fazer amizade mais próxima com alguns. Uma das minhas favoritas era a Selina, chinesa-australiana, quase da minha idade, simpática e divertidíssima. Foi graças a ela que comprei meus primeiros óculos de sol Chanel, um sonho. Mas isso fica para uma conversa no boteco.

Fato é que, a caminho de Reims, paramos na cripta de Dom Pérignon. Aquele mesmo, do champagne famosérrimo, que disse que tomar champanhe era como “beber estrelas”. Ele estava certo.

Pois bem. Estávamos a caminho de nossa segunda semana de curso, em Reims, quando decidimos fotografar a tumba de Dom Pérignon. Selina, que tem um olhar incrível para cenas e fotos, clicou a tumba do dito cujo na mesma hora que eu. E ficou mais uns instantes por lá, admirando, enquanto eu saía do local fazendo alguma piada boba com meu amigo Max.

Dias depois, num jantar que tivemos, harmonizando champanhe e pratos deliciosos, eis que nosso amigo malasiano, Soon, chega até mim e diz, com voz grave: preciso te contar uma coisa muito importante, mas só posso contar no sábado. Como assim, Soon!!!!! Insisti até que ele me contasse o “segredo”: disse ele que Selina havia fotografado o FANTASMA de Dom Pérignon. Repeti: “Como assim, Sooooooooon?!?”.

Falei com Selina, claro, e ela me mostrou a foto: realmente, tinha um, digamos, rosto, na foto que ela tirara com seu Iphone. Mas… Eu tirara a mesma foto, e nada, nada mesmo, tinha aparecido.

Como diria dona Milu: mistééééééério!

Sei que ficamos a noite inteira conversando e rindo e brincando e falando do fantasma de Dom Pérignon. E incomodamos os vizinhos, que nos ouviam nos quartos acima de nós… Por causa de Selina e Dom Pérignon (e de alguns goles de cerveja e Jack Daniels, claro), ficamos conhecidos como “trouble makers”. Como diz meu amigo João, brasileiro “sempre causa”. É verdade: causamos.

Mas olha… Se era um fantasma mesmo, não sei. Sei que, se for, ele está rindo conosco, feliz por fazer parte desta loucura de duas semanas que foi este curso.

Dom Pérignon, bless me! Bless all of us! :D

A igrejinha onde Dom Pérignon descansa em paz:

A igreja

Uma vela em homenagem ao nosso querido personagem:

Velas

E a minha foto da tumba… Vejam, não há fantasma algum! Acho que o lance era com a Selina….

Dom Pérignon

Mercado noturno de Rungis 7

Posted on novembro 22, 2010 by Luciana Mastrorosa

Rungis Market

Como disse nos posts anteriores, numa das noites do curso que fiz na França este ano (Hautes Études du Goût), tivemos uma visita fantástica ao mercado noturno de Rungis.

É como um Ceagesp gigante, bem organizado, limpo, dividido entre peixes, carnes, caça, frutas, verduras e legumes (cogumelos também), queijos e flores.

Ficamos acordados a noite inteira, tomando vinho e champanhe num bar à vin pertinho do hotel, até dar o horário de encontro: 2 horas da manhã, nosso ônibus partiria de Paris em direção ao mercado. E lá fomos nós.

Estava um FRIO de rachar. Fui com casaco, calça, cachecol, meias de lã e sapatos simples… E meus pés quase congelaram, acreditem. Mesmo andando e falando e fotografando e tudo e tal, chegou uma hora em que mal conseguia sentir meus dedões dos pés! Ficava batendo os pés, pulando, saracoteando, mas nada adiantava… A sensação era de entrar em uma geladeira ou freezer, literalmente.

Mas, olha, vou dizer: que experiência! Nunca vi um mercado tão grande e tão lindamente organizado. Todos os produtos, fresquíssimos, chegam de várias partes da França e do mundo para abastecer Paris e outras cidades. A gente não podia comprar os produtos, apenas ver e fotografar, diante do olhar meio enfastiado, meio divertido, dos vendedores. Quando era por volta das 5 horas da manhã, as vendas estavam a todo vapor, e os comerciantes ficavam meio irritados com nós, alunos, xeretando tudo. Mas, whatever, né?

Xeretamos mesmo! E foi incrível.

Tomamos café da manhã no mercado, por volta das 7 e pouco da manhã. Tonta de sono, não podia ouvir sequer uma palavra que o organizador dizia, e ficava tentando apaziguar meu amigo Max, que queria atirar uma faca em três ou quatro da turma que faziam perguntas bobas àquela hora da madrugada! hahahahah! “Calm down, Max! Behave!” E assim foi.

Por conta da greve generalizada na França, estava um trânsito terrível na volta para Paris, de modo que chegamos ao hotel por volta das… 10 da manhã! Exaustos, com frio, mas absolutamente felizes por ter visto de pertinho alguns dos produtos mais deliciosos da face da Terra.

Vejam algumas fotos do incrível mercado… De chorar, de bom:

A seção de peixes:

Rungis Market

Atuns gigantescos, dava até dó:

Rungis Market

Vieiras fresquíssimas:

Rungis Market

Peixes que nunca vi na vida:

Rungis Market

Coelhos (seriam lebres?) com pelo e tudo… Para provar que não são gatos:

Rungis Market

Pombos com suas penas… Provei a carne, era deliciosa:

Rungis Market

Patos, com cabeça junto. Um pouco… estranho:

Rungis Market

Uma visão do mercado. Tudo organizadíssimo, em plena madrugada:

Rungis Market

E as carnes, né? Impressionantes… Mas não tinham cheiro algum:

Rungis Market

Foie gras, embalado a vácuo:

Rungis Market

Na seção de legumes, abobrinhas de todos os tipos:

Rungis Market

E abóboras, tão pequenas e alaranjadas, muito diferentes das que vemos por aqui:

Rungis Market

Nozes, recém colhidas, quase macias, de tão novas:

Rungis Market

Na parte das frutas, abacaxizinhos mínimos e amarelos:

Rungis Market

Morangos absolutamente perfumados:

Rungis Market

Framboesas delicadas, e onipresentes:

Rungis Market

E… groselhas. De verdade!

Rungis Market

E para terminar, os queijos. Alguns davam medo, de tanto mofo:

Rungis Market

Outros eram lindos… Valeram a visita:

Rungis Market

Revendo as fotos, dá uma saudade apertada de tudo. Afe.

HEG: olha a gente aí 4

Posted on novembro 21, 2010 by Luciana Mastrorosa

Poucos dias depois de voltar de Paris/Reims/Normandia, um dos amigos queridos do curso encontrou um vídeo do jantar molecular do qual participamos, no Cordon Bleu. Tema: cozinha molecular.

Pratos com chocolate que não era chocolate, polifenóis em forma de gelatina, “champanhe” feito de vinho branco e umas pedrinhas esquisitas, que achamos muito parecidas com pop rocks – aquelas balinhas que estouram na boca. Divertidíssimo!

Para quem quiser ver, o vídeo é este aqui:

Se você olhar bem, eu apareço num pedacinho, recebendo meu diploma. Hahaha! ;)



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