Receitas, culinária e gastronomia, por Luciana Mastrorosa

Guloseima


Archive for the ‘receitas’


Sopa fria para dias quentes 1

Posted on fevereiro 11, 2009 by Luciana Mastrorosa

Uma das coisas boas de passar mais tempo em casa é poder testar todas aquelas receitinhas que ficaram escondidas no fundo do baú, sem pressa.

Adoro sopas! Mas tem feito um calor daqueles, o que me impede de tomar, com prazer, uma sopa bem quente, do jeito que eu gosto. Revirando a geladeira, encontrei algumas batatas e alhos-poró, e me deu vontade de preparar uma sopa muito leve conhecida como Vichyssoise.

É simples de fazer, muito saborosa, e você pode tomá-la fria ou quente, como preferir. Nestes dias de calorão, em que a gente mal sente fome, é uma ótima opção.

Vamos lá, aprenda a fazer Vichyssoise:

Vichyssoise

Vichyssoise

3 batatas médias
3 alhos-poró (só a parte branca)
1,5 litro de caldo de frango
40 g de manteiga (2 colheres de sopa)
180 ml de creme de leite fresco (ou a mesma quantidade de leite integral, bem gordo)
1 bouquet garni (1 folha de louro, 3 raminhos de tomilho fresco, 3 pimentas-do-reino em grão)
sal e pimenta-do-reino a gosto
Guloseima – Blogs Abril
Descasque e corte as batatas em cubos e reserve. Lave bem o alho-poró, fatie e frite (sue) na manteiga, até amolecer bem. Quando estiver bem macio, acrescente as batatas, junte o caldo de frango e espere ferver. Quando começar a borbulhar, acrescente o bouquet garni, abaixe o fogo e deixe cozinhar, com a panela tampada, até os legumes estarem bem macios.

Quando tudo estiver cozido, coe o caldo (com cuidado!), descarte o bouquet garni e bata os sólidos no liquidificador, com MUITO cuidado, porque o conteúdo vai estar quente. Eu tirei a tampinha menor da tampa do liquidificador e coloquei um pano limpo em cima, para não espirrar e não explodir o copo! :)

Ao bater, vá juntando aos poucos o caldo, até a sopa ficar bem cremosa. Para finalizar, acerte o sal e a pimenta-do-reino e acrescente o creme de leite fresco, espere esfriar e sirva com um pouco de salsinha ou ciboulette (cebolinha francesa) picada. Eu não tinha creme de leite em casa, então acrescentei a mesma quantidade de leite integral fresco, e ficou ainda mais leve. Um fio de azeite extra-virgem também fica ótimo.

Sirva acompanhada de torradinhas com manteiga e alho. E, se possível, com uma taça de vinho branco gelado. E faça um brinde aos dias ensolarados de verão! :)

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Quesadillas de camarão 0

Posted on janeiro 16, 2009 by Luciana Mastrorosa

Como comentei no post anterior, o calor anda brabo por estas bandas paulistanas. Só consigo pensar em saladas, grelhados e coisas simples para as refeições…

Pensando nisso, resolvi colocar em prática ontem uma receita apetitosa que o chef Hugo Delgado, do restaurante Obá, ensinou na aula de comida mexicana do curso de chef (ai, que SAUDADE do curso!): quesadillas de camarão!

Para preparar, usei tortillas de trigo, que hoje você pode comprar no mercado com o nome de Rap 10. E não é que ficou bom? Para o recheio, usei abobrinha, cebola, milho verde, pimenta dedo-de-moça, alho e camarões. Complementei com queijo meia-cura ralado e ficou um excelente prato rápido para o jantar.

Dica útil: se você estiver sem nenhum tempo sobrando, compre camarões limpos. Frescos, fresquíssimos, porém já limpos. Eu perdi uma boa meia hora para tirar as cascas e a tripinha dos camarões…

Estava com tanta fome que esqueci de tirar foto dos pratos! Mas, blogueira precavida que sou, tinha fotos da receita preparada em aula pelo meu grupo. Mesmo com pequenas adaptações de ingredientes, a receita ficou igualzinha à das fotos! :D Quer aprender?


Na foto, as quesadillas sendo preparadas. Bastante recheio!

Quesadillas de camarão

Rendimento: 5 quesadillas

400g de camarões médios, limpos e sem casca
1 abobrinha cortada em fatias finas, em formato de meia-lua
1 cebola em fatias finas
1 tomate
1 xícara de milho verde
1 dente de alho picadinho
1 pimenta dedo-de-moça em fatias finas, sem semente
1 pitada de pimenta calabresa
10 tortillas de trigo já prontas
1 pedaço de queijo meia-cura ralado
azeite para fritar
sal e pimenta a gosto

Primeiro, prepare o recheio: frite a cebola, o alho, o milho e a pimenta no azeite até a cebola amolecer. Acrescente a abobrinha e o tomate e frite rapidamente. Por último, acrescente os camarões, tempere com sal e pimenta calabresa e cozinhe muito rápido, para não passar do ponto (minutinhos, mesmo). Reserve.

Aqueça uma frigideira, sem óleo, e coloque uma tortilla sobre ela. Cubra com um pouco de queijo meia-cura ralado e, sobre ele, um pouco do recheio. Deixe a tortilla esquentar e ficar crocante e cubra com outra tortilla. Vire a quesadilla para que a outra tortilla esquente também e sirva. O ideal é comer logo depois de pronta, porque a tortilla fica crocante e faz um bom par com o queijo derretido do recheio…

Acompanhe com salada de folhas para ficar ainda mais saudável, gostoso e fresquinho!


Bagunça na cozinha: o recheio delicioso das quesadillas

***

Fiz algumas adaptações à receita do chef Hugo Delgado, a saber: troquei a pimenta jalapeño fresca por pimenta dedo-de-moça
e usei milho verde de lata, em vez de usar o da espiga fresca. É claro que fica muito mais gostoso com milho verde fresco, cozido em casa! Mas eu não tenho preconceitos com os milhinhos de lata, não.

Ah! Como a pimenta dedo-de-moça é muito mais suave que a jalapeño, acrescentei uma pitada de pimenta calabresa em flocos. Mas eu ainda prefiro a pimenta original (mais ardidinha e saborosa). :)

E servi a quesadilla com salada, em vez de guacamole e salsas mexicanas. Mas como a receita é excelente, ficou bom do mesmo jeito. Qualquer dúvida, já sabem: deixem um comentário logo abaixo que eu explico tudo.

Hugo, obrigada pela receita deliciosa! :)

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Macarrão à calabresa 0

Posted on novembro 04, 2008 by Luciana Mastrorosa

Um dia, tinha em casa algumas linguiças calabresas, dessas defumadas, e molho de tomate. Apenas isso. Para uma refeição rápida, decidi preparar um macarrão com molho de linguiça. E não é que ficou bom?

Vamos à receita:

Macarrão ao molho de calabresa. Foto: Luciana Mastrorosa
O macarrão da “mamma” e a bagunça de livros ao fundo…

Macarrão à calabresa

- meio pacote de espaguete (de preferência, de grano duro)
- parmesão ralado na hora
- 1 e 1/2 linguiça calabresa defumada
- 1 caixa de purê de tomate
- 1 caixa de água (quente)
- 4 dentes de alho (pequenos)
- 1 fio de leite
- 1/2 cebola
- azeite
- sal
- orégano

Comece pelo molho: tire a pele e corte a linguiça em fatias finas. Frite com um fio de óleo e escorra. Reserve. Na panela do molho, frite o alho e a cebola picadinhos em um pouco de azeite ou óleo de milho. Quando o tempero estiver dourado, acrescente as linguiças fritas, mexa bem, e coloque o purê de tomate.

Acrescente a água quente, o orégano, uma pitada de sal, mexa bem, abaixe o fogo e tampe. O molho precisa apurar um pouco, em fogo muito baixo. Depois de uns 20 minutos, prove o molho e acrescente um fio de leite e um pitada de açúcar, para eliminar a acidez excessiva. Retire a espuma que vai se formando com uma colher.

Deixe apurar até ficar a seu gosto e desligue. Quando o molho estiver pronto, ferva água com sal para o macarrão e cozinhe a pasta até ficar do seu gosto.

Sirva com bastante queijo parmesão ralado na hora, e uma pitada de pimenta-do-reino.

Para beber, vinho tinto. Ótima opção para um sábado à tarde preguiçoso, com programas de culinária na TV! :D

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Tournedos Rossini à minha moda 1

Posted on outubro 28, 2008 by Luciana Mastrorosa

Fim de semana arrumando a casa e cozinhando: estava mesmo precisando de algo assim! Para coroar o jantar de sábado, decidi usar uma peça de filé mignon que havia comprado. Ainda inspirada pelo prato delicioso que provei no Azaït (mais detalhes aqui), resolvi preparar um jantarzinho romântico com uma versão do famoso prato “Tournedos Rossini”, que leva filé grelhado, foie gras fresco e lascas de trufa.

Eu tinha o filé, uma latinha minúscula de patê de foie gras e muita boa vontade. Para acompanhar meus tournedos, queria batatas sauté e um molho de vinho, como o que comi no Azaït. Tudo isso regado a um vinho Cabernet Sauvignon, simples, Santa Carolina Reserva.

Muito bem. Depois de passar o dia tirando a poeira de casa, limpando o chão e organizando os armários, minha fome aumentou sensivelmente, e também a vontade de fazer o “jantar perfeito”.

Filé mignon, foi gras, batatas sautéComecei limpando o filé e cortando seis bonitos tournedos. Errei um pouco no tamanho (eles deveriam ser mais altos), mas ok. Reservei, sem temperar.

Depois, as batatas sauté. Como não tinha batata-bolinha, descasquei três batatas grandes, cortei em cubos médios e cozinhei rapidamente em água salgada. Assim que estavam cozidas, mas não desmanchando, escorri e coloquei na água fria, para interromper o cozimento. Reservei de novo!

Então, preparei o molho de vinho: roux claro (manteiga e farinha de trigo), 1e 1/2 xícara de vinho tinto seco, 1 xícara de caldo de carne, sal. Levei tudo para cozinhar e o resultado foi um molho escuro, arroxeado, muito aromático e com uma acidez que ficou perfeita com os tournedos. Tão simples de fazer!

Assim que as batatas foram devidamente escorridas, fritei todas elas em manteiga e azeite, temperando com sal e pimenta ao final. Na hora de servir, ganharam folhas de manjericão fresco cortadas em tirinhas, para dar mais frescor, aroma e sabor.

Tudo pronto, chegou a vez do filé. Temperei cada um deles com gotas de azeite, sal e pimenta moída na hora. Fritei os filés em manteiga e azeite (ah, a cozinha francesa…), deixando passar um pouquinho do ponto… Mas ficaram saborosos, mesmo assim.

Enquanto os filés estavam na frigideira, fritei rapidamente folhas de sálvia em azeite quente,e reservei.

Ao final, foi a vez de montar o prato: ao redor, as batatas sauté com manjericão. No centro, três tournedos com um pouco de foie gras por cima, coroados com flor de sal, pimenta moída na hora e uma folhinha de sálvia frita. E o gran finale: um fio de azeite trufado por cima!

Ficou excelente. Excelente mesmo. Acredito que este foi o prato mais incrementado que fiz até hoje em toda minha vida, resultado do aprendizado de quase um ano do curso de chef de cozinha. Meu marido quer conseguir um empréstimo no banco para me levar ao Cordon Bleu! Hahahaha! Bem que eu queria… ;)

Para mim, foi o maior elogio.

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Sanduíche fácil de salmão defumado 0

Posted on outubro 27, 2008 by Luciana Mastrorosa

Cada vez mais penso na cozinha como uma espécie de música: você precisa conhecer a técnica, mas é o improviso, o seu toque pessoal, que vai dar alma às preparações.

Outro dia estava em casa e queria comer algo rápido, gostoso, mas não muito demorado. Tinha um pouco de salmão defumado na geladeira, alguns ovos, alface.

Comprei um pão ciabatta fresquinho e um pote de cream cheese. E o resultado foi um jantar delicioso, preparando em menos de meia hora. Como assim? Te explico!

Salmão defumado, ciabatta, ovos mexidos e alface americana. Foto: Luciana Mastrorosa

Para um sanduíche rápido e incrível, basta cortar seu ciabatta ao meio e rechear com cream cheese,  salmão defumado, gotas de limão, um fio de azeite e pimenta-do-reino moída na hora. Para um toque crocante, folhas de alface americana cortadas. Fica excelente!

Eu fiz exatamente isso, mas montei o “sanduíche” no prato, usando os mesmo ingredientes. Para incrementar, preparei também ovos mexidos com um pouco de manteiga, sal, pimenta e leite. Ovos mexidos combinam lindamente com salmão defumado, acredite.

Para finalizar, uma taça de vinho branco Chardonnay. Quem disse que precisa complicar para ser bom?

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Mil folhas de doce de leite 0

Posted on setembro 18, 2008 by Luciana Mastrorosa

Um dia, minha amiga Carol me propôs um desafio: criar e testar uma receita de mil-folhas de doce de leite. Como tudo é corrido nesta vida, eu deveria fazer isso em… uma noite!

Mas consegui, com a ajuda do fiel escudeiro, el maridón, que comprou os ingredientes: massa folhada, doce de leite, canela em pó, nozes, creme de leite, açúcar de confeiteiro.

Com tudo à mão, precisava esperar a massa descongelar por algumas horas. Aproveitei o tempo para me dedicar ao preparo do recheio: nozes picadas, canela em pó, creme de leite e muuuuuito doce de leite. Muito. Muito mesmo!

Picando nozes para a receita! Foto: José Souza

Resultado: achei enjoativo. Então resolvi equilibrar com um pouco de conhaque, e funcionou lindamente. Um pouco mais de nozes moídas, e o recheio estava pronto para o uso, além de delicioso. E perfumadíssimo!

Abri a massa folhada, já descongelada, cortei ao meio e levei as duas tiras ao forno, como pedia na embalagem (de 400g). As duas tiras fininhas cresceram e viraram enormes camadas de mil-folhas! Tirei do forno, deixei esfriar e separei delicadamente algumas camadas de massa, recheando com o creme de doce de leite. Ficou divino!

Mil-folhas de doce de leite. Foto: Luciana Mastrorosa

Para um toque especial, polvilhei açúcar de confeiteiro por cima. Ficou mesmo uma sobremesa deliciosa, especialmente para aqueles que realmente AMAM doces. Não é tanto o meu caso, mas mesmo assim eu gostei bastante. Com café expresso fica uma delícia…. : )

Fatia de mil-folhas de doce de leite. Foto: Luciana Mastrorosa

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Arroz de forno de fim de semana 1

Posted on julho 05, 2008 by Luciana Mastrorosa

Depois de tanto risoto, um prato com arroz agulhinha, do tipo nosso, de todo dia: arroz de forno. Sabe aqueles dias de preguiça? Esse prato é ideal para eles.

Especialmente aqueles domingos pós-churrasco, em que espetinhos deliciosos sobraram, mas você não sabe o que fazer com eles. Na dúvida, vá de arroz de forno. É simples, fácil e bem rápido de fazer.

Arroz de forno

Você vai precisar de espetinhos de carne, frango ou lingüiça, prontos, que tenham sobrado do churrasco de ontem.

Tire as carnes dos espetos, corte em pedaços menores, fatie as lingüiças e coloque essa mistura numa frigideira com um pouco de azeite quente e alho picadinho. Doure levemente e reserve.

Se tiver arroz branco já pronto, pode usar. Se não, prepare um arroz branco simples e, assim que estiver pronto, misture as carnes refogadas, ervilhas (de lata ou congeladas, já cozidas), cenouras em cubinhos (pré-cozidas) e coloque a mistura num refratário. Regue com um pouco de caldo de frango, um fio de azeite, e cubra com queijo ralado. Leve ao forno para gratinar.

Enquanto isso, corte duas cebolas em fatias bem fininhas e frite em fogo baixo com um pouco de manteiga, azeite e açúcar, até que elas fiquem crocantes e caramelizadas. Escorra o excesso de óleo num papel absorvente e reserve.

Ao tirar o arroz do forno, cubra com a cebola caramelizada e finalize com um punhado generoso de cebolinha fresca picada. Uma cerveja cai muito bem para acompanhar. :)

Risotos variados 1

Posted on julho 04, 2008 by Luciana Mastrorosa

Para quem perdeu a aula da semana passada, no BGourmet 2008, deixo abaixo as receitas do risoto de legumes e parmesão, e do risoto de funghi com abóbora.

As receitinhas foram publicadas também no blog bacana do BGourmet. Lá você pode ver as fotos simpáticas do evento, com euzinha em ação. ;)

Vamos às receitas:

Risoto de legumes e parmesão

(rende 16 porções de degustação)

1 1/2 xícara (chá) de arroz vialone nano (ou arborio ou carnaroli)
1/2 abobrinha grande
2 cenouras médias
1,2 litro de caldo de frango (ou 1,2 l de água + 2 colheres de sopa de caldo de aves em pó, linha profissional)
1/2 cebola grande
1 xícara de ervilha congelada (cozida por 5 minutos na água fervente, com sal)
2 colheres (sopa) de manteiga (para fritar)
3/4 xícara de vinho branco seco (usei chileno, da uva chardonnay)
sal a gosto
pimenta-do-reino a gosto
1 xícara (de chá) de queijo parmesão
2 colheres (sopa) de manteiga (para montar, ao final)

Frite a cebola picadinha com 2 colheres de manteiga e uma pitada de sal. Quando estiver transparente e cozida, acrescente o arroz (sem lavar!) e frite bem. Acrescente o vinho ao arroz e deixe evaporar o álcool (até o arroz absorver todo o líquido e o cheiro do vinho ficar mais suave). A partir daí, comece a acrescentar o caldo, sempre aos poucos, e sempre quente (deixe a panela com o caldo fervente, no fogo médio, ao lado da panela de risoto, para ir colocando o caldo na receita aos poucos, com uma concha). O processo é sempre este: coloca o caldo e deixa o arroz absorver completamente antes de colocar mais caldo, mexendo sempre.

Ingredientes duros entram primeiro, ou seja: no segundo caldo, já pode colocar a cenoura, que deve ser cortada em cubinhos bem pequenos, para não ficar dura. Vá colocando mais caldo e mexendo sempre. Quando o arroz estiver quase cozido, acrescente as abobrinhas (com casca) em cubinhos e, em seguida, as ervilhas. Vá acertando o sal e a pimenta-do-reino aos poucos (lembre-se que o parmesão é salgado e que os caldos, às vezes, têm sal também).

Quando os legumes estiverem cozidos e o arroz, cremoso, desligue o fogo, misture o queijo parmesão e acrescente o restante da manteiga, mexendo bem, com cuidado, para ficar cremoso. Sirva imediatamente, com pimenta-do-reino à parte e um fio de azeite, se desejar.

É importante servir o risoto assim que sair da panela, senão ele fica duro e sem graça depois! Um vinho chardonnay acompanha bem.

***

Risoto de funghi secchi com abóbora e ciboulette

(rende 13 porções de degustação)

1 1/2 xícaras (chá) de arroz arborio (ou vialone nano ou carnaroli)
50 g de funghi secchi chileno (hidratado por 1 hora em água morna, escorrido e picado)
1/2 cebola grande picadinha
2 colheres (de sopa) de manteiga (para fritar)
1 concha do líquido do cogumelo (coado)
2 xícaras de abóbora de pescoço aferventada (ainda durinha)
1,2 litro de caldo de frango (ou 1,2 l de água com 2 colheres de sopa de caldo de aves em pó, linha profissional)
1 xícara de parmesão ralado
1/2 xícara de ciboulette (cebolinha francesa, picadinha)
3/4 xícara de vinho branco seco (usei chileno, da uva chardonnay)
2 colheres de sopa de manteiga (para montar, ao final)

O procedimento inicial é o mesmo: frite a cebola picada na manteiga, até ficar transparente, sem dourar ou queimar. Junte o arroz (sem lavar!) e frite bem, envolvendo os grãos com a manteiga e a cebola. Junte o vinho e mexa sempre até o arroz absorver o vinho (o vinho vai liberar bastante o álcool e ficar com o aroma mais suave).

Feito isso, junte o caldo quente, aos poucos, mexendo sempre e só acrescentando mais caldo quando o arroz tiver absorvido tudo. Quando o arroz estiver na metade do cozimento, acrescente os cogumelos em pedaços e um pouco do caldo do funghi (coe antes, para retirar eventuais impurezas).

Por último, antes da finalização, coloque os cubos de abóbora cozidos e finalize com a cebolinha francesa, picadinha. Quando o arroz estiver cozido e o caldo, cremoso, tire do fogo, corrija o sal e acrescente o parmesão e a manteiga, misturando bem. Sirva em seguida, com cebolinha verde por cima.

E bom apetite! :)

Espante o frio com fondue de queijo 1

Posted on junho 24, 2008 by Luciana Mastrorosa

Para animar este comecinho de inverno que já mostrou a que veio, reúna os amigos num sábado à noite, de tempo beeem frio, e prepare um fondue de queijo.

Os preguiçosos podem ficar tentados a comprar uma caixinha com mistura pronta de fondue, mas é muito mais divertido – e saboroso – preparar a receita clássica de fondue de queijos, à moda suíça.

A base é simples: queijos gruyère e ementhal (prefira os importados, que derretem melhor), vinho branco, conhaque ou kisch (aguardente de cereja) e alguns temperos simples. Se tiver um aparelhinho de fondue, com a panelinha (caquelon) e o queimador (rechaud), a festa está completa!

Para beber, recomendo vinho branco, de preferência um Riesling alsaciano, ou um bom Chardonnay. A acidez do vinho branco ajuda a equilibrar a textura untuosa do fondue, que de light, amigos, não tem nada.

Como acompanhamento, um bom pão italiano fica delicioso. A tradição manda utilizar pão adormecido, porque fica mais durinho e fácil de espetar no garfo para molhar no fondue cremoso. Mas eu gosto mesmo é de um pão fresco, de casca grossa. Baguete crocante também é uma delícia!

Para equilibrar o paladar, deixe uns palitos de cenoura e talos de brócolis cozidos, ainda durinhos. Com o fondue bem quente, vinho branco e uma porção de amigos animados, não há frio que resista. Pode apostar!

A receita abaixo serve 6 pessoas gulosas:

Fondue de queijo

Fondue de queijo tradicional

250 g de quejo gruyère
250 g de queijo ementhal
1 dente de alho
1 pitada de noz-moscada
1 colher (de chá) de amido de milho
1 cálice de conhaque ou kirsch
3/4 de xícara (chá) de vinho branco seco
Pimenta-do-reino a gosto

Para começar, esfregue o dente de alho dentro da panelinha de fondue e reserve. Rale os pedaços de queijo no ralo grosso e junte o conhaque. Dissolva o amido de milho no vinho e misture aos queijos. Tempere com pimenta e noz-moscada ralada e coloque essa mistura na panelinha.

Leve à panela em fogo baixo, para que os queijos derretam delicadamente. Vá mexendo sempre, para garantir que os queijos se fundam e não queimem. Quando a massa estiver homogênea, tire do fogo e mantenha aquecido no rechaud (cuidado para não se queimar!).

O pãozinho já deve estar cortado em cubinhos, assim como os legumes. Sirva imediatamente, com o fondue quentinho e completamente derretido. Agora, é só começar a farra. Inverno bom é inverno quente! :)

***

Quer ler mais sobre fondue no Guloseima?

Meu fondue do passado: como uma mistura de queijos pode trazer lembranças deliciosas de família

http://www.interney.net/blogs/guloseima/2008/05/11/meu_fondue_do_passado/

Fondue e vinho: uma receita alternativa de fondue de queijo, e combinações com vinhos incríveis

http://www.interney.net/blogs/guloseima/2007/09/26/fondue_e_vinho_ainda_da_tempo/

***

Um agradecimento especial ao meu amigo Fabricio, que me deu, de presente de casamento, um charmoso conjunto vermelho de fondue. Gostei tanto que até apareci na foto, no reflexo do caquelon. Obrigada, Bricio! ;)

O mar está para peixe 1

Posted on junho 10, 2008 by Luciana Mastrorosa

Depois de passarmos pelos módulos de bases, acompanhamentos, ovos, carnes e aves, chegou a vez dos peixes no meu curso de chef de cozinha.

Aprendemos a limpar peixes, tirar a pele e as vísceras, deixar a carne macia dos pescados com o menor número possível de espinhos. E peixes, como sabemos, podem ser assados, fritos e até cozidos, do tipo “pochê”, com muito ou pouco caldo… Podem ser enrolados, como em “paupiette”, ou ainda cozidos no vapor (em uma panela ou em porções individuais, embrulhados em papel alumínio ou papel-manteiga -os papillotes).

Aproveitei as inspirações da aulas recentes para preparar um salmão de duas maneiras diferentes. Comprei um peixe inteiro, de 3,6 kg, aproximadamente, e obtive dois filés grandes, um com pele, outro sem.

O filé com pele ganhou sal, pimenta e um fio de azeite e foi ao forno acompanhado de batatas, cenouras e cebolas julienne, fatias de tomate, rodelas de alho-poró e tomilho fresco. Como era grande, assou por 40 minutos coberto com papel alumínio, depois ficou mais meia hora no forno, descoberto, só para secar um pouco do caldinho gostoso que se formou no fundo da assadeira.

Detalhe: não esturrique seu peixe! Deixe que ele cozinhe apenas o tempo que necessitar, senão você obterá uma carne dura e sem gosto!

Com a outra metade, preparei um gravlax, uma receita de peixe curado, que vou postar assim que ficar pronto. Explico: a receita leva de 36h a 48h para ficar pronta!

Para completar meu salmão ao forno, servi arroz branco e, como entrada, nachos, guacamole e saladinha verde. Apimentada na medida certa e feita com um abacate maduríssimo, a guacamole estava divina!

Para prepará-la, misture um abacate médio maduro com dois tomates picadinhos, sem sementes, uma pimenta dedo-de-moça picadinha (sem semente também), meia cebola picada, suco de um limão, 3 colheres (de sopa) de azeite, sal a gosto e 1/2 maço de coentro picado (ou menos, se você desejar). Misture tudo, deixe gelar e sirva com nachos, ou junto da salada de folhas.

A receita é excelente para reunir os amigos na mesa, falando bobagens. Para beber, vinho branco geladinho acompanha divinamente tanto o peixe quanto os aperitivos salgados.

Ah… Saudades do sábado à noite! :D



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