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	<title>Guloseima &#187; restaurantes</title>
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	<description>Receitas, culinária e gastronomia, por Luciana Mastrorosa</description>
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		<title>O novo Le Jazz</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 03:49:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana Mastrorosa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Passei o dia ouvindo Melody Gardot cantar &#8220;Your heart is as black as night&#8221;. Passei dias ouvindo Charles Mingus e sua &#8220;Haitin fight song&#8221;, certamente para tentar abrandar o coração diante da tragédia no Haiti. Neste primeiro mês de 2010, penso, portanto, que o jazz combinou perfeitamente, seja em suas versões mais animadas ou românticas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-942" title="Le Jazz Brasserie" src="http://www.guloseima.net/wp-content/uploads/2010/01/lejazzbrasserie.jpg" alt="Le Jazz Brasserie" width="498" height="139" /></p>
<p>Passei o dia ouvindo Melody Gardot cantar <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Kmc1XN3iVVc" target="_blank">&#8220;Your heart is as black as night&#8221;</a>. Passei dias ouvindo Charles Mingus e sua <a href="http://www.youtube.com/watch?v=EIf3a9FUJj4" target="_blank">&#8220;Haitin fight song&#8221;</a>, certamente para tentar abrandar o coração diante da tragédia no Haiti.</p>
<p>Neste primeiro mês de 2010, penso, portanto, que o jazz combinou perfeitamente, seja em suas versões mais animadas ou românticas, até as mais tristes melodias do cool jazz. Nada mais adequado, portanto, do que fazer uma visita à jovem brasserie <a href="http://www.lejazz.com.br/Le_Jazz/Brasserie_Le_Jazz.html" target="_blank">Le Jazz</a>, na rua dos Pinheiros, em São Paulo.</p>
<p>A casa é pequena, de poucas mesas, com paredes recheadas de ídolos dessa vertente musical. E a comida é boa, muito boa. A ponto de sempre &#8211; sempre &#8211; ter filas na porta em busca de um steak tartare bem temperado com fritas sequinhas e crocantes, uma salada, um sanduíche&#8230;</p>
<p>O sotaque francês fica evidente já no couvert: logo que conseguimos, com sucesso, sentar numa das mesinhas, o garçom nos trouxe fatias de bom pão para acompanhar uma manteiga excelente e uma jarra de água da casa. Tem coisa mais francesa que isso? Lembro da minha primeira visita a Paris, tonta de tudo, pedindo &#8220;un verre d&#8217;eau, s&#8217;il vous plaît&#8221; ao garçom que mal entendia meus primeiros balbucios em francês&#8230;</p>
<p>O Le Jazz já ganhou muitos pontos na minha admiração só por esse detalhe, mas a verdade é que a entrada de <strong>tutano assado com salsa e flor de sal</strong>, para &#8220;comer de colher&#8221; com uma torrada DESTE tamanho estava espetacular. O <strong>entrecôte com molho secreto da casa</strong>, rosado por dentro e bem dourado por fora, também estava impecável, assim como as fritas. Sequinhas, crocantes e macias ao mesmo tempo, como só boas batatas fritas conseguem ser. E, para ativar ainda mais a saudade da França, o garçom nos trouxe também um potinho de mostarda Dijon para acompanhar os pratos. <em>Oui, bien sûr, je voudrais bien la moutarde, merci</em>!</p>
<p>Para beber, escolhemos um malbec em meia garrafa que casou bem com as carnes vermelhas, cruas ou grelhadas. Pena que não sobrou um espacinho sequer no estômago para a sobremesa&#8230; Queria bem provar o clafoutis de cerejas ou amoras para acompanhar o café.</p>
<p>Mas, como o Le Jazz tem a vantagem de ser perto, pertinho, da minha casa, sem dúvida voltarei. Com Billie Holliday, Ella Fitzgerald, Cole Porter e nosso amigo Coltrane para embalar o jantar.</p>
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		<title>Quebrando a casquinha</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 19:43:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana Mastrorosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[guloseima indica]]></category>
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		<description><![CDATA[Para comemorar  a conclusão de mais uma edição quentinha da Menu, depois de uma semana de muito sangue e suor, dei-me o direito de almoçar no Chez Fabrice hoje, um bistrô pequenino e simpático na Vila Madalena. A ideia inicial era almoçar no Les Délices de Maya, que eu adoro, mas quando passei em frente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para comemorar  a conclusão de mais uma edição quentinha da <a href="http://revistamenu.terra.com.br/" target="_blank">Menu</a>, depois de uma semana de muito sangue e suor, dei-me o direito de almoçar no <a href="http://twitter.com/chezfabrice" target="_blank">Chez Fabrice</a> hoje, um bistrô pequenino e simpático na Vila Madalena.</p>
<p>A ideia inicial era almoçar no <a href="http://vejasaopaulo.abril.com.br/comidinhas/est0166933.html?enderecoID=32c2f6766101c110VgnVCM1000000b0417ac____" target="_blank">Les Délices de Maya</a>, que eu adoro, mas quando passei em frente ao Chez Fabrice, fiquei com vontade de provar. Ambiente simpático de bistrô, menu executivo para a hora do almoço: gostei. De entrada, <strong>saborosos pãezinhos, torradas e brioches</strong>, bem frescos e quentinhos, com <strong>caponata levemente picante</strong>, <strong>cream cheese</strong> delicado, bolinhas de <strong>manteiga</strong> e uma <strong>boa tapenade</strong>. De entrada, fui de <strong>saladinha com fatias de terrine de campagne</strong>, suave e saborosa com seus grãozinhos de pimenta verde. O prato principal me decepcionou: o <strong>boeuf bourguignon</strong> estava sem sabor, com o molho muito ralo e gosto forte do vinho, precisava de uma redução mais apurada. Cebolinhas, cenouras e cogumelos ácidos demais, com sabor de conserva. O que salvou foi o <strong>purê de batatas</strong>, bem leve, com um toque fresco de <strong>queijo de cabra</strong>.</p>
<p>Mas a sobremesa&#8230; Hummm! Redimiu totalmente o prato anterior e me deixou feliz no pós-fechamento: um <strong>trio de crème brûlée de baunilha, alecrim e limão siciliano</strong>. Nham!</p>
<p>Me senti a própria <strong>Amélie Poulain</strong> quebrando as casquinhas com a colher, tum-tum-tum, créc!, até chegar ao creminho amarelo e suave.</p>
<p>Para fechar, <strong>um café com trufinha de chocolate bem pequena</strong>, na medida certa para o meu pequeno estômago glutão. <img src='http://guloseima.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Um bom almoço para começar de novo, fazer planos, voltar para a academia e saudar a primavera, linda e chuvosa, que começou na tarde de ontem.</p>
<p><strong>Feliz primavera pra você! <img src='http://guloseima.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </strong></p>
<p>*</p>
<p>- Este post é uma homenagem ao <a href="http://blogs.abril.com.br/falandorusso" target="_blank">Fabyuri</a>, que me deu a maior bronca por eu não escrever com frequência por aqui. Desculpa, Fab. Como &#8220;madrinha&#8221; do <a href="http://blogs.abril.com.br/falandorusso" target="_blank">Falando Russo</a>, não posso te decepcionar. Hehehe! Quando vier a SP de novo, te levo no Chez Fabrice pra você conhecer seu xará francês! <img src='http://guloseima.net/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p>- Obrigada, leitores queridos, por continuarem deixando recadinhos fofos aqui no <a href="http://www.guloseima.net" target="_blank">Guloseima</a>, apesar da ausência dramática de posts. Tô voltando, tô voltando! <img src='http://guloseima.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>*</p>
<p><a href="http://twitter.com/chezfabrice" target="_blank"><strong>Chez Fabrice<br />
</strong></a>Rua Mourato Coelho, 1140<br />
Vila Madalena &#8211; São Paulo &#8211; SP<br />
(11) 3032-4227</p>
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		<title>Bito e o acarajé</title>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2009 15:52:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana Mastrorosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[guloseima indica]]></category>
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		<description><![CDATA[O Bito, amigo e retirante, está deixando São Paulo para começar vida nova em Brasília. Além de amigo querido, é um especialista em acarajé, e meu consultor (e fornecedor) de culinária baiana. Foi o Bito quem me apresentou a farinha de mandioca bem branquinha e fresca que eles comem em Salvador, os beijus em formato [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Bito, <a href="http://retirante.com/" target="_blank">amigo e retirante</a>, está deixando São Paulo para começar vida nova em Brasília. Além de amigo querido, é um especialista em acarajé, e meu consultor (e fornecedor) de culinária baiana.</p>
<p>Foi o Bito quem me apresentou a <a href="http://www.cnfcp.gov.br/interna.php?ID_Secao=107" target="_blank">farinha de mandioca</a> bem branquinha e fresca que eles comem em Salvador, os <a href="http://www.pratofeito.com.br/modules/recipe.php?recid=614" target="_blank">beijus em formato de canoa</a>, para comer quentinho com manteiga de manhã, e as<strong> </strong><a href="http://www.cocadinhadabahia.com.br/" target="_blank">cocadinhas da Bahia</a>, um brinde especial que sempre &#8211; SEMPRE &#8211; me fará recordar dele.</p>
<p>Para fazer uma despedida, fomos no sábado ao <strong>Soteropolitano</strong> comer acarajés. Como o especialista é Bito, deixo com vocês o <a href="http://retirante.com/index.php/acaraje-no-soteropolitano/" target="_blank">ótimo post de avaliação</a> que ele fez do restaurante.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 504px"><a href="http://retirante.com/index.php/acaraje-no-soteropolitano/"><img title="Despedida do Bito no Soteropolitano" src="http://retirante.com/wp-content/uploads/2009/05/acaraje_todos-500x311.jpg" alt="Bito e os amigos, em despedida no Soteropolitano" width="494" height="307" /></a><p class="wp-caption-text">Bito, o de jaqueta de couro, e os amigos, em despedida no Soteropolitano. A foto eu peguei emprestada do blog de Bito, o Retirante 2.0 <img src='http://guloseima.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p></div>
<p>Eu provei dois acarajés pequeninos e tomei um caldo de frutos do mar, carregado de leite de coco e dendê. Tudo acompanhado de uma caipirinha de caju, que estava ótima.</p>
<p>Não sou especialista em acarajé mas, para mim, os camarões vieram em quantidade insuficiente e o caruru estava muito pegajoso. Não gostei. Gostei menos ainda do garçom e sua risadinha irônica quando o Bito pediu para trazer mais camarões. Não é assim que se deve tratar os clientes, eles já deviam saber disso&#8230;</p>
<p>Fora isso, a despedida foi excelente. Agora é esperar que Bito se transforme logo num conhecedor da culinária de Brasília. Ou que, finalmente, resolva escrever um livro sobre sua maior especialidade, o acarajé.</p>
<p>Boa viagem, amigo! <img src='http://guloseima.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Call me Ishmael*</title>
		<link>http://guloseima.net/2009/05/01/call-me-ishmael/</link>
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		<pubDate>Fri, 01 May 2009 17:14:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana Mastrorosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[guloseima indica]]></category>
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		<description><![CDATA[Esta semana, em mais uma comemoração do mês de abril, fomos jantar no Sal Gastronomia, do chef Henrique Fogaça, em Higienópolis. Estava curiosa a respeito de sua comida, li muitas resenhas favoráveis e queria experimentar. Chegamos à Galeria Vermelho, onde fica o restaurante, por volta das 22h30. Não gosto de chegar tarde a restaurantes que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta semana, em mais uma comemoração do mês de abril, fomos jantar no <a href="http://www.salgastronomia.com.br/" target="_blank">Sal Gastronomia</a>, do chef Henrique Fogaça, em Higienópolis.</p>
<p>Estava curiosa a respeito de sua comida, li muitas resenhas favoráveis e queria experimentar. Chegamos à Galeria Vermelho, onde fica o restaurante, por volta das 22h30.</p>
<p>Não gosto de chegar tarde a restaurantes que fecham por volta de meia-noite, porque me sinto mal de ver que, não raro, somos os últimos clientes do lugar. Mas o atendimento foi cordial do princípio ao fim, então relaxei e curti o jantar, apesar da minha neurose com horários.</p>
<p>Para começar, o couvert estava bom. Pães crocantes (mas que me pareceram longe de estar fresquíssimos) acompanhados por quatro cumbuquinhas com <strong>manteiga de mel e limão</strong> (a melhor de todas), <strong>sardela de pimentão</strong> (suave), <strong>frango desfiado em um molho com bastante azeite e temperos</strong> (muito bom) e<strong> cebola agridoce</strong> (não gosto de cebola&#8230;).</p>
<div id="attachment_739" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-739" title="Couvert do restaurante Sal Gastronomia. Foto: Luciana Mastrorosa" src="http://www.guloseima.net/wp-content/uploads/2009/05/sal-couvert.jpg" alt="Couvert do restaurante Sal Gastronomia. Foto: Luciana Mastrorosa" width="500" height="399" /><p class="wp-caption-text">Couvert do restaurante Sal Gastronomia. Foto: Luciana Mastrorosa</p></div>
<p>De entrada,pedimos a <strong>bruschetta de polvo com vinagrete de hortelã</strong>. Vieram duas unidades, grandes, preparadas com fatias grossas de pão italiano. O recheio de polvo cheirava muito bem, e ficamos com água na boca. Além do polvo, macio, desmanchando na boca, o recheio levava alguns legumes e muitas ervas, como hortelã e salsa. Tudo regado com azeite. Gostei muito!</p>
<div id="attachment_740" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-740" title="Bruchetta de polvo, de entrada. Foto: Luciana Mastrorosa" src="http://www.guloseima.net/wp-content/uploads/2009/05/sal-bruschetta-polco.jpg" alt="Bruchetta de polvo, de entrada. Foto: Luciana Mastrorosa" width="500" height="397" /><p class="wp-caption-text">Bruchetta de polvo, de entrada. Foto: Luciana Mastrorosa</p></div>
<p>Como prato principal, pedi o <strong>magret de pato ao vinho do Porto</strong>, acompanhado de purê de mandioquinha, banana-ouro e cebolinha ao caramelo de capim-santo. Para ele, o prato foi <strong>cupim na manteiga de garrafa</strong> com farofa de banana e mandioca cozida.</p>
<p>Os pratos estavam bons, mas achei que faltava um algo mais. A carne do magret, por exemplo, estava no ponto, suculenta, mas a pele &#8211; que deveria ser crocante &#8211; estava mole. Bem mole. Eu esperava mais de um peito de pato, especialmente depois das aulas que tive na <a href="http://www.wkcozinha.com.br" target="_blank">Wilma Kovesi</a>, e dos maravilhosos magrets que preparamos no curso.</p>
<div id="attachment_741" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-741" title="Magret com com purê de mandioquinha" src="http://www.guloseima.net/wp-content/uploads/2009/05/sal-magret.jpg" alt="Magret com com purê de mandioquinha e molho de vinho. Foto: Luciana Mastrorosa" width="500" height="359" /><p class="wp-caption-text">Magret com com purê de mandioquinha e molho de vinho. Foto: Luciana Mastrorosa</p></div>
<p>O purê de mandioquinha estava um tanto pesado demais, gorduroso. A banana-ouro era uma banana-ouro, ou seja, sem mais surpresas. Por incrível que pareça, o que me impressionou foi a cebola (e eu não gosto de cebola!): veio inteira, pequenina, roxa, completamente caramelada. Comi um pedaço e achei interessante, mas confesso que não senti gosto do capim-santo no caramelo.</p>
<p>O cupim, que também provei, estava bom, mas também não tinha um &#8220;algo mais&#8221; que eu esperava. A farofa, porém, estava deliciosa, crocante, bem temperada, excelente. A mandioca também estava ok, sem nenhum atrativo a mais.</p>
<div id="attachment_742" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-742" title="Cupim na manteiga de garrafa, com farofa e mandioca" src="http://www.guloseima.net/wp-content/uploads/2009/05/sal-cupim.jpg" alt="Cupim na manteiga de garrafa, com farofa e mandioca. A farofa estava excelente. Foto: Luciana Mastrorosa" width="500" height="368" /><p class="wp-caption-text">Cupim na manteiga de garrafa, com farofa e mandioca. Foto: Luciana Mastrorosa</p></div>
<p>Acompanhamos o jantar com um vinho Carmen Merlot, em meia garrafa. E, para finalizar&#8230; <strong>Eu, Capitão Ahab, encontrei minha Moby Dick no cardápio: pannacotta!</strong></p>
<p>Ao ver minha excitação diante da pannacotta, uma das minhas obsessões culinárias, meu marido balbuciou: &#8220;Call me Ishmael&#8221;. Hehe. Engraçadinho! Imediatamente, nasceu a ideia de batizar este post em homenagem à Moby Dick, branca como minha querida sobremesa.</p>
<div id="attachment_743" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-743" title="Pannacotta com calda de framboesa" src="http://www.guloseima.net/wp-content/uploads/2009/05/sal-pannacotta.jpg" alt="A pannacotta com calda de framboesa estava excelente. Foto: Luciana Mastrorosa" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Pannacotta com calda de framboesa ou, segundo meu marido, minha &quot;Moby Dick&quot; particular. Pois é. Foto: Luciana Mastrorosa</p></div>
<p>Em resumo: a <strong>pannacotta</strong> estava excelente, acompanhada de uma calda de framboesa muito boa, com acidez que contrastava bem com a cremosidade branca da pannacotta. Fiquei feliz, enfim. E quebrando a cabeça, claro, para entender o segredo desta sobremesa que é tão simples e tão matreira, cheia de segredinhos para ficar perfeita. E a pannacotta do Sal estava perfeita.</p>
<p>Trate-me por Ishmael.</p>
<p>***</p>
<p><a href="http://www.salgastronomia.com.br/" target="_blank">Sal Gastronomia</a></p>
<p>Rua Minas Gerais, 350 &#8211; Higienópolis &#8211; São Paulo/SP</p>
<p>Fone: (11) 3151-3085</p>
<p>***</p>
<p><em>* O título deste blog faz referência à primeira frase do livro <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Moby_Dick" target="_blank">&#8220;Moby Dick&#8221;</a>, de Herman Melville, que conta a história de ódio (e amor) do velho Capitão Ahab pela baleia branca Moby Dick. Melville começou a contar sua intrincada saga com a frase mais simples do mundo: &#8220;Call me Ishmael&#8221; ou, em bom português, &#8220;Trate-me por Ishmael&#8221;. Virou uma das frases de abertura de livro mais famosas da literatura. Gênio.</em></p>
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		<title>Acarajé, como na Bahia</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 11:38:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana Mastrorosa</dc:creator>
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		<category><![CDATA[moqueca de camarão]]></category>
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		<description><![CDATA[Sábado de sol, feriado, gripe, marido de plantão. O que fazer? Comer, oras! Aceitei o convite de meu amigo Bito, o Retirante, para provar um acarajé que prometia ser &#8220;como o da Bahia&#8221;. Bito é jornalista, interneteiro, baiano e, como tal, amante de tudo o que vem lá de Salvador e afins, como um bom [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sábado de sol, feriado, gripe, marido de plantão. O que fazer? Comer, oras! <img src='http://guloseima.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Aceitei o convite de meu amigo <a href="http://www.retirante.com" target="_blank">Bito, o Retirante</a>, para provar um acarajé que prometia ser &#8220;como o da Bahia&#8221;.</p>
<p>Bito é jornalista, interneteiro, baiano e, como tal, amante de tudo o que vem lá de Salvador e afins, como um bom acarajé.</p>
<p>Munidos de fome e vontade de comer, partimos &#8211; eu, ele e sua amada, Vanessa &#8211; para a <a href="http://www.rotadoacaraje.com.br/" target="_blank">Rota do Acarajé</a>, em Santa Cecília.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-734" title="As pimentas da Rota do Acarajé" src="http://www.guloseima.net/wp-content/uploads/2009/04/rota-pimentas.jpg" alt="As pimentas da Rota do Acarajé" width="500" height="375" /></p>
<p>Chegando lá, logo sentamos numa mesinha ainda no salão, mas perto da calçada, e estudamos gulosamente o cardápio. Para começar, é claro, acarajé. &#8220;Como na Bahia&#8221;, ou seja, completo!</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-731" title="Acarajé da Rota do Acarajé, em SP" src="http://www.guloseima.net/wp-content/uploads/2009/04/rota-acaraje2.jpg" alt="Acarajé da Rota do Acarajé, em SP" width="500" height="382" /></p>
<p>Com vatapá, caruru, camarão, salada, pimenta em pasta para acompanhar. Bito e Vanessa me explicam que o bom acarajé deve ter a massa bem sequinha e crocante, para absorver bem a deliciosa pasta amarela que é o vatapá.</p>
<p>A Nessa pediu sem caruru (feito de quiabo), mas eu quis o meu completo, com &#8220;salada&#8221; e tudo. A &#8220;salada&#8221; é um molho feito de tomates mais para verdes, com gostinho do molho vinagrete que conhecemos (aquele do churrasco), mas sem tanta cebola. Gostei.</p>
<p>Pedimos o acarajé para ser comido com as mãos, <em>comme il faut</em>, mas Bito e Nessa não gostaram do papel que envolvia os bolinhos: frágil demais, deixava cair todo o recheio, molhou rápido e esfarelou. Nada parecido com o resistente papel usado na Bahia, que permite que se coma mais tranquilamente com as mãos.</p>
<p>Depois do acarajé, Vanessa pediu uma casquinha de siri, que decepcionou todo mundo: massuda, sem gosto de siri. Já comi melhores em Parati.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-732" title="Casquinha de siri da Rota do Acarajé" src="http://www.guloseima.net/wp-content/uploads/2009/04/rota-casquinha.jpg" alt="Casquinha de siri da Rota do Acarajé" width="500" height="374" /></p>
<p>Bito, guloso, pediu mais um acarajé. Eu, conhecendo meu estômago tamanho P, aguardei pelo prato principal: moqueca de camarão!</p>
<p>Estava boa, com muitos camarões, farta, mas os camarões eram pequenos, menores do que os servidos em Salvador, como observou o casal baiano.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-733" title="Moqueca de camarão da Rota do Acarajé" src="http://www.guloseima.net/wp-content/uploads/2009/04/rota-moqueca.jpg" alt="Moqueca de camarão da Rota do Acarajé" width="500" height="365" /></p>
<p>De sobremesa, Bito escolheu uma ambrosia (doce demais, disse ele), e Nessa foi de tapioca com leite condensado e coco (mas ela deixou metade, disse que estava meio pesada). Eu fiquei com uma bolinha de sorvete de tapioca, sem muito mérito, mas boa.</p>
<p>No geral, gostei de tudo e, com uma cerveja geladinha, ficou melhor ainda. Mas devo admitir que faltava algo naquela moqueca. Nunca provei a autêntica baiana, mas acho que faltava um toque a mais de coentro, alguma leve acidez, não sei dizer ao certo. Mesmo a farofa de dendê e o pirão que a acompanhavam deixaram um pouco a desejar&#8230;</p>
<p>Mas do acarajé, gostei. Fico com água na boca de lembrar! Agora preciso mesmo é ir a Salvador para provar o autêntico. Com casquinha marrom por fora, sequinho por dentro, recheado com muita salada, vatapá, caruru e camarões. Hummmmmm&#8230;.</p>
<p>***</p>
<p><a href="http://www.rotadoacaraje.com.br/" target="_blank">Rota do Acarajé</a></p>
<p>Rua Martim Francisco, 529/533<br />
Santa Cecília &#8211; São Paulo/SP</p>
<p>***</p>
<p>Mais relatos sobre o almoço à moda baiana? <a href="http://retirante.com/index.php/2009/04/o-acaraje-da-rota-do-acaraje/" target="_blank">Leia o Retirante!</a> <img src='http://guloseima.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>La Casserole, para ocasiões especiais</title>
		<link>http://guloseima.net/2009/04/14/la-casserole-para-ocasioes-especiais/</link>
		<comments>http://guloseima.net/2009/04/14/la-casserole-para-ocasioes-especiais/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2009 11:20:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana Mastrorosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[guloseima indica]]></category>
		<category><![CDATA[restaurantes]]></category>
		<category><![CDATA[bistrô]]></category>
		<category><![CDATA[coelho ensopado]]></category>
		<category><![CDATA[comida francesa]]></category>
		<category><![CDATA[la casserole]]></category>
		<category><![CDATA[steak tartare]]></category>

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		<description><![CDATA[Semana passada, para celebrar uma ocasião muito especial neste mês de tantas celebrações especiais, fomos conhecer o tradicional bistrô La Casserole. Fica no centro de São Paulo, no largo do Arouche, bem em frente a uma romântica banca de flores. Para alguém mais sonhador, como eu, quando se entra no La Casserole, é possível relembrar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Semana passada, para celebrar uma ocasião muito especial neste mês de tantas celebrações especiais, fomos conhecer o tradicional bistrô <a href="http://www.lacasserole.com.br/" target="_blank">La Casserole</a>.</p>
<p>Fica no centro de São Paulo, no largo do Arouche, bem em frente a uma romântica banca de flores. Para alguém mais sonhador, como eu, quando se entra no La Casserole, é possível relembrar os melhores momentos do centro de São Paulo, quanto tudo era muito luxuoso e belo.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-709" title="Salão chique do La Casserole" src="http://www.guloseima.net/wp-content/uploads/2009/04/lacasserole-salao.jpg" alt="Salão chique do La Casserole" width="500" height="375" /></p>
<p>Nossa visita ao restaurante &#8211; aberto desde 1954! &#8211; foi numa quarta-feira à noite, e o restaurante não estava lotado. Apenas alguns casais dividiam vinhos e pratos apetitosos, no meio do salão bonito, com cara de antigamente, muito bem cuidado.</p>
<p>Para celebrar, pedimos um espumante Miolo Brut e fomos muito bem atendidos pelo garçon/sommelier, que aprovou nossa escolha e explicou um pouco da evolução do mercado de espumantes no Brasil.</p>
<p>O couvert logo chegou à mesa, com tirinhas de pepino e cenoura, crus, arrumados num copo com um cubo de gelo. Muita manteiga fresca, pães fresquinhos e uma tigelinha de excelente tapenade também foram servidos.</p>
<p>Espiando de leve os pratos das mesas vizinhas (xereta!), vi que as porções eram grandes, embora não o suficiente para dividir. Dessa forma, conhecendo meu pequenino estômago, fiquei só no couvert, enquanto meu marido pediu uma omelete com ervas de entrada. Experimentei, claro, e estava deliciosa: casquinha firme por fora, molinha por dentro.</p>
<p>Diante de tantas opções clássicas para o prato principal, bem francesas, fiquei na dúvida se devia pedir o pato com laranja &#8211; muito tradicional na casa &#8211; mas optei por um steak tartare, que estava morrendo de vontade de experimentar. Como é feito com filé mignon cru &#8211; cortado na ponta da faca, e não moído &#8211; não é o tipo de prato que se pede em qualquer lugar. Mas o La Casserole é muito bem cotado, e eu sabia que não me decepcionaria.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-711" title="Steak tartare do La Casserole" src="http://www.guloseima.net/wp-content/uploads/2009/04/lacasserole-steak2.jpg" alt="Steak tartare do La Casserole" width="500" height="375" /></p>
<p>Para ele, um aromático coelho com batatas e muitas ervas frescas, com um caldo muito bom para se molhar o pãozinho. Não é fino, eu sei, mas é delicioso!</p>
<p>Novamente, acharam que o steak tartare era para ele, e não para mim! <img src='http://guloseima.net/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' />  Sempre acontece isso nos restaurantes&#8230; Hehehehe!</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-712" title="Coelho ensopado e batatas" src="http://www.guloseima.net/wp-content/uploads/2009/04/lacasserole-coelho2.jpg" alt="Coelho ensopado e batatas" width="500" height="356" /></p>
<p>O fato é que o meu prato foi preparado na nossa frente pelo simpático garçon/sommelier, que nos explicou como se deve fazer um verdadeiro steak tartare. Mas o do La Casserole não leva uma gema crua, como seria o tradicional, porque os ovos no Brasil podem ter salmonela, aquela história que nós conhecemos.</p>
<p>Eu achei até bom, porque não gosto assim tanto de ovo cru. E o prato estava excelente, temperado na medida certa, e foi devidamente acompanhado com fatias de pão torrado e batatas fritas gordinhas e sequinhas.</p>
<p>Comi, comi e comi, bebi, bebi e bebi, e não sobrou espaço para a sobremesa&#8230; Mas arrematamos a refeição com um café espresso excelente, com apenas um tiquinho de açúcar para mim, acompanhado de uma madeleine. Me senti Proust.</p>
<p>La Casserole, voltarei. E recomendo.</p>
<p>***</p>
<p><strong>La Casserole</strong></p>
<p>Largo do Arouche, 346 &#8211; Centro &#8211; São Paulo/SP</p>
<p><a href="http://www.lacasserole.com.br/" target="_blank">http://www.lacasserole.com.br/</a></p>
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		<title>A rica culinária indiana</title>
		<link>http://guloseima.net/2009/03/24/a-rica-culinaria-indiana/</link>
		<comments>http://guloseima.net/2009/03/24/a-rica-culinaria-indiana/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 24 Mar 2009 11:10:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana Mastrorosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[guloseima indica]]></category>
		<category><![CDATA[restaurantes]]></category>
		<category><![CDATA[chutneys]]></category>
		<category><![CDATA[cozinha indiana]]></category>
		<category><![CDATA[curry]]></category>
		<category><![CDATA[restaurantes indianos]]></category>
		<category><![CDATA[samosas]]></category>
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		<description><![CDATA[Sou apaixonada pelos aromas e cores da culinária indiana, que uma amiga me apresentou lá pelos idos de 2000, quando trabalhávamos juntas perto do restaurante Ganesh. O Ganesh, assim como o Govinda e o Tandoor, são alguns dos mais tradicionais representantes da culinária indiana em São Paulo. Quem fica com água na boca de ver [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sou apaixonada pelos aromas e cores da culinária indiana, que uma amiga me apresentou lá pelos idos de 2000, quando trabalhávamos juntas perto do restaurante <strong><a href="http://www.ganesh.com.br/" target="_blank">Ganesh</a></strong>.</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 250px"><a href="http://www.flickr.com/photos/guloseima/2695293497/"><img title="Tandoor por guloseima, no Flickr" src="http://farm4.static.flickr.com/3204/2695293497_64bcf9801e_m.jpg" alt="Tandoor" width="240" height="180" /></a><p class="wp-caption-text">Tandoor por guloseima, no Flickr</p></div>
<p>O <strong><a href="http://www.ganesh.com.br/" target="_blank">Ganesh</a></strong>, assim como o <a href="http://www.govindarestaurante.com.br/" target="_blank"><strong>Govinda</strong></a> e o <a href="http://www.tandoor.com.br/" target="_blank"><strong>Tandoor</strong></a>, são alguns dos mais tradicionais representantes da culinária indiana em São Paulo. Quem fica com água na boca de ver as preparações da novela <a href="http://caminhodasindias.globo.com/" target="_blank"><strong>Caminho das Índias</strong></a> pode provar um pouquinho do tempero indiano nesses restaurantes.</p>
<p>Muito aromática, a comida indiana abusa dos temperos e ervas, como cominho, coentro, canela, cravo, assa-fétida, feno grego, mas sem resultar em algo enjoativo. A comida também pode ser bem apimentada, por isso é bom informar-se com o garçon antes de fechar o pedido. Em alguns restaurantes, como o Ganesh, os pratos são classificados com &#8220;estrelas&#8221; de pimenta, sendo uma estrela o mais fraco e 4 estrelas o mais forte. Eu nunca passei do número dois, e olha que adoro pimenta!</p>
<p>Para começar com algo mais simples, peça as <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Samosa" target="_blank"><strong>samosas</strong></a>, pasteizinhos recheados de batatas e ervilhas, ou ainda de frango. Os restaurantes indianos costumam ter uma boa oferta de pratos vegetarianos, o que agrada, e muito, aqueles que não comem carne.</p>
<p>Para beber, experimente o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Lassi" target="_blank"><strong>lassi</strong></a>, uma bebida refrescante feita à base de iogurte, que pode ser misturada com frutas ou tomada pura. É boa para aliviar aquele gostinho residual de pimenta, caso você tenha exagerado um pouquinho na dose.</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 250px"><img title="Tandoor por Luciana Mastrorosa, no Flickr" src="http://farm4.static.flickr.com/3244/2695293261_1beb30433a_m.jpg" alt="Tandoor" width="240" height="180" /><p class="wp-caption-text">Tandoor por guloseima, no Flickr</p></div>
<p>E, para completar, não deixe de provar os <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chutney" target="_blank"><strong>chutneys</strong></a> de entrada, que a maioria dos restaurantes oferece, para serem consumidos com o delicioso <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Naan" target="_blank"><strong>naan</strong></a>, um tipo de pão indiano, assado na hora no <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tandoor" target="_blank"><strong>forno tandoor</strong></a>. É uma das melhores partes da refeição.</p>
<p>Todas as fotos que ilustram este post foram clicadas por mim no restaurante <a href="http://www.tandoor.com.br/" target="_blank"><strong>Tandoor</strong></a>. O arroz vermelhinho tem um aroma incrível de especiarias, e os outros dois pratos mostram o delicioso curry de frango que comemos por lá. Repare nas delicadas panelinhas em que as comidas são servidas. Parece pouco, né? Mas não é, não. A porção dá para duas pessoas, se você tiver comido os deliciosos pãezinhos e chutneys de entrada. E, quem sabe, uma ou duas samosas de batatas? Nham! <img src='http://guloseima.net/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Deixo com vocês uma receitinha básica de curry, que faço em casa há muito tempo, variando apenas nos acompanhamentos. É prática e dá um gostinho diferente ao frango de todo dia.</p>
<p><strong>Curry simples de frango com maçã<br />
</strong></p>
<p>- 50o g de peito de frango cortado em cubos</p>
<p>- 1 a 2 maçãs pequenas e azedinhas, descascadas e cortadas em cubos</p>
<p>- 1 xícara de creme de leite fresco</p>
<p>- 1 xícara de caldo de frango</p>
<p>- 1 pau de canela</p>
<p>- 4 cravos-da-índia</p>
<p>- 1 colher (sopa) de azeite</p>
<p>- 1 colher (sopa) de manteiga</p>
<p>- 1 cebola pequena</p>
<p>- 2 a 3 dentes de alho picadinhos</p>
<p>- castanha-de-caju a gosto para finalizar</p>
<p>- 1 colher (sopa) de curry em pó (de boa qualidade)</p>
<p>- sal e pimenta-do-reino a gosto</p>
<p>Derreta o azeite e a manteiga numa panela funda e frite a cebola e o alho até ficarem ligeiramente cozidos, mas sem dourar. Feito isso, acrescente os cubos de frango e deixe fritar até tudo ficar douradinho. Nesse ponto, misture o curry, os cravos, a canela e a maçã, e despeje a xícara de caldo de frango, quente.</p>
<p>Deixe cozinhar por alguns minutos, acrescente a pimenta-do-reino moída e um pouquinho de sal e mexa bem. Quando tudo estiver amarelinho, acrescente o creme de leite fresco e, em fogo brando, cozinhe tudo até que o creme fique espesso e as maçãs estejam cozidas.</p>
<p>Retire os cravos e a canela em pau e sirva, bem quente, com arroz branco e castanha-de-caju picadinha.</p>
<p>Este prato acompanha muito bem também um pouco de chutney de manga ou ainda fatias de manga fresca, fatias de banana ou coco fresco ralado.</p>
<p>Se quiser apimentar ainda mais seu prato, acrescente uma pimenta dedo-de-moça picadinha, sem as sementes, no preparo.</p>
<p>Tem alguma boa indicação de restaurante indiano? Deixe seu comentário aqui no <a href="http://www.guloseima.net"><strong>Guloseima</strong></a>!</p>
<p>***</p>
<p><strong>Restaurantes indianos em São Paulo</strong></p>
<p><strong><a href="http://www.ganesh.com.br/" target="_blank">Ganesh</a></strong></p>
<p>Av. Roque Petroni Júnior, 1089 &#8211; Morumbi<br />
São Paulo /SP<br />
Fone: (11) 5181-4748<strong><br />
</strong></p>
<p><strong><a href="http://www.govindarestaurante.com.br/" target="_blank">Govinda</a></strong></p>
<p>Rua Princesa Isabel, 379 &#8211; Brooklin<br />
São Paulo/SP<br />
Fone: (11) 5092-4816<strong><br />
</strong></p>
<p><strong><a href="http://www.tandoor.com.br/" target="_blank">Tandoor</a></strong></p>
<p>Rua Doutor Rafael de Barros, 408 &#8211; Paraíso<br />
São Paulo/SP<br />
Fone: (11) 3885-9470</p>
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		<title>Rabada com polenta no Nello&#8217;s</title>
		<link>http://guloseima.net/2009/03/19/aconteceu-de-novo/</link>
		<comments>http://guloseima.net/2009/03/19/aconteceu-de-novo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2009 16:02:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana Mastrorosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[guloseima indica]]></category>
		<category><![CDATA[restaurantes]]></category>
		<category><![CDATA[cantinas]]></category>
		<category><![CDATA[nello's]]></category>
		<category><![CDATA[rabada com polenta]]></category>
		<category><![CDATA[scalopine al limone]]></category>

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		<description><![CDATA[Sábado à noite, vontade de comer comida italiana, mas sem pique para ir ao mercado. Decidimos, então, procurar uma das inúmeras cantigas gostosas do bairro, e acabamos parando no Nello&#8217;s, em Pinheiros. Já tinha ouvido falar nela, sobretudo por causa do dono, consagrado na telinha por causa daquele comercial cujo jargão era &#8220;bonita camisa, Fernandinho!&#8221;. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sábado à noite, vontade de comer comida italiana, mas sem pique para ir ao mercado. Decidimos, então, procurar uma das inúmeras cantigas gostosas do bairro, e acabamos parando no <strong><a href="http://www.nellos.com.br/" target="_blank">Nello&#8217;s</a></strong>, em Pinheiros.</p>
<p>Já tinha ouvido falar nela, sobretudo por causa do dono, consagrado na telinha por causa daquele comercial cujo jargão era &#8220;bonita camisa, Fernandinho!&#8221;. <em>Coisas da minha, da sua, da nossa época. <img src='http://guloseima.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </em></p>
<p>Apostamos no lugar e na fama para saber se a comida era realmente boa, e de bons preços. O Nello&#8217;s tem salão espaçoso, atendimento correto, mas menos cortês do que estamos acostumados em cantinas italianas, de estilo napolitano e afins. E, lá, tudo lembra Roma, das fotos e cartazes estampados nas paredes, às escolhas do cardápio. Até o tipo de descendente de italiano que frequenta a cantina é diferente, como bem observou meu marido.</p>
<p>Para beber, vinho tinto em meia garrafa, bom. Para comer, logo que vi as opções, fiquei interessada em&#8230; <strong>rabada com polenta</strong>, uma das sugestões especiais do dia. E não me arrependi. <strong>Olha a cara deliciosa do prato:</strong></p>
<p><a title="Nello's por guloseima, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/guloseima/3357748869/"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3595/3357748869_85ca5ae45e.jpg" alt="Nello's" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Meu marido, diferentemente de mim, tem gostos mais suaves e preferiu um <strong>scalopine al limone</strong>. Daí que aconteceu de novo: os garçons sempre acham que aquela garota pequenina, loirinha e tão educada vai querer, claro, o prato mais leve&#8230; E se surpreendem enormemente quando percebem que, na verdade, ela gosta mesmo é de ossobuco, rabada com polenta, feijoada&#8230; Hahahaha!</p>
<p><strong>Hummm&#8230; Os scalopine também estavam bons:</strong></p>
<p><a title="Nello's por guloseima, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/guloseima/3358565832/"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3598/3358565832_66edc96fd0.jpg" alt="Nello's" width="500" height="344" /></a></p>
<p>É sempre assim! Meu marido até deixou de ficar constrangido diante dos olhares de óbvia reprovação dos garçons. Afinal, aquele moço alto e barbudo ali vai comer scalopini al limone? Onde já se viu? <img src='http://guloseima.net/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' />  Me divirto.</p>
<p>Os pratos são bem servidos, com porções generosas que alimentam um comensal faminto, como estávamos naquele dia. Mas não tão generosas a ponto de meia porção servir duas pessoas, como na <a href="http://www.cantinagigio.com.br/" target="_blank"><strong>Cantina Gigio</strong></a>, outra deliciosa &#8211; e econômica &#8211; opção em Pinheiros. Mas o Gigio merece um post só dele, de tanto que já me salvou a vida. Até cappeleti in brodo eu já pedi para entregarem em casa. E estava maravilhoso!</p>
<p>Voltando ao Nello&#8217;s, é uma opção bastante recomendável para quem quer provar outros pratos italianos, mas com preços mais acessíveis. Fiquei bem interessada em experimentar o <strong>Fígado à veneziana</strong>, difícil de encontrar nas cantinas em geral. E, claro, para quem procura um bom e honesto prato de massa, lá também tem, com molhos tradicionais, como funghi, 4 formaggi, carbonara, puttanesca&#8230;</p>
<p>O site do Nello&#8217;s é ótimo e traz, além da história do restaurante, o cardápio inteiro, com os preços. Assim você já sai de casa pensando no que vai comer, e no quanto quer gastar&#8230; <a href="http://www.nellos.com.br/cardapio_entradas.php" target="_blank"><strong>Veja aqui o cardápio do restaurante.</strong></a></p>
<p>***</p>
<p><a href="http://www.nellos.com.br/" target="_blank"><strong>Nello&#8217;s</strong></a></p>
<p>Rua Antonio Bicudo, 97 &#8211; Pinheiros -São Paulo/SP<br />
Fone: (11) 3082-4365</p>
]]></content:encoded>
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		<title>No Caverna Bugre</title>
		<link>http://guloseima.net/2009/02/18/no-caverna-bugre/</link>
		<comments>http://guloseima.net/2009/02/18/no-caverna-bugre/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 18 Feb 2009 12:38:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana Mastrorosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[guloseima indica]]></category>
		<category><![CDATA[restaurantes]]></category>
		<category><![CDATA[caverna bugre]]></category>
		<category><![CDATA[comida alemã]]></category>
		<category><![CDATA[filé alpino]]></category>
		<category><![CDATA[kassler]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta semana visitei o Caverna Bugre, na rua Teodoro Sampaio que, entre outras coisas, é a rua dos músicos e das lojas de instrumentos musicais, dos móveis e do comércio popular de roupas, brinquedos, sapatos&#8230; A rua é comprida, e cada trecho tem uma &#8220;especialidade&#8221;, digamos assim. No começo da rua, pertinho do Hospital das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta semana visitei o <a href="http://www.cavernabugre.com.br/" target="_blank"><strong>Caverna Bugre</strong></a><strong></strong>, na rua Teodoro Sampaio que, entre outras coisas, é a rua dos músicos e das lojas de instrumentos musicais, dos móveis e do comércio popular de roupas, brinquedos, sapatos&#8230; A rua é comprida, e cada trecho tem uma &#8220;especialidade&#8221;, digamos assim.</p>
<p>No começo da rua, pertinho do Hospital das Clínicas, está o Caverna, um desses restaurantes antigos, que servem pratos enormes e pesadões, de inspiração alemã, desde 1950! O prato mais pedido da casa é o <strong>filé alpino</strong>, um filé fininho coberto com copa, provolone e catupiry, gratinado, mais arroz e molho inglês, e dá para duas pessoas.</p>
<p>Mas na minha primeira visita eu arrisquei outro prato, o <strong>kassler</strong>: bisteca suína ligeiramente defumada, frita, acompanhada de salsichas (uma das quais branca, de vitela), batata cozida e chucrute. Mesma coisa: um prato serve mais do que bem duas pessoas e é, de fato, pesado, como eu já havia previsto. De entrada, pedi croquetes de carne, que vieram salpicados por um tempero de sabor estranho, o sal de aipo. Para acompanhar, cerveja de trigo, Erdinger, servida naqueles copos enormes.</p>
<p>Pedi o kassler porque tenho um certo afeto por esse prato. A primeira vez que provei kassler foi há muito tempo, num restaurante delicioso que, infelizmente, não existe mais, o <a href="http://www.saopaulominhacidade.com.br/list.asp?ID=397" target="_blank"><strong>Kakuk</strong></a>. Eu era uma adolescente ainda, começando a me ligar nessa idéia de sabores e novas comidinhas, e lembro que torci o nariz quando meu namorado da época me convidou para jantar lá, com seu pai.</p>
<p>Mas que nada! Logo me apaixonei pela comida. O kassler do Kakuk era macio, rosado, e tinha purê de maçã e purê de ervilha como acompanhamentos, além do tradicional chucrute. Amei. Nunca mais encontrei um purê de ervilha feito daquela forma, macio e verdinho, mas consistente.</p>
<p>E o ambiente era uma delícia, parecia um vagão de trem, com mesas e bancos de madeira escura, reservados, cada um na sua &#8220;cabine&#8221;. Lembro até do que conversamos naquele dia: Agatha Christie! Certas coisas a memória não apaga&#8230; Devo esta lembrança deliciosa ao saudoso Melo, meu ex-sogro, que me apresentou o Kakuk e também o Gigetto, mas isso eu conto em outra história.</p>
<p>O Kakuk ficava na Santa Cecília, e fazia o melhor kassler que provei até hoje. A bisteca do Caverna Bugre é boa, mas não tanto quanto à do falecido Kakuk&#8230; Ainda estou na busca.</p>
<p>Em tempo: o filé alpino, carro-chefe do Caverna Bugre, é bastante apetitoso. Um pouco pesado, prato de antigamente, mas vale como um grande clássico de São Paulo, o que lhe rendeu até <a href="http://www.estadao.com.br/suplementos/paladar/reportagens/especiais/not_sup2472,0.shtm" target="_blank"><strong>prêmio Paladar em 2008</strong></a><strong></strong>!</p>
<p>***<br />
<strong><a href="http://www.cavernabugre.com.br/" target="_blank">Caverna Bugre</a></strong></p>
<p><strong></strong>Rua Teodoro Sampaio, 334<br />
(Na altura do Hospital das Clínicas)<br />
Fone: (11) 3085-6984<br />
São Paulo &#8211; SP</p>
<p>* Post publicado originalmente no Blogs Abril. <a href="http://blogs.abril.com.br/guloseima/2009/02/no-caverna-bugre.html" target="_blank">Para ver os comentários antigos, clique aqui.</a></p>
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		<title>Um jantar no Arturito</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 10:30:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana Mastrorosa</dc:creator>
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		<category><![CDATA[arturito]]></category>

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		<description><![CDATA[O Arturito é um restaurante novo, na minha antiga rua, que conquistou meu coração. Cheguei lá na véspera de feriado, quarta-feira à noite,  por volta das 22h, com uma expectativa gigante. Tudo o que havia pesquisado a respeito indicava que o restaurante tinha uma comida bacana, porém cara. E com uma carta de vinhos mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong><a href="http://www.arturito.com.br/">Arturito</a></strong> é um restaurante novo, na minha antiga rua, que conquistou meu coração. Cheguei lá na véspera de feriado, quarta-feira à noite,  por volta das 22h, com uma expectativa gigante. Tudo o que havia pesquisado a respeito indicava que o restaurante tinha uma comida bacana, porém cara. E com uma carta de vinhos mais cara ainda!</p>
<p>Mas persisti. A idéia era comemorar meu aniversário lá, com meu marido, de maneira especial&#8230; No dia 12 de novembro eu fiz 30 anos, balzaquiana feliz. Mas, não conseguindo ir no dia certo, fomos uma semana depois, e foi até melhor. Menos ansiedade, né?</p>
<p><img style="margin-right:5px;" src="http://img.blogs.abril.com.br/1/guloseima/avatar/ravioli-arturito.jpg" alt="Restaurante Arturito. Foto: Divulgação" width="300" height="426" align="left" />Eu tinha um objetivo em mente: comer <strong>miolo de vitela à milanesa</strong>. Antes que você pule da cadeira, te digo: é delicioso! Admito que é um gosto adquirido, pois minha avó paterna fazia <strong>&#8220;bolinho de miolo&#8221;</strong> praticamente todo fim de semana. Com limão espremido na hora, tinha um gosto diferente de tudo o que eu já tinha comido. E era bom!</p>
<p>Quando soube que a chef Paola Carosella oferecia miolo à milanesa no menu do Arturito, soube que tinha de ir até lá. E fui. E era espetacular!</p>
<p>Para começar, chegamos ao restaurante e fomos recebidos de maneira gentil e atenciosa. Como havia espera, sentamos perto do bar e, muito finos, pedimos <strong>dry martinis</strong>. ; ) Meu marido estava especialmente inspirado e matou a charada: &#8220;nossa, tem um cheiro muito leve e fresco de pinho&#8221;. Verdade. E era foooorte! Eu nunca tinha tomado dry martini, gostei bastante.</p>
<p>Meia hora depois, fomos encaminhados à mesa e chegou o <strong>couvert</strong>: fatias grossas de pão caseiro e pão integral com erva-doce, para molhar no azeite aromatizado com um toque de alho frito, alecrim fresco e parmesão ralado bem fininho. Uma delícia, e tão simples&#8230; Fiquei impressionada!</p>
<p>Também havia uma manteiga muito fresca e cremosa para acompanhar os pães, mas eu fiquei mesmo foi no azeite.</p>
<p>Fizemos então os pedidos: de entrada, <strong>miolo de vitela à milanesa</strong>, acompanhado de tomate, chicória frisé, limão siciliano e mostarda Dijon. A textura do miolo à milanesa foi o que mais me impressionou: derretia na boca, completamente diferente do bolinho da minha avó, mas tão refinado, e casando tão bem com a acidez do limão e da mostarda, que me emocionou de verdade.</p>
<p>Até a bebida que pedimos combinou com tudo: um <strong>espumante Chandon</strong>, geladíssimo, contribuiu com sua acidez para harmonizar muito bem com a entrada. Ponto para a chef! Mas, de fato, a carta de vinhos tem opções elegantíssimas e carésimas. Porém, é possível encontrar algumas opções interessantes (poucas) por preços mais amenos&#8230;</p>
<p>Como prato principal, pedi <strong>mexilhões frescos à provençal</strong>, com torrada grossa coberta com uma pasta de dill verdinho. O molho era de chorar, de tão bom!</p>
<p>Maridón ficou de olho no meu prato, mas decidiu pedir o <strong>ravióli de queijo de cabra</strong>, sálvia, limão siciliano e manteiga de aspargos, dill e laranja. Sem perceber, pedimos dois pratos com dill, e o aroma acabou marcando a noite. Excelente!</p>
<p>Comemos e comemos até não poder mais. A melhor definição da noite foi a de José: &#8220;Este ravióli é como uma nuvem! Tão leve!&#8221;. Disse tudo: o ravióli, delicadíssimo, explodia na boca.</p>
<p>Para encerrar, alegres pela quantidade um tantinho excessiva de álcool e inebriados pelos pratos incríveis, pedimos dois cafés e fomos andando e rindo alto pelas ruas, até chegar em casa. Noites como essas não existem aos montes mas, quando acontecem, são realmente inesquecíveis.</p>
<p>***<br />
<strong><a href="http://www.arturito.com.br/">Arturito</a></strong><br />
Rua Artur de Azevedo, 542 &#8211; Pinheiros<br />
São Paulo/SP<br />
Fone: (11) 3063-4951<br />
Horário de funcionamento: de segunda a sábado, a partir das 19h</p>
<p>***<br />
Desta vez eu não tirei foto, porque esqueci a câmera e meu celular não conseguiu se adaptar ao ambiente escuro do Arturito. Mas eu prometo que, na próxima, levo a câmera! <img src='http://guloseima.net/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' />  A foto que ilustra este post é de divulgação, e você pode ver outras no <strong><a href="http://www.arturito.com.br">site do restaurante</a></strong>.</p>
<p>* Post originalmente publicado no Blogs Abril. <a href="http://blogs.abril.com.br/guloseima/2008/11/um-jantar-no-arturito.html" target="_blank">Para ver os comentários antigos, clique aqui.</a></p>
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