Receitas, culinária e gastronomia, por Luciana Mastrorosa

Guloseima


Archive for the ‘viagens’


Delícias desde Chile 0

Posted on abril 02, 2011 by Luciana Mastrorosa

Chile!

Foi uma semana inteira viajando pelo Chile, experimentando os sabores locais, conhecendo os chefs, tentando entender as paisagens que diferem drasticamente de norte a sul do país. Mas valeu cada dia, cada noite, cada correria intensa que só as viagens de imprensa podem te oferecer.

Mais, não digo: só na próxima Menu! ;)

Buffalo grill 2

Posted on novembro 24, 2010 by Luciana Mastrorosa

Buffalo Grill, Reims

Então estávamos em Reims, uma cidadezinha petitica sem nada para fazer além de olhar a paisagem. Nessa altura, um grupo de amigos já havia se formado: eu, João (brasileiro), Yoora (coreana), Soon (malasiano), Selina (chinesa-australiana), Thania (mexicana) e Max (americano).

Ficamos hospedados numa espécie de castelo antigo, em que os quartos tinham nomes de fruta (o meu era kumquat, aquela laranjinha japonesa mínima que a gente come com casca).

Pois bem. Numa das raras noites em que não tínhamos jantar nem nada agendado, Max, talvez com saudade de casa, quis jantar no… Buffalo Grill. Um restaurante estilo tex-mex, perto do hotel, que servia comida norte-americana. Hambúrgueres, costela, coisinhas fritas, coca-cola, essas coisas. Com direito a tótens e figuras indígenas na entrada!

No ônibus, a caminho do hotel, surgiu a ideia: vamos jantar no Buffalo Grill? VAMOS!

Então fomos: eu, Max, João, Yoora, Andres, Christina (americana) e Selina (chinesa-australiana). Pedimos costelinhas de porco, steaks e outras coisas “tipicamente norte-americanas”. Pois sim.

Em determinado momento, Max, o engraçado, mentiu para a garçonete: “veja, dear, nosso amigo Andres está fazendo aniversário HOJE.”

E não é que ganhamos um bolo com velinhas de presente? Sim! Em Reims, minha gente, em Reims. God save America.

Costelinhas e “french fries”. Ou seriam “freedom fries”? I don’t care:

Buffalo Grill, Reims

O menu do Buffalo Grill. And beer, of course:

Buffalo Grill, Reims

Yoora e Andres:

Buffalo Grill, Reims

Uma das raras fotos em que apareço:

Buffalo Grill, Reims

Max não podia se conter, de tanta felicidade:

Buffalo Grill, Reims

João, o chef brasileiro, e Selina, ainda assombrada pelo fantasma de Dom Pérignon:

Buffalo Grill, Reims

Andres e seu “bolo de aniversário”. Yeah, right:

Buffalo Grill, Reims

E a turma toda quase reunida. Adoro esta foto:

Buffalo Grill, Reims

O fantasma de Dom Pérignon 8

Posted on novembro 23, 2010 by Luciana Mastrorosa

A casa de Dom Pérignon

É claro que, convivendo diariamente com um grupo de quase 20 pessoas, natural a gente fazer amizade mais próxima com alguns. Uma das minhas favoritas era a Selina, chinesa-australiana, quase da minha idade, simpática e divertidíssima. Foi graças a ela que comprei meus primeiros óculos de sol Chanel, um sonho. Mas isso fica para uma conversa no boteco.

Fato é que, a caminho de Reims, paramos na cripta de Dom Pérignon. Aquele mesmo, do champagne famosérrimo, que disse que tomar champanhe era como “beber estrelas”. Ele estava certo.

Pois bem. Estávamos a caminho de nossa segunda semana de curso, em Reims, quando decidimos fotografar a tumba de Dom Pérignon. Selina, que tem um olhar incrível para cenas e fotos, clicou a tumba do dito cujo na mesma hora que eu. E ficou mais uns instantes por lá, admirando, enquanto eu saía do local fazendo alguma piada boba com meu amigo Max.

Dias depois, num jantar que tivemos, harmonizando champanhe e pratos deliciosos, eis que nosso amigo malasiano, Soon, chega até mim e diz, com voz grave: preciso te contar uma coisa muito importante, mas só posso contar no sábado. Como assim, Soon!!!!! Insisti até que ele me contasse o “segredo”: disse ele que Selina havia fotografado o FANTASMA de Dom Pérignon. Repeti: “Como assim, Sooooooooon?!?”.

Falei com Selina, claro, e ela me mostrou a foto: realmente, tinha um, digamos, rosto, na foto que ela tirara com seu Iphone. Mas… Eu tirara a mesma foto, e nada, nada mesmo, tinha aparecido.

Como diria dona Milu: mistééééééério!

Sei que ficamos a noite inteira conversando e rindo e brincando e falando do fantasma de Dom Pérignon. E incomodamos os vizinhos, que nos ouviam nos quartos acima de nós… Por causa de Selina e Dom Pérignon (e de alguns goles de cerveja e Jack Daniels, claro), ficamos conhecidos como “trouble makers”. Como diz meu amigo João, brasileiro “sempre causa”. É verdade: causamos.

Mas olha… Se era um fantasma mesmo, não sei. Sei que, se for, ele está rindo conosco, feliz por fazer parte desta loucura de duas semanas que foi este curso.

Dom Pérignon, bless me! Bless all of us! :D

A igrejinha onde Dom Pérignon descansa em paz:

A igreja

Uma vela em homenagem ao nosso querido personagem:

Velas

E a minha foto da tumba… Vejam, não há fantasma algum! Acho que o lance era com a Selina….

Dom Pérignon

Mercado noturno de Rungis 7

Posted on novembro 22, 2010 by Luciana Mastrorosa

Rungis Market

Como disse nos posts anteriores, numa das noites do curso que fiz na França este ano (Hautes Études du Goût), tivemos uma visita fantástica ao mercado noturno de Rungis.

É como um Ceagesp gigante, bem organizado, limpo, dividido entre peixes, carnes, caça, frutas, verduras e legumes (cogumelos também), queijos e flores.

Ficamos acordados a noite inteira, tomando vinho e champanhe num bar à vin pertinho do hotel, até dar o horário de encontro: 2 horas da manhã, nosso ônibus partiria de Paris em direção ao mercado. E lá fomos nós.

Estava um FRIO de rachar. Fui com casaco, calça, cachecol, meias de lã e sapatos simples… E meus pés quase congelaram, acreditem. Mesmo andando e falando e fotografando e tudo e tal, chegou uma hora em que mal conseguia sentir meus dedões dos pés! Ficava batendo os pés, pulando, saracoteando, mas nada adiantava… A sensação era de entrar em uma geladeira ou freezer, literalmente.

Mas, olha, vou dizer: que experiência! Nunca vi um mercado tão grande e tão lindamente organizado. Todos os produtos, fresquíssimos, chegam de várias partes da França e do mundo para abastecer Paris e outras cidades. A gente não podia comprar os produtos, apenas ver e fotografar, diante do olhar meio enfastiado, meio divertido, dos vendedores. Quando era por volta das 5 horas da manhã, as vendas estavam a todo vapor, e os comerciantes ficavam meio irritados com nós, alunos, xeretando tudo. Mas, whatever, né?

Xeretamos mesmo! E foi incrível.

Tomamos café da manhã no mercado, por volta das 7 e pouco da manhã. Tonta de sono, não podia ouvir sequer uma palavra que o organizador dizia, e ficava tentando apaziguar meu amigo Max, que queria atirar uma faca em três ou quatro da turma que faziam perguntas bobas àquela hora da madrugada! hahahahah! “Calm down, Max! Behave!” E assim foi.

Por conta da greve generalizada na França, estava um trânsito terrível na volta para Paris, de modo que chegamos ao hotel por volta das… 10 da manhã! Exaustos, com frio, mas absolutamente felizes por ter visto de pertinho alguns dos produtos mais deliciosos da face da Terra.

Vejam algumas fotos do incrível mercado… De chorar, de bom:

A seção de peixes:

Rungis Market

Atuns gigantescos, dava até dó:

Rungis Market

Vieiras fresquíssimas:

Rungis Market

Peixes que nunca vi na vida:

Rungis Market

Coelhos (seriam lebres?) com pelo e tudo… Para provar que não são gatos:

Rungis Market

Pombos com suas penas… Provei a carne, era deliciosa:

Rungis Market

Patos, com cabeça junto. Um pouco… estranho:

Rungis Market

Uma visão do mercado. Tudo organizadíssimo, em plena madrugada:

Rungis Market

E as carnes, né? Impressionantes… Mas não tinham cheiro algum:

Rungis Market

Foie gras, embalado a vácuo:

Rungis Market

Na seção de legumes, abobrinhas de todos os tipos:

Rungis Market

E abóboras, tão pequenas e alaranjadas, muito diferentes das que vemos por aqui:

Rungis Market

Nozes, recém colhidas, quase macias, de tão novas:

Rungis Market

Na parte das frutas, abacaxizinhos mínimos e amarelos:

Rungis Market

Morangos absolutamente perfumados:

Rungis Market

Framboesas delicadas, e onipresentes:

Rungis Market

E… groselhas. De verdade!

Rungis Market

E para terminar, os queijos. Alguns davam medo, de tanto mofo:

Rungis Market

Outros eram lindos… Valeram a visita:

Rungis Market

Revendo as fotos, dá uma saudade apertada de tudo. Afe.

HEG: olha a gente aí 4

Posted on novembro 21, 2010 by Luciana Mastrorosa

Poucos dias depois de voltar de Paris/Reims/Normandia, um dos amigos queridos do curso encontrou um vídeo do jantar molecular do qual participamos, no Cordon Bleu. Tema: cozinha molecular.

Pratos com chocolate que não era chocolate, polifenóis em forma de gelatina, “champanhe” feito de vinho branco e umas pedrinhas esquisitas, que achamos muito parecidas com pop rocks – aquelas balinhas que estouram na boca. Divertidíssimo!

Para quem quiser ver, o vídeo é este aqui:

Se você olhar bem, eu apareço num pedacinho, recebendo meu diploma. Hahaha! ;)

Back home 2

Posted on novembro 01, 2010 by Luciana Mastrorosa

Paris

Eita, que as férias chegam ao fim, muitas pendências para resolver, mas aqui estou, de volta a São Paulo.

Vou compartilhar com vocês algumas fotinhos destas três semanas inesquecíveis que passei na França. Valeu a pena todo o esforço para tentar aprender um pouquinho a língua francesa, tooodo o dinheirinho gasto em curso, hospedagem, alimentação, presentinhos… Viajar é uma das melhores coisas da vida, asseguro.

A primeira semana passei em Paris, fazendo o curso de Hautes Études do Goût, promovido pela Universidade de Reims em parceria com o Le Cordon Bleu. Cheguei sábado cedo na cidade, e como só poderia entrar no meu quarto do hotel a partir das 12h, fiquei passeando pelo bairro – Montparnasse – antes de entrar.

Comprei vinho, queijo de cabra, batatinhas chips com mostarda, pãezinhos e vinho, claro. Além disso, comprei também uma caixinha de açúcares em cubinhos Saint Louis, em formatos variados. E aqui cabe um adendo: eu simplesmente adoooro açúcar em cubinhos. Viciada, mesmo.

Paris

No dia seguinte, domingão, acordei cedo e fui até à Notre Dame. Assisti a uma missa internacional, catedral lotada de gente, e fui passear pelos arredores. As ilhas do centro da cidade também estavam lotadas e, apesar de ser domingo, havia vários restaurantes simpáticos abertos. Escolhi um deles e comi meu primeiro foie gras da estadia. Com vinho, claro. Aliás, uma das melhores coisas de estar na França é tomar uma tacinha de vinho, sem culpa alguma, no almoço e no jantar. Yay!

Paris

Paris

Paris

Saindo do restaurante, fui passear sem rumo, comprei um chapeuzinho de lã para mim e voltei para o hotel, pois nesta noite conheceria meus colegas de curso.

Tomei banho, me arrumei e segui para o terraço do hotel, de onde tínhamos uma vista linda e privilegiada da Torre Eiffel. Cheguei cedo e logo conheci João e Max, que acabaram se provando companhias incríveis nesta viagem.

Tomamos champanhe, nos apresentamos e fiquei conhecendo meus colegas: na turma tinha franceses, americanos, canadenses, australianos, coreanos, colombianos, mexicanos, chineses e até um malasiano, o Soon, absurdamente simpático com todo mundo. Mantendo os estereótipos firmes e fortes, acabei ficando mais próxima do João, brasileiro, e dos orientais: Yoora, coreana, Soon, malasiano, Selina, australiana de família chinesa, Andrés, colombiano. Max foi o único americano a quebrar o estereótipo, fazendo amizade com a latinada em peso e os desajustados em geral. Fizemos tanta bagunça juntos que acabamos sendo apelidados de “troublemakers”. Adooooooro!

No geral, a turma tinha uma média de idade um pouco maior do que a minha, mas nos demos muito bem. E a barreira do idioma, né? Estava morrendo de medo de não conseguir me comunicar em inglês ou francês com a galera, mas deu tudo certo. Proud of myself! :)

Paris

E agora, depois de três semanas convivendo quase todos os dias com os mesmos amigos, bate aquela saudade apertada de rever todo mundo, dar um abraço, viver bons momentos juntos de novo. E nem preciso dizer que estou com uma espécie de “jet leg” linguístico: tento falar em português, sai em inglês, e vice-versa!

Coisas que só a vida pode fazer por você…. Valeu, papai do céu! :)

<a href=”http://www.flickr.com/photos/guloseima/5133124447/” title=”Paris por guloseima, no Flickr”><img src=”http://farm5.static.flickr.com/4106/5133124447_e55d7b428c.jpg” width=”375″ height=”500″ alt=”Paris” /></a>

À parisienne 4

Posted on outubro 09, 2010 by Luciana Mastrorosa

Pois é, estou de férias! :) Desde 2007, não sentia o delicioso gostinho dos dias preguiçosos, sem fazer nada a não ser aproveitar a vida em companhia das pessoas mais queridas.

E para completar a graça alcançada, estou em Paris. Cheguei hoje cedinho, depois de uma viagem com algumas turbulências, que me impediram de dormir. Resumindo: fiquei 24 horas acordada, mas valeu cada minuto. Cheguei a Paris pela manhã, antes do horário de check-in do meu quarto no hotel. Então fiquei de bobeira um tempinho aqui pela rue de Vaugirard, vendo os parisienses felizes com seu sábado de manhã.

E o bairro aqui é muito agradável. Nunca havia ficado na Rive Gauche, na margem esquerda do rio Sena. Mas estou gostando muito. Do lado do hotel tem inúmeros mercadinhos, lojinhas de roupas e sapatos, floristas (floristas!!), lojinhas de celular e eletrônicos, além dos tradicionais Franprix e Monoprix, garantias de boas comprinhas com preços honestos.

Ao contrário da previsão do avião (que dizia estar 10 graus em Paris!), a temperatura está agradável, com um solzinho amarelado de outono. Dá para andar na rua de casaquinho simples, passei calor com meu sobretudão preto. Mas já fui até o Franprix para me abastecer com coisinhas básicas. Água, suco de pamplemousse rose (grapefruit, que adoro), pãozinho, batata frita com mostarda à l’ancienne e fromage de chèvre Sainte Maure, com a crosta branca e dura e o miolo beeem molinho. Estava tão cansada hoje cedo que nem chocolate comprei. Mas não esqueci do vinho: meia garrafa de Chablis, pra começar bem a estadia parisienne. E um outro vinho em garrafa para duas pessoas, que comprei sem saber se é bom. Mas atende pelo nome de “Envie”, achei sugestivo e trouxe.

Quando finalmente consegui entrar no meu quarto, tomei um banho e capotei. Dormi a tarde inteira, mas valeu a pena: amanhã estarei novinha em folha, pronta para olhar melhor a cidade, me perder pelas ruas, tomar café, uma tacinha de vinho…

Por enquanto, fico aqui com meu suco de pamplemousse e um pedacinho de queijo, organizando as ideias. E uma taça de Chablis, que vir a Paris sem tomar vinho não dá, né?

Na segunda começa meu curso, desejem-me sorte :) Et à bientôt!

PS: preciso comprar um chip local para meu celular, que facilite a vida por aqui. Alguém tem alguma sugestão boa e barata?

“Bahia de todos os santos, sol e areia… 1

Posted on novembro 18, 2009 by Luciana Mastrorosa

… eá, eá, eá….”

Passei uma semana ouvindo o marido cantar esta música, com os braços levantados, no ritmo do axé. Ah, sim, ele ainda imitava perfeitamente o sotaque soteropolitano, com direito a cumprimentos por parte de baianos legítimos. Pois é.

Tudo isso porque Bito, meu amigo retirante, casou-se no dia primeiro de novembro, Dia de Todos os Santos, em Salvador. Numa manhã linda e ensolarada de domingo, em cerimônia que emocionou até a mim, que nunca fui de chorar em casamentos. Depois dos 30, não consigo mais controlar as emoções. Ai de mim…

Aproveitei o motivo nobre para, além de presenciar o casório de Bito e Vanessa, também conhecer Salvador, tão amada por eles, tão cheia de encantos. Como demorei tanto tempo para provar, in loco, a especial culinária baiana? Não sei. Cometo erros em minha vida, como todo mundo, mas este consegui reparar a tempo.

Como são muitas coisinhas para contar e mostrar, preparei três posts para o que batizei de “série Bahia”. O primeiro deles é este, que deixa na boca um gostinho de dendê, manteiga de garrafa, geleia de cacau e outras delícias que provamos por lá. Além da puríssima farinha de mandioca, alva e gomada, e da pimenta ardida que me aqueceu o paladar e o coração.

Amanhã descrevo melhor a viagem e os acepipes que provamos por lá. Afinal, este é um blog de comidas, e todo mundo quer saber o que é que o tabuleiro da baiana tem. Mas posso adiantar que Salvador não me decepcionou, e posso dizer de boca cheia, como diz todo baiano que se preze: a Bahia é linda. :)

Acarajés do Iemanjá, em Salvador

Acarajés do Iemanjá, em Salvador, com camarões secos e vatapá.

Dendês e geleia de cacau

D.endês, manteiga de garrafa e geleia de cacau.

*

O título do post é uma referência aos versos da música Yá Olokum, de Márcia Millet: “Vamos salvar / o Dique de Tororó / Bahia de todos os santos / sol e areia / ea, ea, ea / perpetuar / aqueles que nos dão / a maré vazia e também a maré cheia”. Música esta que marido ficou cantando à exaustão, tamanho o seu amor pela terra de Jorge Amado. Posso dizer, pois, que saímos de lá vestidos com as cores e as armas de Jorge.

Em recuperação 2

Posted on março 27, 2009 by Luciana Mastrorosa

Ai, ai, ai… Nunca pensei que tirar um dentinho poderia dar tanto trabalho e fraqueza e moleza por uma semana… Depois de dias tomando líquidos, comecei a comer comidas sólidas de novo, mas sinto um cansaço inexplicável e uma fome de leão, que não passa nunca.

Para piorar, os remédios todos deixam meu pobre estômago em frangalhos, e eu passo mal. Mal, mal. Droga.

Como prêmio de consolação, vou dedicar esta sexta-feira ao ócio completo, e pensar em cardápios gostosos de Páscoa. Tenho sonhado com bolinho de bacalhau crocante, cordeiro assado com batatas e alecrim, e toda sorte de comidinha boa de festa, de celebração.

E tenho sonhado mais ainda com chocolates escuros, lustrosos, e com uma quantidade exagerada de cacau. A depender das minhas vontades, acho que vou ficar boa logo…

Espero, né? Por hoje, o que eu quero mesmo é um prato bem quentinho e simples, com carne vermelha. Estou precisando é de uma boa “sustância” para me recuperar e voltar com as receitinhas aqui…

Desejem-me sorte!

Petiscando pelo Rio 1

Posted on janeiro 11, 2008 by Luciana Mastrorosa

Finalzinho do ano passado, antes do Natal chegar, passei uns dias no Rio de Janeiro.

Como o tempo estava cinza, não me abalei: aproveitei os poucos dias para aprimorar minhas experiências gastronômicas. De modos que me hospedei num ótimo bed and breakfast em Copacabana (vale a dica: clique aqui para conhecer) e dividi os dias entre ócio completo e passeios de compras e comidinhas.

No primeiro dia, cansada da viagem, aproveitei para relaxar na rede da varanda. E descobri que adoro redes, e amo varandas!

À noite, fui com minha amiga neo-carioca Lis conhecer algum boteco no Leblon. Depois de uma passadinha frustrada no Bracarense (fica pra próxima…), encontramos um bar de petiscos alemães e chope levinho, o Welt Bier. Ficamos por lá até ver lagartos se mexerem nas árvores (literalmente!).

As salsichinhas do boteco alemão eram incríveis!
Rio de Janeiro

No segundo dia, preferi comer no apartamento e comprei frios, pão de frutas e mostarda forte, mais cervejas para acompanhar. Fui tão feliz! à noite encontrei um casal de amigos cariocas, Fab e Sisi, para passear. Fomos dar uma espiada na árvore de Natal na Lagoa e ficamos por lá, num gostoso restaurante árabe (com direito a kibe – enorme – recheado de catupiry e kafta de cordeiro, que eu amo).

Nisso já era sábado, e meu marido juntou-se à trupe para experimentar o inesquecível risoto de camarão do restaurante Siri, no pólo gastronômico de Vila Isabel. Não sem antes pedir uma porção de pastéis de camarão (sim, o povo adora um camarãozinho), que estavam deliciosos. Até Fab, notório bebedor de vodka, aproveitou o calor para se refrescar com um chopinho.

Risoto de camarão do restaurante Siri
Rio de Janeiro

Sim, a travessa tinha esse tamanhão todo e, acreditem, estávamos em quatro pessoas e devoramos até o último grãozinho de arroz.

Este foi o meu ‘pratinho’ de risoto
Rio de Janeiro

Sábado feliz, domingo de mais comilança: não podia ir embora sem comer feijão preto, uma instituição carioca que me faz muito feliz. Fechamos a miniviagem com galeto, fritas, arroz e feijão num restaurante em Copacabana que esqueci o nome, veja que lástima!, mas que valeu cada centavo. Juro que boto o nome aqui.

E, claro, mais chope. Devo ter engordado, fácil, uns dois quilos. Mas valeu cada graminha ;)

Feijão preto da galeteria
Rio de Janeiro

Galeto para fechar a viagem
Rio de Janeiro

***
Restaurante Siri
A matriz fica em Vila Isabel: Rua dos Artistas, 2 – Fone: (21) 2208-6165
E o slogan: “70 anos de tradição em frutos do mar”!

Welt Bier
Rua Conde de Bernadotte, 26 lj. I – Leblon
Fone: (21) 2512-2941

O endereço da galeteria vem depois ;)



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