Um jantar no Arturito 0
O Arturito é um restaurante novo, na minha antiga rua, que conquistou meu coração. Cheguei lá na véspera de feriado, quarta-feira à noite, por volta das 22h, com uma expectativa gigante. Tudo o que havia pesquisado a respeito indicava que o restaurante tinha uma comida bacana, porém cara. E com uma carta de vinhos mais cara ainda!
Mas persisti. A idéia era comemorar meu aniversário lá, com meu marido, de maneira especial… No dia 12 de novembro eu fiz 30 anos, balzaquiana feliz. Mas, não conseguindo ir no dia certo, fomos uma semana depois, e foi até melhor. Menos ansiedade, né?
Eu tinha um objetivo em mente: comer miolo de vitela à milanesa. Antes que você pule da cadeira, te digo: é delicioso! Admito que é um gosto adquirido, pois minha avó paterna fazia “bolinho de miolo” praticamente todo fim de semana. Com limão espremido na hora, tinha um gosto diferente de tudo o que eu já tinha comido. E era bom!
Quando soube que a chef Paola Carosella oferecia miolo à milanesa no menu do Arturito, soube que tinha de ir até lá. E fui. E era espetacular!
Para começar, chegamos ao restaurante e fomos recebidos de maneira gentil e atenciosa. Como havia espera, sentamos perto do bar e, muito finos, pedimos dry martinis. ; ) Meu marido estava especialmente inspirado e matou a charada: “nossa, tem um cheiro muito leve e fresco de pinho”. Verdade. E era foooorte! Eu nunca tinha tomado dry martini, gostei bastante.
Meia hora depois, fomos encaminhados à mesa e chegou o couvert: fatias grossas de pão caseiro e pão integral com erva-doce, para molhar no azeite aromatizado com um toque de alho frito, alecrim fresco e parmesão ralado bem fininho. Uma delícia, e tão simples… Fiquei impressionada!
Também havia uma manteiga muito fresca e cremosa para acompanhar os pães, mas eu fiquei mesmo foi no azeite.
Fizemos então os pedidos: de entrada, miolo de vitela à milanesa, acompanhado de tomate, chicória frisé, limão siciliano e mostarda Dijon. A textura do miolo à milanesa foi o que mais me impressionou: derretia na boca, completamente diferente do bolinho da minha avó, mas tão refinado, e casando tão bem com a acidez do limão e da mostarda, que me emocionou de verdade.
Até a bebida que pedimos combinou com tudo: um espumante Chandon, geladíssimo, contribuiu com sua acidez para harmonizar muito bem com a entrada. Ponto para a chef! Mas, de fato, a carta de vinhos tem opções elegantíssimas e carésimas. Porém, é possível encontrar algumas opções interessantes (poucas) por preços mais amenos…
Como prato principal, pedi mexilhões frescos à provençal, com torrada grossa coberta com uma pasta de dill verdinho. O molho era de chorar, de tão bom!
Maridón ficou de olho no meu prato, mas decidiu pedir o ravióli de queijo de cabra, sálvia, limão siciliano e manteiga de aspargos, dill e laranja. Sem perceber, pedimos dois pratos com dill, e o aroma acabou marcando a noite. Excelente!
Comemos e comemos até não poder mais. A melhor definição da noite foi a de José: “Este ravióli é como uma nuvem! Tão leve!”. Disse tudo: o ravióli, delicadíssimo, explodia na boca.
Para encerrar, alegres pela quantidade um tantinho excessiva de álcool e inebriados pelos pratos incríveis, pedimos dois cafés e fomos andando e rindo alto pelas ruas, até chegar em casa. Noites como essas não existem aos montes mas, quando acontecem, são realmente inesquecíveis.
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Arturito
Rua Artur de Azevedo, 542 – Pinheiros
São Paulo/SP
Fone: (11) 3063-4951
Horário de funcionamento: de segunda a sábado, a partir das 19h
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Desta vez eu não tirei foto, porque esqueci a câmera e meu celular não conseguiu se adaptar ao ambiente escuro do Arturito. Mas eu prometo que, na próxima, levo a câmera!
A foto que ilustra este post é de divulgação, e você pode ver outras no site do restaurante.
* Post originalmente publicado no Blogs Abril. Para ver os comentários antigos, clique aqui.
