Receitas, culinária e gastronomia, por Luciana Mastrorosa

Guloseima



“Bahia de todos os santos, sol e areia… 1

Posted on novembro 18, 2009 by Luciana Mastrorosa

… eá, eá, eá….”

Passei uma semana ouvindo o marido cantar esta música, com os braços levantados, no ritmo do axé. Ah, sim, ele ainda imitava perfeitamente o sotaque soteropolitano, com direito a cumprimentos por parte de baianos legítimos. Pois é.

Tudo isso porque Bito, meu amigo retirante, casou-se no dia primeiro de novembro, Dia de Todos os Santos, em Salvador. Numa manhã linda e ensolarada de domingo, em cerimônia que emocionou até a mim, que nunca fui de chorar em casamentos. Depois dos 30, não consigo mais controlar as emoções. Ai de mim…

Aproveitei o motivo nobre para, além de presenciar o casório de Bito e Vanessa, também conhecer Salvador, tão amada por eles, tão cheia de encantos. Como demorei tanto tempo para provar, in loco, a especial culinária baiana? Não sei. Cometo erros em minha vida, como todo mundo, mas este consegui reparar a tempo.

Como são muitas coisinhas para contar e mostrar, preparei três posts para o que batizei de “série Bahia”. O primeiro deles é este, que deixa na boca um gostinho de dendê, manteiga de garrafa, geleia de cacau e outras delícias que provamos por lá. Além da puríssima farinha de mandioca, alva e gomada, e da pimenta ardida que me aqueceu o paladar e o coração.

Amanhã descrevo melhor a viagem e os acepipes que provamos por lá. Afinal, este é um blog de comidas, e todo mundo quer saber o que é que o tabuleiro da baiana tem. Mas posso adiantar que Salvador não me decepcionou, e posso dizer de boca cheia, como diz todo baiano que se preze: a Bahia é linda. :)

Acarajés do Iemanjá, em Salvador

Acarajés do Iemanjá, em Salvador, com camarões secos e vatapá.

Dendês e geleia de cacau

D.endês, manteiga de garrafa e geleia de cacau.

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O título do post é uma referência aos versos da música Yá Olokum, de Márcia Millet: “Vamos salvar / o Dique de Tororó / Bahia de todos os santos / sol e areia / ea, ea, ea / perpetuar / aqueles que nos dão / a maré vazia e também a maré cheia”. Música esta que marido ficou cantando à exaustão, tamanho o seu amor pela terra de Jorge Amado. Posso dizer, pois, que saímos de lá vestidos com as cores e as armas de Jorge.

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