Receitas, culinária e gastronomia, por Luciana Mastrorosa

Guloseima



Biscoitos de lavanda (sem glúten) 6

Posted on agosto 29, 2010 by Luciana Mastrorosa

Estou ensaiando há tempos fazer esses biscoitinhos de lavanda. Comprei as flores secas e perfumadas da alfazema (como também é chamada a Lavandula angustifolia) no Mercado da Lapa, perto de onde eu trabalho. Mas só hoje, domingo ensolarado, resolvi botar a mão na massa.

Para começar, a farinha. Ainda estou restringindo um pouco o glúten na minha dieta, por isso resolvi testar uma receita usando farinha sem glúten (mistura de farinha de arroz com fécula de batata e polvilho doce). Resultado: gostei da experiência. Os biscoitos ficaram douradinhos, derretendo na boca, e a lavanda perfumou a casa toda, mas delicadamente, sem excessos.

Todo o processo de cozinhar me encanta, mas fazer biscoitos é particularmente bom quando estamos com a cabeça pensativa e o coração assustado. Mexer a massa, deixá-la na geladeira, abri-la com o rolo de macarrão, dar o molde preferido com cortadores diferentes e finalmente levá-la para assar ajudam a espairecer as ideias, a encontrar um pouco o eixo. Tente você também.

biscoitos de lavanda e chá

Biscoitos de lavanda sem glúten

300 g de farinha sem glúten
125 g de manteiga sem sal (em temperatura ambiente)
100 g de açúcar
1 ovo batido
1 colher (sopa) de flores secas de lavanda
1 colher (chá) de fermento em pó
1 pitada de sal
raspinhas de limão (se desejar)

Para fazer a farinha sem glúten, misture 3 partes de farinha de arroz para 1 parte de fécula de batata e 1/2 parte de polvilho doce. Guarde em recipiente fechado e utilize sempre que necessário, para substituir a farinha de trigo. Ao substituir a farinha de trigo por farinha sem glúten, recomendo testar a receita antes, porque elas não têm exatamente as mesmas propriedades, então pode dar diferença na receita.

Para os biscoitos: preaqueça o forno baixo, a 180 graus C. Em uma tigela grande, misture a farinha sem glúten, o açúcar, a lavanda, o fermento e o sal (e as raspinhas de limão, se desejar um sabor mais cítrico). Misture e acrescente a manteiga e o ovo. Mexa bem até formar uma massa firme, que desgrude das mãos. Se necessário, acrescente mais farinha.

Deixe a massa descansar no congelador por 10 minutos, enrolada em filme plástico. Após o descanso, abra a massa sobre uma superfície lisa, usando o rolo de macarrão. Para facilitar o processo, cubra-a com filme plástico e passe o rolo sobre ele (fica mais fácil de abrir). Corte a massa com cortadores diferentes, como círculos, estrelinhas, corações, ou o que preferir. Coloque os biscoitos cortados sobre uma assadeira forrada com papel-manteiga e leve-os para assar no forno preaquecido por 20 minutos, ou até ficarem com as bordinhas douradas.

Se sobrar massa, enrole-a novamente e repita o processo, colocando-a na geladeira se estiver muito mole. Abra, corte e forme os biscoitinhos até não sobrar mais massa. Asse-os em fornadas diferentes, se necessário.

Depois de assados, transfira os biscoitos para uma grelha, para secarem e esfriarem completamente. Guarde-os, depois de bem frios, num pote fechado.

Estes biscoitinhos de lavanda ficam perfumados e delicadamente doces. Recomendo consumi-los com chá. Eu experimentei com Earl Grey e me pareceu uma combinação perfeita.

Editando receitas 1

Posted on julho 15, 2010 by Luciana Mastrorosa

Desde que decidi trabalhar oficialmente com gastronomia, nos idos de 2006, muitas águas rolaram. Fiz freelas, escrevi textos sobre assuntos legais (e não tão legais), tirei fotos, escrevi posts, aprendi a cozinhar (e continuo aprendendo), cozinhei muito, errei, acertei, vivi.

Há um ano trabalhando como editora-assistente da revista Menu, tenho aprendido cada dia um pouquinho mais sobre o maravilhoso universo da gastronomia. Escrevi até um livro cheinho de receitas, veja só!

Tudo isso para falar justamente delas: as receitas. Adoro receitas! Justamente porque podemos sempre mudar, adaptar, melhorar, piorar, dar um toque diferente a cada uma delas. E, na revista, uma das minhas principais tarefas é justamente editar, com todo o amor do mundo, as receitinhas que recebemos dos chefs e publicamos na revista. Toooodas elas.

E posso dizer sem medo: eu adoro fazer isso. Em um ano, desenvolvi todo um método para preservar sempre a linguagem do chef e tentar deixar tudo beeeem explicadinho, nos mais ínfimos detalhes.

Claro, sempre pode passar alguma coisa errada ou desconexa, mas meu objetivo é melhorar mais e mais. E aprender, estudar, desenvolver a arte e a técnica de escrever, adaptar, editar e, claro, preparar as receitas.

Por enquanto me falta uma linda e espaçosa cozinha experimental para botar os sonhos em prática. Mas com um pouco de persistência, chego lá.

Desejem-me sorte :)

Receitinha rápida 0

Posted on julho 07, 2010 by Luciana Mastrorosa

Corro o risco de me repetir e parecer uma chata de galochas (ai, essa expressão revela a idade… hehehe), mas a verdade é que este ano está VOANDO. Mesmo. Já estamos em julho, julho! E eu não postei nem metade das coisas que gostaria de escrever por aqui.

Mas tudo bem: a correria tem sido grande, mas o esforço tem compensado.

No meio do dia de 36 horas, tenho me dedicado a pratos rápidos e saborosos, de preferência com legumes, muitos legumes, para conseguir jantar uma coisinha gostosa sem ter que apelar para o delivery (e sem ficar frustrada por não cozinhar…).

Esta receita é muito simples, mas incrivelmente boa. Leva apenas couve-flor, farinha de rosca e manteiga. Um toque de sal e pimenta, alguns minutinhos de forno bem alto e voilà: um prato gostosinho para complementar o jantar.

Couve-flor à polonaise

1 couve-flor
2 colheres (sopa) de manteiga sem sal
4 colheres (sopa) de farinha de rosca
água quanto baste
sal e pimenta-do-reino a gosto

Lave bem a couve-flor, desmembrando-a em pequenos floretes e cortando eventuais pontinhos pretos. Cozinhe a couve-flor em água fervente, com sal a gosto, por 8 minutos. Em seguida, resfrie-a em água gelada.

Acomode a couve-flor em uma tigela que possa ir ao forno e reserve. Enquanto isso, derreta a manteiga em uma frigideira antiaderente e junte a farinha. Torre por alguns minutos, em fogo médio, até a farinha ficar dourada e desprender um aroma agradável. Coloque essa farinha sobre a couve-flor e leve a tigela ao forno alto, bem quente, para gratinar por 10 minutos.

Retire do forno, tempere com sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto e sirva.

É um acompanhamento delicioso para um salmão assado, por exemplo, ou um singelo bife grelhado.

*

Em tempo: farinha de rosca boa de verdade é aquela que a gente faz em casa. Se tiver pãozinho francês sobrando, corte-o em fatias e leve ao forno alto por alguns minutos, como se fosse para fazer torradas, até ficar bem seco. Deixe esfriar e moa as torradas num moedor, processador ou liquidificador, até virar uma farinha. Fácil, fácil, e ainda aproveita os pãezinhos que sempre sobram. ;)

Curry para dias frios 2

Posted on maio 13, 2010 by Luciana Mastrorosa

Além das sopas e caldos, como esta canja de outono que postei aqui ontem, também adoro comidas picantes para dias frios.

Hoje preparei um curry de frango e pera muito rápido, ficou pronto em meia hora. Fica maravilhoso com arroz branco, especialmente depois que descobri a INCRÍVEL máquina elétrica de fazer arroz japonês! :D Ahh, eu amo a Liberdade. Mesmo.

Curry rápido de frango e pera

1 peito de frango (500 g) sem pele e sem ossos, em cubinhos
1 xícara (chá) de caldo de frango
3 dentes de alho picadinhos
1/2 cebola picada
3 cravos
1 canela em pau
2 colheres (sobremesa) de curry em pó
1 folha de louro
300 g de creme de leite fresco
1 pera portuguesa, sem casca, em cubos
1 colher (sopa) de manteiga
1 colher (sopa) de azeite de oliva
sal e pimenta-do-reino a gosto

Em uma panela média, aqueça o azeite e a manteiga. Junte a cebola e o alho e mantenha no fogo até dourar. Acrescente o frango em cubinhos e tempere com um pouco de sal e pimenta.Misture bem e frite até que o frango esteja levemente dourado.

Junte a pera, o curry, o louro, os cravos e a canela e misture. Acrescente em seguida o caldo de frango quente e mexa bem. Adicione o creme de leite e abaixe o fogo, mexendo sempre até o creme engrossar ligeiramente. Acerte o sal e a pimenta, misture bem e sirva em seguida, com arroz branco.

Se quiser, junte também fatias de manga fresca ou alguma verdura refogada, como espinafre ou escarola. Fica delicioso e esquenta que é uma beleza…

*

E para quem perdeu a minha entrevista para a rádio CBN, no sábado passado, deixo aqui o link para o áudio. Ficou muito divertido, acho que você vai gostar.

Mamãe ficou superemocionada porque eu falei dela no rádio. Adoro! ;) Beijo, mamma!

Meu livrinho vem aí 6

Posted on abril 20, 2010 by Luciana Mastrorosa
livro de Luciana Mastrorosa

Pingado e Pão na Chapa: vem aí meu primeiro livro

Adoro contar histórias, isso não é novidade: não foi à toa que virei jornalista. Se as histórias forem sobre comida, então… Daí eu me divirto mesmo!

Hoje recebi da minha editora a foto da capa do meu primeiro livro de histórias e receitas. Que delícia! Mal posso esperar para tê-lo, quentinho, nas mãos, com cheirinho de papel novo.

Em breve, mais detalhes e o convite para o lançamento! :D

Agora só falta um layout novo e lindo para este meu blog querido. E mais atualizações, claro ;)

Potage parmentier para melhorar o humor 0

Posted on fevereiro 05, 2010 by Luciana Mastrorosa
Potage parmentier: batatas e alho-poró formam a base desta sopa

Potage parmentier: batatas e alho-poró formam a base desta sopa

Quando a gente fica doente, perde a fome. Isso também vale para os males de amor: infelicidade conjugal é falta de apetite na certa. Por isso, quando os aromas da panela fumegante começam a ser novamente atraentes, fazendo a boca salivar e os olhos brilharem um pouco mais, é sinal de que as coisas estão indo melhor.

Este começo de ano me deixou assim, meio sem ânimo, de péssimo humor, ouvindo a voz triste de Cat Power cantar suas músicas. Para completar, o verão mais chuvoso em sei lá quantos anos manda tempestades há mais de 40 dias – seguidos – aqui para São Paulo. E dá-lhe céu escuro, enchentes, árvores caídas e trânsito impraticável…

Para uma dessas tardes de chuvas e trovoadas, em que a recuperação se faz necessária para atingir a “mente sã em corpo são”, recomendo uma boa sopa, no melhor estilo mamma italiana. Sim, está calor, mas quem liga? Sopa é um dos melhores remédios já inventados pela humanidade para curar males diversos. Especialmente os da alma, pode acreditar.

Minha opção desta vez foi por uma versão à minha moda da famosa potage parmentier, uma sopa preparada com batatas e alhos-porós fatiados. Manteiga, cebola, azeite de oliva, pimenta e louro completam o caldo.

O mágico desta sopa é que ela pode ser servida quente e pedaçuda, ou batida e fria, com creme de leite fresco para enriquecer.

Eu prefiro assim, pura e quente, em pedacinhos delicadadamente dourados de manteiga e azeite, prontos para serem engolidos sem grandes dificuldades:

Potage parmentier à minha moda

4 batatas médias sem casca, em cubinhos
2 alhos-porós grandes, bem limpos, finamente fatiados
1 cebola média picadinha
1,5 litro de caldo de frango
1 folha de louro
2 colheres (sopa) de manteiga
2 colheres (sopa) de azeite extravirgem
sal e pimenta-do-reino moída na hora, a gosto

Aqueça a manteiga e o azeite numa panela grande, em fogo médio, e sue a cebola até murchar levemente. Acrescente o alho-poró fatiado, coloque uma pitada de sal, mexa e mantenha no fogo até murchar. Acrescente as batatas, a folha de louro e tempere com mais uma pitada de sal e pimenta. Junte o caldo de frango quente e misture. Quando ferver, abaixe bem o fogo, tampe a panela e deixe cozinhar por cerca de 30 minutos, ou até que as batatas estejam macias. Verifique o sal, mas cuidado para não salgar demais. Como diria Dona Canô, “o sal é um dom”.

Para servir, retire a folha de louro e coloque a sopa em tigelas individuais. Finalize com mais azeite e pimenta e sirva com tiras de pão torrado.

Para uma versão gelada, deixe a sopa esfriar e acrescente 1 xícara (chá) de creme de leite fresco. Bata no liquidificador e mantenha na geladeira até a hora de servir. Sirva com croûtons ou folhinhas de ervas frescas.

*

Cat Power – Troubled Waters

Bem-vindos à casa nova! :D 10

Posted on março 16, 2009 by Luciana Mastrorosa

Olá, amigos. Como eu disse no meu post de despedida do Blogs Abril, inauguro aqui os trabalhos na casa nova, a casa própria, o Guloseima.net.

Antes, um pouco de mim, para os que não conhecem: eu gosto de cozinhar, de viajar, de ler e de escrever sobre comida. Adoro meus amigos, amo animais e, por mim, a vida seria sempre uma festa!

Por que tenho um blog de comida? Porque amo cozinhar e receber bem. Sou jornalista, mas talvez devesse ter escolhido a profissão de chef de cozinha. Por via das dúvidas, fiz um curso de cozinha ano passado, na tradicional Escola Wilma Kovesi, em São Paulo, onde comecei a aprender um pouquinho das artimanhas da cozinha profissional. Porque para comer bem, você sabe, eu comecei o treinamento faz tempo! :D

Além de tudo, sou apaixonada pela França, por Paris, em especial. Poderia passar a minha vida lá, comendo baguettes no café da manhã, e pains au chocolat no lanche da tarde. E jantando em lugares modestos, mas deliciosos. Enquanto isso não acontece, me ocupo de estudar francês e treinar na minha cozinha pequenina as jóias da culinária francesa, como um maravilhoso Tournedo Rossini, à minha moda. ;)

Por isso escolhi uma receita doce, de personalidade forte, para inaugurar esta minha casa nova: Fondant au chocolat!

É um bolo de chocolate molinho, quase um petit gateau como o conhecemos, mas gigante. Uma fôrma inteirinha de petit gateau! :D

E fica pronto rapidamente, antes do que você possa imaginar. Por isso, fique à vontade, sente aqui na sala e aproveite a tarde tomando um cafezinho e comendo uma fatia do meu bolo molinho de chocolate à moda francesa. E seja bem-vindo à minha casa! :)

Fondant au chocolat

Fondant au chocolat

- 200 g de chocolate meio-amargo (de preferência, 60% cacau)

- 8 quadrados do mesmo chocolate

- 220 g de manteiga (NÃO pode ser margarina)

- 160 g de açúcar

- 120 g de farinha de trigo

- 4 ovos

Pré-aqueça o forno a 220 graus C. Enquanto isso, em banho-maria, derreta o chocolate cuidadosamente, e, quando estiver molinho, acrescente a manteiga e mexa bem até tudo virar um líquido marrom e brilhante.

Assim que estiver tudo derretido, tire do fogo, reserve e deixe esfriar. Enquanto isso, bata os ovos inteiros com o açúcar e vá acrescentando a farinha aos poucos, mexendo bem. Quando o chocolate estiver frio, acrescente à massa misturando com delicadeza.

Leve a mistura a uma forma alta, revestida com teflon, sem untar. Despeje metade da massa, distribua uniformemente os quadradinhos de chocolate, e cubra com o restante da massa. Leve para assar por 15 minutos e, ao tirar do forno, deixe mais 15 minutos descansando, antes de desenformar.

Sirva quente, com uma bola de sorvete de creme ou morango (o melhor que encontrar!) ou frio, acompanhado de frutas frescas (berries, preferencialmente).

O vinho que acompanha esta sobremesa maravilhosa é um Porto tinto, ou um Banyuls, francês, bien sûr. ;)

Esta receita adorável eu consegui na minha escola de francês. Porque aprender outra língua vai muito, muito além de decorar verbos da terceira conjugação.

Sopa de feijão branco, para um quase outono 2

Posted on março 13, 2009 by Luciana Mastrorosa

De repente, a tarde ficou cinza e começou a chover, do nada. Depois daquele calorão todo, é até bem agradável passar a tarde em casa, pesquisando, com a chuvinha caindo. É, o outono está chegando mesmo, embora eu nem acreditasse que ele viria este ano! :P

Mas na verdade passei por aqui para dizer que estou planejando muitas mudanças para o Guloseima, coisa boa, semana que vem conto mais, prometo explicar tudinho. Acho que vocês vão gostar! :D

Enquanto isso, deixo com vocês uma sopinha mais quente, boa para os momentos em que a gente só precisa mesmo é de uma comidinha que conforte:

Sopa de feijão branco

Sopinha

- 2 xícaras de feijão branco
- 1 litro e 1/2 de caldo de frango, legumes ou carne (ou água, se preferir)
- 1 linguiça portuguesa, seca e defumada
- 1 cebola pequena
- 3 dentes de alho
- cebolinha picada e ramos de tomilho
- azeite, sal e pimenta-do-reino, moída na hora

Deixe o feijão de molho, de um dia para o outro. No dia seguinte, escorra a água e lave o feijão. Leve para cozinhar em uma panela grande, coberto com o caldo, até amolecer. Enquanto isso, frite as linguiças em rodelas e escorra o óleo. Reserve as linguiças.

Numa frigideira, frite a cebola picadinha em um pouco de azeite, polvilhe sal, e adicione o alho picadinho também. Quando estiverem dourados, acrescente as linguiças, a cebolinha picada, o tomilho, e duas conchas do feijão cozido, com caldo. Refogue até o feijão amolecer.

Feito isso, coloque esse tempero na panela do feijão, acerte o sal e deixe a sopa apurar, para tomar gosto e o feijão ficar ainda mais molinho.

Quando estiver no ponto desejado, sirva bem quentinha, acompanhada de croutons ou fatias de pão fresquinhas.

Bolinhos de siri para começar a semana 0

Posted on março 10, 2009 by Luciana Mastrorosa

Comecei a semana preparando bolinhos de siri. São simples, bolinhos de massa mole, daqueles com cara de infância. Minha avó fazia bolinhos com essa massa usando recheios como camarão ou miolo (de boi). Eu já fiz uma versão com atum em lata, ficaram gostosos também.

Mas a carne de siri é mais adocicada e leve, então pede algum temperinho a mais, como um pouco de pimenta picadinha. Eu fiz assim:

Bolinhos de siri à minha moda

- 5 colheres de sopa de farinha
- 1/2 copo de leite
- 2 ovos inteiros
- 300g de carne de siri, já limpa
- 1/2 cebola picadinha
- 1 colher (sobremesa) de manteiga
- 1/2 pimenta dedo-de-moça sem sementes, picadinha
- 1 fio de molho shoyu
- sal e pimenta-do-reino a gosto
- gotas de Tabasco

Frite levemente a cebola na manteiga e deixe esfriar. Enquanto isso, prepare a massa: bata os ovos e misture a farinha, o leite, a carne de siri e os temperos. Se a massa estiver muito mole, acrescente mais farinha. É importante que a massa fique mole, mas não aguada.

Quando a cebola estiver fria, acrescente à massa e mexa bem. Se gostar, pode acrescentar algumas ervinhas picadas, como cebolinha. Misture tudo e frite em óleo bem quente. Prove o sal do primeiro bolinho e, se estiver sem graça, coloque um pouco mais de sal na massa e mexa bem. Coloque os bolinhos com cuidado num prato com papel-toalha, para absorver bem a gordura.

Acompanha bem uma salada verde e também uma cerveja gelada… Gotas de Tabasco trazem mais alegria aos bolinhos, assim como um pouco de limão espremido. É booom! :D

* Post originalmente publicado no Blogs Abril. Para ler os comentários antigos, clique aqui.

Tomilho, o rei das ervas 5

Posted on março 06, 2009 by Luciana Mastrorosa

Acontece com todo mundo que cozinha: de vez em quando a gente “descobre” algo que nunca tinha usado antes. Pode ser simples para todo o universo mas, para nós, a coisa só acontece quando a gente olha para aquele ingrediente com uma curiosidade nova, e se apaixona, inevitavelmente, por ele.

Aconteceu comigo quando conheci o tomilho, uma erva pequenina que faz uma diferença absurda na finalização ou composição dos pratos. Já tinha ouvido falar em tomilho, mas sempre ignorava aquele macinho de folhas grudadinhas quando via a barraca de ervas frescas na feira. Nunca tinha nem me dado ao trabalho de comprar um potinho de tomilho seco. Até então, dentre as ervas, as minhas favoritas ainda eram o orégano (seco) e o maravilhoso manjericão (fresco) – vale mencionar que ainda adoro os dois, por sinal!

Até que comecei a fazer o curso de chef, em fevereiro do ano passado, onde conheci e provei o tomilho. Resultado: minha paixão de 2008 virou pleno amor em 2009, e acho que vamos ter um casamento duradouro – e feliz! :D

Tomilho
O tomilho que cresce na minha jardineira, sobrevivendo na pequenina área de serviço

Na feira, descobri que há o tomilho e o tomilho-limão, ambos deliciosos. O primeiro tem um aroma que lembra o do orégano e o segundo, claro, tem um aroma puxado para o cítrico. Gosto dos dois, e ainda estou fazendo testes para saber quais as diferenças nos pratos.

Na Wikipedia, descobri que o nome em latim para o tomilho é Thymus vulgaris, e que seu óleo essencial tem “apreciável poder antisséptico, muito utilizado contra as afecções pulmonares e como estimulante digestivo”.

No curso de chef, aprendi que o tomilho é amplamente utilizado na culinária francesa, sendo um dos componentes clássicos do bouquet garni, aquele saquinho com algumas ervas que usamos para aromatizar caldos, fundos e molhos, por exemplo.

E, na vida, aprendi finalmente que o tomilho é uma das poucas ervas que conseguiram se adaptar à minha pequenina área de serviço, bem junto da cozinha, onde cresce numa jardineira ao lado da cebolinha (que plantei esta semana e que ainda não sei se pegou direitinho). Minha mãe, adorável, foi quem me deu o vasinho com o tomilho. Também tentamos plantar a sálvia, mas a sálvia é mais temperamental e infelizmente não se adaptou. :( Alguma dica para cuidar de sálvia e manjericão em apartamento?

Para finalizar minha devoção ao tomilho, uma receitinha básica em que você pode começar a apreciar o sabor delicado desta erva que, além de linda, tem personalidade e faz bem à saúde:

Batatas-bolinha sauté com tomilho fresco

Batatas-saute
Se você reparar, ao fundo da foto tem também flor de sal aromatizada com… tomilho! :D

- 10 batatas-bolinha, cozidas com casca e secas
- 1 colher (sopa) de manteiga
- 1 colher (sopa) de azeite
- sal grosso moído na hora
- pimenta-do-reino moída na hora
- ramos de tomilho fresco (só as folhinhas)

Corte as batatas ao meio, mantendo a casca, assim que as batatas estiverem frias. Aqueça a manteiga e o azeite numa frigideira, sem deixar queimar, e coloque as batatas, uma a uma, com a casca voltada para cima. Deixe fritar, mexendo de vez em quando a frigideira, até que as batatas comecem a ficar crocantes.

Nesse momento, vire as batatinhas para a casca dourar um pouquinho também. Assim que estiverem fritas, coloque-as num prato com uma folha de papel-toalha, para retirar um eventual excesso de óleo, e tempere com sal e pimenta.

Finalize com as folhas frescas de tomilho, e sirva! Ficam ótimas para acompanhar carnes em geral e, no caso dos vegetarianos, boas saladas de verão. É só fazer uma “cama” de salada e finalizar com as batatas ainda mornas por cima. Fica delícia! :)

Tem alguma dica ou receita fantástica usando tomilho? Deixe um comentário ali embaixo ou mande um e-mail para o Guloseima!

* Post originalmente publicado no Blogs Abril. Para ler os comentários antigos, clique aqui.



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