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	<title>Guloseima &#187; Sal Gastronomia</title>
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	<description>Receitas, culinária e gastronomia, por Luciana Mastrorosa</description>
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		<title>Call me Ishmael*</title>
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		<pubDate>Fri, 01 May 2009 17:14:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciana Mastrorosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[guloseima indica]]></category>
		<category><![CDATA[memória]]></category>
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		<category><![CDATA[Sal Gastronomia]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta semana, em mais uma comemoração do mês de abril, fomos jantar no Sal Gastronomia, do chef Henrique Fogaça, em Higienópolis. Estava curiosa a respeito de sua comida, li muitas resenhas favoráveis e queria experimentar. Chegamos à Galeria Vermelho, onde fica o restaurante, por volta das 22h30. Não gosto de chegar tarde a restaurantes que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta semana, em mais uma comemoração do mês de abril, fomos jantar no <a href="http://www.salgastronomia.com.br/" target="_blank">Sal Gastronomia</a>, do chef Henrique Fogaça, em Higienópolis.</p>
<p>Estava curiosa a respeito de sua comida, li muitas resenhas favoráveis e queria experimentar. Chegamos à Galeria Vermelho, onde fica o restaurante, por volta das 22h30.</p>
<p>Não gosto de chegar tarde a restaurantes que fecham por volta de meia-noite, porque me sinto mal de ver que, não raro, somos os últimos clientes do lugar. Mas o atendimento foi cordial do princípio ao fim, então relaxei e curti o jantar, apesar da minha neurose com horários.</p>
<p>Para começar, o couvert estava bom. Pães crocantes (mas que me pareceram longe de estar fresquíssimos) acompanhados por quatro cumbuquinhas com <strong>manteiga de mel e limão</strong> (a melhor de todas), <strong>sardela de pimentão</strong> (suave), <strong>frango desfiado em um molho com bastante azeite e temperos</strong> (muito bom) e<strong> cebola agridoce</strong> (não gosto de cebola&#8230;).</p>
<div id="attachment_739" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-739" title="Couvert do restaurante Sal Gastronomia. Foto: Luciana Mastrorosa" src="http://www.guloseima.net/wp-content/uploads/2009/05/sal-couvert.jpg" alt="Couvert do restaurante Sal Gastronomia. Foto: Luciana Mastrorosa" width="500" height="399" /><p class="wp-caption-text">Couvert do restaurante Sal Gastronomia. Foto: Luciana Mastrorosa</p></div>
<p>De entrada,pedimos a <strong>bruschetta de polvo com vinagrete de hortelã</strong>. Vieram duas unidades, grandes, preparadas com fatias grossas de pão italiano. O recheio de polvo cheirava muito bem, e ficamos com água na boca. Além do polvo, macio, desmanchando na boca, o recheio levava alguns legumes e muitas ervas, como hortelã e salsa. Tudo regado com azeite. Gostei muito!</p>
<div id="attachment_740" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-740" title="Bruchetta de polvo, de entrada. Foto: Luciana Mastrorosa" src="http://www.guloseima.net/wp-content/uploads/2009/05/sal-bruschetta-polco.jpg" alt="Bruchetta de polvo, de entrada. Foto: Luciana Mastrorosa" width="500" height="397" /><p class="wp-caption-text">Bruchetta de polvo, de entrada. Foto: Luciana Mastrorosa</p></div>
<p>Como prato principal, pedi o <strong>magret de pato ao vinho do Porto</strong>, acompanhado de purê de mandioquinha, banana-ouro e cebolinha ao caramelo de capim-santo. Para ele, o prato foi <strong>cupim na manteiga de garrafa</strong> com farofa de banana e mandioca cozida.</p>
<p>Os pratos estavam bons, mas achei que faltava um algo mais. A carne do magret, por exemplo, estava no ponto, suculenta, mas a pele &#8211; que deveria ser crocante &#8211; estava mole. Bem mole. Eu esperava mais de um peito de pato, especialmente depois das aulas que tive na <a href="http://www.wkcozinha.com.br" target="_blank">Wilma Kovesi</a>, e dos maravilhosos magrets que preparamos no curso.</p>
<div id="attachment_741" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-741" title="Magret com com purê de mandioquinha" src="http://www.guloseima.net/wp-content/uploads/2009/05/sal-magret.jpg" alt="Magret com com purê de mandioquinha e molho de vinho. Foto: Luciana Mastrorosa" width="500" height="359" /><p class="wp-caption-text">Magret com com purê de mandioquinha e molho de vinho. Foto: Luciana Mastrorosa</p></div>
<p>O purê de mandioquinha estava um tanto pesado demais, gorduroso. A banana-ouro era uma banana-ouro, ou seja, sem mais surpresas. Por incrível que pareça, o que me impressionou foi a cebola (e eu não gosto de cebola!): veio inteira, pequenina, roxa, completamente caramelada. Comi um pedaço e achei interessante, mas confesso que não senti gosto do capim-santo no caramelo.</p>
<p>O cupim, que também provei, estava bom, mas também não tinha um &#8220;algo mais&#8221; que eu esperava. A farofa, porém, estava deliciosa, crocante, bem temperada, excelente. A mandioca também estava ok, sem nenhum atrativo a mais.</p>
<div id="attachment_742" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-742" title="Cupim na manteiga de garrafa, com farofa e mandioca" src="http://www.guloseima.net/wp-content/uploads/2009/05/sal-cupim.jpg" alt="Cupim na manteiga de garrafa, com farofa e mandioca. A farofa estava excelente. Foto: Luciana Mastrorosa" width="500" height="368" /><p class="wp-caption-text">Cupim na manteiga de garrafa, com farofa e mandioca. Foto: Luciana Mastrorosa</p></div>
<p>Acompanhamos o jantar com um vinho Carmen Merlot, em meia garrafa. E, para finalizar&#8230; <strong>Eu, Capitão Ahab, encontrei minha Moby Dick no cardápio: pannacotta!</strong></p>
<p>Ao ver minha excitação diante da pannacotta, uma das minhas obsessões culinárias, meu marido balbuciou: &#8220;Call me Ishmael&#8221;. Hehe. Engraçadinho! Imediatamente, nasceu a ideia de batizar este post em homenagem à Moby Dick, branca como minha querida sobremesa.</p>
<div id="attachment_743" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-743" title="Pannacotta com calda de framboesa" src="http://www.guloseima.net/wp-content/uploads/2009/05/sal-pannacotta.jpg" alt="A pannacotta com calda de framboesa estava excelente. Foto: Luciana Mastrorosa" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Pannacotta com calda de framboesa ou, segundo meu marido, minha &quot;Moby Dick&quot; particular. Pois é. Foto: Luciana Mastrorosa</p></div>
<p>Em resumo: a <strong>pannacotta</strong> estava excelente, acompanhada de uma calda de framboesa muito boa, com acidez que contrastava bem com a cremosidade branca da pannacotta. Fiquei feliz, enfim. E quebrando a cabeça, claro, para entender o segredo desta sobremesa que é tão simples e tão matreira, cheia de segredinhos para ficar perfeita. E a pannacotta do Sal estava perfeita.</p>
<p>Trate-me por Ishmael.</p>
<p>***</p>
<p><a href="http://www.salgastronomia.com.br/" target="_blank">Sal Gastronomia</a></p>
<p>Rua Minas Gerais, 350 &#8211; Higienópolis &#8211; São Paulo/SP</p>
<p>Fone: (11) 3151-3085</p>
<p>***</p>
<p><em>* O título deste blog faz referência à primeira frase do livro <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Moby_Dick" target="_blank">&#8220;Moby Dick&#8221;</a>, de Herman Melville, que conta a história de ódio (e amor) do velho Capitão Ahab pela baleia branca Moby Dick. Melville começou a contar sua intrincada saga com a frase mais simples do mundo: &#8220;Call me Ishmael&#8221; ou, em bom português, &#8220;Trate-me por Ishmael&#8221;. Virou uma das frases de abertura de livro mais famosas da literatura. Gênio.</em></p>
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