Receitas, culinária e gastronomia, por Luciana Mastrorosa

Guloseima



Receitinha rápida 0

Posted on julho 07, 2010 by Luciana Mastrorosa

Corro o risco de me repetir e parecer uma chata de galochas (ai, essa expressão revela a idade… hehehe), mas a verdade é que este ano está VOANDO. Mesmo. Já estamos em julho, julho! E eu não postei nem metade das coisas que gostaria de escrever por aqui.

Mas tudo bem: a correria tem sido grande, mas o esforço tem compensado.

No meio do dia de 36 horas, tenho me dedicado a pratos rápidos e saborosos, de preferência com legumes, muitos legumes, para conseguir jantar uma coisinha gostosa sem ter que apelar para o delivery (e sem ficar frustrada por não cozinhar…).

Esta receita é muito simples, mas incrivelmente boa. Leva apenas couve-flor, farinha de rosca e manteiga. Um toque de sal e pimenta, alguns minutinhos de forno bem alto e voilà: um prato gostosinho para complementar o jantar.

Couve-flor à polonaise

1 couve-flor
2 colheres (sopa) de manteiga sem sal
4 colheres (sopa) de farinha de rosca
água quanto baste
sal e pimenta-do-reino a gosto

Lave bem a couve-flor, desmembrando-a em pequenos floretes e cortando eventuais pontinhos pretos. Cozinhe a couve-flor em água fervente, com sal a gosto, por 8 minutos. Em seguida, resfrie-a em água gelada.

Acomode a couve-flor em uma tigela que possa ir ao forno e reserve. Enquanto isso, derreta a manteiga em uma frigideira antiaderente e junte a farinha. Torre por alguns minutos, em fogo médio, até a farinha ficar dourada e desprender um aroma agradável. Coloque essa farinha sobre a couve-flor e leve a tigela ao forno alto, bem quente, para gratinar por 10 minutos.

Retire do forno, tempere com sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto e sirva.

É um acompanhamento delicioso para um salmão assado, por exemplo, ou um singelo bife grelhado.

*

Em tempo: farinha de rosca boa de verdade é aquela que a gente faz em casa. Se tiver pãozinho francês sobrando, corte-o em fatias e leve ao forno alto por alguns minutos, como se fosse para fazer torradas, até ficar bem seco. Deixe esfriar e moa as torradas num moedor, processador ou liquidificador, até virar uma farinha. Fácil, fácil, e ainda aproveita os pãezinhos que sempre sobram. ;)

Sopa de feijão branco, para um quase outono 2

Posted on março 13, 2009 by Luciana Mastrorosa

De repente, a tarde ficou cinza e começou a chover, do nada. Depois daquele calorão todo, é até bem agradável passar a tarde em casa, pesquisando, com a chuvinha caindo. É, o outono está chegando mesmo, embora eu nem acreditasse que ele viria este ano! :P

Mas na verdade passei por aqui para dizer que estou planejando muitas mudanças para o Guloseima, coisa boa, semana que vem conto mais, prometo explicar tudinho. Acho que vocês vão gostar! :D

Enquanto isso, deixo com vocês uma sopinha mais quente, boa para os momentos em que a gente só precisa mesmo é de uma comidinha que conforte:

Sopa de feijão branco

Sopinha

- 2 xícaras de feijão branco
- 1 litro e 1/2 de caldo de frango, legumes ou carne (ou água, se preferir)
- 1 linguiça portuguesa, seca e defumada
- 1 cebola pequena
- 3 dentes de alho
- cebolinha picada e ramos de tomilho
- azeite, sal e pimenta-do-reino, moída na hora

Deixe o feijão de molho, de um dia para o outro. No dia seguinte, escorra a água e lave o feijão. Leve para cozinhar em uma panela grande, coberto com o caldo, até amolecer. Enquanto isso, frite as linguiças em rodelas e escorra o óleo. Reserve as linguiças.

Numa frigideira, frite a cebola picadinha em um pouco de azeite, polvilhe sal, e adicione o alho picadinho também. Quando estiverem dourados, acrescente as linguiças, a cebolinha picada, o tomilho, e duas conchas do feijão cozido, com caldo. Refogue até o feijão amolecer.

Feito isso, coloque esse tempero na panela do feijão, acerte o sal e deixe a sopa apurar, para tomar gosto e o feijão ficar ainda mais molinho.

Quando estiver no ponto desejado, sirva bem quentinha, acompanhada de croutons ou fatias de pão fresquinhas.

Bolinhos de siri para começar a semana 0

Posted on março 10, 2009 by Luciana Mastrorosa

Comecei a semana preparando bolinhos de siri. São simples, bolinhos de massa mole, daqueles com cara de infância. Minha avó fazia bolinhos com essa massa usando recheios como camarão ou miolo (de boi). Eu já fiz uma versão com atum em lata, ficaram gostosos também.

Mas a carne de siri é mais adocicada e leve, então pede algum temperinho a mais, como um pouco de pimenta picadinha. Eu fiz assim:

Bolinhos de siri à minha moda

- 5 colheres de sopa de farinha
- 1/2 copo de leite
- 2 ovos inteiros
- 300g de carne de siri, já limpa
- 1/2 cebola picadinha
- 1 colher (sobremesa) de manteiga
- 1/2 pimenta dedo-de-moça sem sementes, picadinha
- 1 fio de molho shoyu
- sal e pimenta-do-reino a gosto
- gotas de Tabasco

Frite levemente a cebola na manteiga e deixe esfriar. Enquanto isso, prepare a massa: bata os ovos e misture a farinha, o leite, a carne de siri e os temperos. Se a massa estiver muito mole, acrescente mais farinha. É importante que a massa fique mole, mas não aguada.

Quando a cebola estiver fria, acrescente à massa e mexa bem. Se gostar, pode acrescentar algumas ervinhas picadas, como cebolinha. Misture tudo e frite em óleo bem quente. Prove o sal do primeiro bolinho e, se estiver sem graça, coloque um pouco mais de sal na massa e mexa bem. Coloque os bolinhos com cuidado num prato com papel-toalha, para absorver bem a gordura.

Acompanha bem uma salada verde e também uma cerveja gelada… Gotas de Tabasco trazem mais alegria aos bolinhos, assim como um pouco de limão espremido. É booom! :D

* Post originalmente publicado no Blogs Abril. Para ler os comentários antigos, clique aqui.

Tomilho, o rei das ervas 5

Posted on março 06, 2009 by Luciana Mastrorosa

Acontece com todo mundo que cozinha: de vez em quando a gente “descobre” algo que nunca tinha usado antes. Pode ser simples para todo o universo mas, para nós, a coisa só acontece quando a gente olha para aquele ingrediente com uma curiosidade nova, e se apaixona, inevitavelmente, por ele.

Aconteceu comigo quando conheci o tomilho, uma erva pequenina que faz uma diferença absurda na finalização ou composição dos pratos. Já tinha ouvido falar em tomilho, mas sempre ignorava aquele macinho de folhas grudadinhas quando via a barraca de ervas frescas na feira. Nunca tinha nem me dado ao trabalho de comprar um potinho de tomilho seco. Até então, dentre as ervas, as minhas favoritas ainda eram o orégano (seco) e o maravilhoso manjericão (fresco) – vale mencionar que ainda adoro os dois, por sinal!

Até que comecei a fazer o curso de chef, em fevereiro do ano passado, onde conheci e provei o tomilho. Resultado: minha paixão de 2008 virou pleno amor em 2009, e acho que vamos ter um casamento duradouro – e feliz! :D

Tomilho
O tomilho que cresce na minha jardineira, sobrevivendo na pequenina área de serviço

Na feira, descobri que há o tomilho e o tomilho-limão, ambos deliciosos. O primeiro tem um aroma que lembra o do orégano e o segundo, claro, tem um aroma puxado para o cítrico. Gosto dos dois, e ainda estou fazendo testes para saber quais as diferenças nos pratos.

Na Wikipedia, descobri que o nome em latim para o tomilho é Thymus vulgaris, e que seu óleo essencial tem “apreciável poder antisséptico, muito utilizado contra as afecções pulmonares e como estimulante digestivo”.

No curso de chef, aprendi que o tomilho é amplamente utilizado na culinária francesa, sendo um dos componentes clássicos do bouquet garni, aquele saquinho com algumas ervas que usamos para aromatizar caldos, fundos e molhos, por exemplo.

E, na vida, aprendi finalmente que o tomilho é uma das poucas ervas que conseguiram se adaptar à minha pequenina área de serviço, bem junto da cozinha, onde cresce numa jardineira ao lado da cebolinha (que plantei esta semana e que ainda não sei se pegou direitinho). Minha mãe, adorável, foi quem me deu o vasinho com o tomilho. Também tentamos plantar a sálvia, mas a sálvia é mais temperamental e infelizmente não se adaptou. :( Alguma dica para cuidar de sálvia e manjericão em apartamento?

Para finalizar minha devoção ao tomilho, uma receitinha básica em que você pode começar a apreciar o sabor delicado desta erva que, além de linda, tem personalidade e faz bem à saúde:

Batatas-bolinha sauté com tomilho fresco

Batatas-saute
Se você reparar, ao fundo da foto tem também flor de sal aromatizada com… tomilho! :D

- 10 batatas-bolinha, cozidas com casca e secas
- 1 colher (sopa) de manteiga
- 1 colher (sopa) de azeite
- sal grosso moído na hora
- pimenta-do-reino moída na hora
- ramos de tomilho fresco (só as folhinhas)

Corte as batatas ao meio, mantendo a casca, assim que as batatas estiverem frias. Aqueça a manteiga e o azeite numa frigideira, sem deixar queimar, e coloque as batatas, uma a uma, com a casca voltada para cima. Deixe fritar, mexendo de vez em quando a frigideira, até que as batatas comecem a ficar crocantes.

Nesse momento, vire as batatinhas para a casca dourar um pouquinho também. Assim que estiverem fritas, coloque-as num prato com uma folha de papel-toalha, para retirar um eventual excesso de óleo, e tempere com sal e pimenta.

Finalize com as folhas frescas de tomilho, e sirva! Ficam ótimas para acompanhar carnes em geral e, no caso dos vegetarianos, boas saladas de verão. É só fazer uma “cama” de salada e finalizar com as batatas ainda mornas por cima. Fica delícia! :)

Tem alguma dica ou receita fantástica usando tomilho? Deixe um comentário ali embaixo ou mande um e-mail para o Guloseima!

* Post originalmente publicado no Blogs Abril. Para ler os comentários antigos, clique aqui.

O que comer no verão? 0

Posted on março 03, 2009 by Luciana Mastrorosa
Anchova assada, coberta com molho pesto feito em casa

Anchova assada, coberta com molho pesto feito em casa

Tempo quente, calor recorde em São Paulo, e não tem nem aquela brisa marinha boa para refrescar… Ai, ai, ai, que saudade do mar!

Conforto-me com peixe. Assado, com um mínimo de azeite, sal, pimenta e tomilho, aplaca a fome e não deixa o corpo suando e suando como se fosse desidratar em minutos.

Ando testando métodos para me aperfeiçoar em pratos rápidos, saborosos e mais leves porque, como disse anteriormente, o curso de chef engrossou minha cintura. ;)

Se você também está nessa, experimente esta receita de peixe de verão, aposto que vai gostar!

Peixinho de verão ao pesto

- 2 filés de anchova frescos
- azeite
- sal
- pimenta-do-reino
- raminhos de tomilho fresco

O preparo não poderia ser mais simples: tempere os filés de peixe minutos antes de levar ao forno com um fio de azeite, sal, pimenta e tomilho.

Unte de leve uma assadeira pequena com um fio de azeite, espalhe bem e acomode os filés de peixe com a pele virada para baixo. Leve para assar, descobertos, em forno alto por 20 minutos. E pronto!

Para acompanhar, prepare uma salada fresca e crocante com alface americana, cenoura crua em tiras (use o descascador de legumes) e tomates bem vermelhos e suculentos. Tempere com um vinagrete simples, ou como preferir.

Como eu precisava de um pouquinho de carboidrato, cozinhei algumas batatas-bolinha e finalizei na frigideira, com um pouquinho (mínimo) de manteiga e sal.

Leve, prático, saudável e fica pronto rapidamente! Essa receita dá para duas pessoas não muito famintas, em dias de extremo calor.

E se você quiser dar um toque mais fino ao seu prato, uma colherada de molho pesto (feito em casa, se possível) é o acabamento perfeito. E faz você se sentir mais perto do Mediterrâneo…

Camarão com jeito de praia 0

Posted on fevereiro 13, 2009 by Luciana Mastrorosa

Quer um prato chique e simples para um almoço de sábado especial? Vá de camarão! Sábado é dia de feira perto de casa, e é sempre o dia em que eu procuro peixe e frutos do mar fresquinhos para o almoço. Não confio em pescados de supermercado, não tem jeito…

Se você tiver camarões fresquíssimos em mãos, pode prepará-los de maneira muito prática e rápida, com alguns temperos, ervas, azeite e vinho branco. E nada mais!

Fica bom para comer com arroz branquinho, com pão fresquíssimo ou puro, como petisco. Quer aprender?

Camarão com jeito de praia

Camaroes-ao-vinho

500 g de camarão médio, limpo
1 cebola pequena picadinha
3 dentes de alho picadinhos
1 colher (sopa) de manteiga
1 colher (sopa) de azeite
1 xícara de vinho branco seco
ramos de tomilho fresco
sal e pimenta a gosto

Faça assim: primeiro, limpe os camarões (tire as cascas, cabeças e tripinhas, com um palito de dente) e lave bem. Reserve. Numa frigideira grande, aqueça a manteiga e o azeite e frite a cebola e o alho, até dourar. Junte o vinho branco e deixe cozinhar um pouco, até perder o cheiro excessivo de álcool.

Acrescente os camarões e cozinhe levemente, temperando com sal, pimenta e tomilho, por poucos minutos, até o camarão ficar macio. Ele não precisa dourar, apenas cozinhar e ficar rosado. O objetivo é ter um camarão suculento, com um delicioso molhinho de vinho e temperos no final.

Sirva quente, imediatamente, com arroz branco ou fatias grossas de pão fresco. Acompanha muitíssimo bem um vinho branco gelado, do tipo Chardonnay, Sauvignon Blanc ou outro de sua preferência. E acompanha melhor ainda uma conversa deliciosa com o seu amor, ou uma turma de amigos queridos. Quem precisa de mais alguma coisa para ser feliz?

* Post publicado originalmente no Blogs Abril. Para ver os comentários antigos, clique aqui.

Barreado meu 0

Posted on fevereiro 12, 2009 by Luciana Mastrorosa

Quando começamos a nos apaixonar de novo (ainda que seja pela mesma pessoa, ou pela vida), carregamos a mão nos temperos. Será uma verdade universal ou só acontece comigo?

É assim: depois de uma fase ruim, começo, pouco a pouco, a enxergar a vida, e todas as coisas que a ela pertence, com outras cores. Tudo parece mais perfumado, mais doce, mais exageradamente bom: o cominho em pó, a canela, o açúcar escuro, as folhas de coentro, verdes e frescas. Pico a cebola, corto ao meio os dentes de alho, lavo bem e seco dois ramos gordos de coentro. E dá-lhe cortar a linda pimenta vermelha, dedo-de-moça, comprida, tirar as sementes ardidas, picar. Arrumo tudo na panela, em camadas, a carne, o toucinho, a cebola, tomates picados, o alho, o coentro, a pimenta e, por cima, duas folhas de louro, e uma pitada bem grande, exagerada, de cominho em pó. Um pouco de água para completar, nenhum sal por enquanto. Tudo cortado em pedaços grossos.

Fecho a grande panela de pressão (presente de casamento), com um certo medo dela, e rezo para que tudo corra bem, que fique tudo na medida certa. Mas… Em dez minutos o cheiro penetrante de todas as especiarias começa a dominar a cozinha, chegando até à sala, e eu penso, até com uma certa poesia, que deve ser assim o cheiro de uma cozinha indiana. Talvez, de todas as casas na Índia. “Já comi curries mais fortes”, penso, com ligeiro pânico. Deve dar certo.

Estou preparando uma espécie de Barreado, mais simples, tentando evocar o sabor delicioso que aprendi no curso de cozinha. Foi numa aula da chef Mara Salles que conheci esse prato típico do litoral do Paraná, receita de origem açoriana. Mara preparou o Barreado para os alunos comme il faut: na panela de barro, cozido muito, mas muito lentamente, panela vedada com uma pasta de farinha de mandioca e água, para não sair nenhum vapor.

A minha panela não é de barro, mas de inox, e o meu tempo também é mais curto, e não disponho nem de um fogão a lenha nem de uma chapa para dissipar o calor, como seria necessário caso eu seguisse a receita à risca, como os antigos, como até hoje se faz.

Para acompanhar o meu “barreado” adaptado, faço também uma panela de arroz branquíssimo, temperado com alho e cebola, e compro a melhor farinha de mandioca que encontro. Pequena frustração: as farinhas de mandioca vendidas em saquinho, aqui em São Paulo, nem se comparam à pura farinha de mandioca, branca, que meu amigo Bito me trouxe da Bahia um dia. Preciso dar um jeito de encontrar esse ingrediente por aqui… Ou perturbar a paciência dos meus amigos! :)

O barreado também se serve acompanhado de banana-da-terra, frita em pouca manteiga, chapeada, o suficiente para ficar levemente tostada por fora. Também não tenho banana-da-terra, mas vou improvisar com banana-prata. Cozinha é improviso, não?

Começo a pensar que exagerei novamente, agora na quantidade. Em casa, somos só dois, e eu fiz uma panela gigante de barreado. Penso que é excesso de amor, só pode ser, e tudo vai ficar bem. Nunca preparei este prato antes, mas assim que senti seu sabor pela primeira vez, entendi que ali estava mais uma “comida de alma” para mim. Com gosto de comida caseira, demorada, simples nos ingredientes. E brasileira, muito brasileira. Um carinho para almas cansadas da guerra, mas que não perdem nunca o gosto pela vida.

Para servir, um prato fundo com farinha, o barreado por cima – carne e caldo – , as fatias de banana frita. Para brindar, cachaça. Ou vinho espumante, gelado, bem ácido. Mas só um pouquinho, porque todos temos de trabalhar amanhã. Mais felizes, no entanto.

Barreado

* Post publicado originalmente no Blogs Abril. Para ver os comentários antigos, clique aqui.

Sopa fria para dias quentes 1

Posted on fevereiro 11, 2009 by Luciana Mastrorosa

Uma das coisas boas de passar mais tempo em casa é poder testar todas aquelas receitinhas que ficaram escondidas no fundo do baú, sem pressa.

Adoro sopas! Mas tem feito um calor daqueles, o que me impede de tomar, com prazer, uma sopa bem quente, do jeito que eu gosto. Revirando a geladeira, encontrei algumas batatas e alhos-poró, e me deu vontade de preparar uma sopa muito leve conhecida como Vichyssoise.

É simples de fazer, muito saborosa, e você pode tomá-la fria ou quente, como preferir. Nestes dias de calorão, em que a gente mal sente fome, é uma ótima opção.

Vamos lá, aprenda a fazer Vichyssoise:

Vichyssoise

Vichyssoise

3 batatas médias
3 alhos-poró (só a parte branca)
1,5 litro de caldo de frango
40 g de manteiga (2 colheres de sopa)
180 ml de creme de leite fresco (ou a mesma quantidade de leite integral, bem gordo)
1 bouquet garni (1 folha de louro, 3 raminhos de tomilho fresco, 3 pimentas-do-reino em grão)
sal e pimenta-do-reino a gosto
Guloseima – Blogs Abril
Descasque e corte as batatas em cubos e reserve. Lave bem o alho-poró, fatie e frite (sue) na manteiga, até amolecer bem. Quando estiver bem macio, acrescente as batatas, junte o caldo de frango e espere ferver. Quando começar a borbulhar, acrescente o bouquet garni, abaixe o fogo e deixe cozinhar, com a panela tampada, até os legumes estarem bem macios.

Quando tudo estiver cozido, coe o caldo (com cuidado!), descarte o bouquet garni e bata os sólidos no liquidificador, com MUITO cuidado, porque o conteúdo vai estar quente. Eu tirei a tampinha menor da tampa do liquidificador e coloquei um pano limpo em cima, para não espirrar e não explodir o copo! :)

Ao bater, vá juntando aos poucos o caldo, até a sopa ficar bem cremosa. Para finalizar, acerte o sal e a pimenta-do-reino e acrescente o creme de leite fresco, espere esfriar e sirva com um pouco de salsinha ou ciboulette (cebolinha francesa) picada. Eu não tinha creme de leite em casa, então acrescentei a mesma quantidade de leite integral fresco, e ficou ainda mais leve. Um fio de azeite extra-virgem também fica ótimo.

Sirva acompanhada de torradinhas com manteiga e alho. E, se possível, com uma taça de vinho branco gelado. E faça um brinde aos dias ensolarados de verão! :)

* Post publicado originalmente no Blogs Abril. Para ver os comentários antigos, clique aqui.

Quesadillas de camarão 0

Posted on janeiro 16, 2009 by Luciana Mastrorosa

Como comentei no post anterior, o calor anda brabo por estas bandas paulistanas. Só consigo pensar em saladas, grelhados e coisas simples para as refeições…

Pensando nisso, resolvi colocar em prática ontem uma receita apetitosa que o chef Hugo Delgado, do restaurante Obá, ensinou na aula de comida mexicana do curso de chef (ai, que SAUDADE do curso!): quesadillas de camarão!

Para preparar, usei tortillas de trigo, que hoje você pode comprar no mercado com o nome de Rap 10. E não é que ficou bom? Para o recheio, usei abobrinha, cebola, milho verde, pimenta dedo-de-moça, alho e camarões. Complementei com queijo meia-cura ralado e ficou um excelente prato rápido para o jantar.

Dica útil: se você estiver sem nenhum tempo sobrando, compre camarões limpos. Frescos, fresquíssimos, porém já limpos. Eu perdi uma boa meia hora para tirar as cascas e a tripinha dos camarões…

Estava com tanta fome que esqueci de tirar foto dos pratos! Mas, blogueira precavida que sou, tinha fotos da receita preparada em aula pelo meu grupo. Mesmo com pequenas adaptações de ingredientes, a receita ficou igualzinha à das fotos! :D Quer aprender?


Na foto, as quesadillas sendo preparadas. Bastante recheio!

Quesadillas de camarão

Rendimento: 5 quesadillas

400g de camarões médios, limpos e sem casca
1 abobrinha cortada em fatias finas, em formato de meia-lua
1 cebola em fatias finas
1 tomate
1 xícara de milho verde
1 dente de alho picadinho
1 pimenta dedo-de-moça em fatias finas, sem semente
1 pitada de pimenta calabresa
10 tortillas de trigo já prontas
1 pedaço de queijo meia-cura ralado
azeite para fritar
sal e pimenta a gosto

Primeiro, prepare o recheio: frite a cebola, o alho, o milho e a pimenta no azeite até a cebola amolecer. Acrescente a abobrinha e o tomate e frite rapidamente. Por último, acrescente os camarões, tempere com sal e pimenta calabresa e cozinhe muito rápido, para não passar do ponto (minutinhos, mesmo). Reserve.

Aqueça uma frigideira, sem óleo, e coloque uma tortilla sobre ela. Cubra com um pouco de queijo meia-cura ralado e, sobre ele, um pouco do recheio. Deixe a tortilla esquentar e ficar crocante e cubra com outra tortilla. Vire a quesadilla para que a outra tortilla esquente também e sirva. O ideal é comer logo depois de pronta, porque a tortilla fica crocante e faz um bom par com o queijo derretido do recheio…

Acompanhe com salada de folhas para ficar ainda mais saudável, gostoso e fresquinho!


Bagunça na cozinha: o recheio delicioso das quesadillas

***

Fiz algumas adaptações à receita do chef Hugo Delgado, a saber: troquei a pimenta jalapeño fresca por pimenta dedo-de-moça
e usei milho verde de lata, em vez de usar o da espiga fresca. É claro que fica muito mais gostoso com milho verde fresco, cozido em casa! Mas eu não tenho preconceitos com os milhinhos de lata, não.

Ah! Como a pimenta dedo-de-moça é muito mais suave que a jalapeño, acrescentei uma pitada de pimenta calabresa em flocos. Mas eu ainda prefiro a pimenta original (mais ardidinha e saborosa). :)

E servi a quesadilla com salada, em vez de guacamole e salsas mexicanas. Mas como a receita é excelente, ficou bom do mesmo jeito. Qualquer dúvida, já sabem: deixem um comentário logo abaixo que eu explico tudo.

Hugo, obrigada pela receita deliciosa! :)

* Post publicado originalmente no Blogs Abril. Para ver os comentários antigos, clique aqui.

A comilança de fim de ano 0

Posted on janeiro 06, 2009 by Luciana Mastrorosa

E aí, meus amigos! Como foram de festas? Espero que tudo tenha sido um sucesso puro! Depois de duas semanas de correria maluca, horas na cozinha, trabalho e plantão e uma semana inteirinha de folga na praia, eu voltei. Renovada, contente, mas ainda me adaptando novamente à correria do dia-a-dia.

Para começar 2009 com o pé direito, deixo com vocês alguns recuerdos de momentos felizes do ano que passou: imagens do almoço de Natal na casa da minha mamma (um dia antes da minha sobrinha fofa nascer!) e uma panorâmica do jantar de pré-Natal (trocadilho infame incluído) que ofereci para alguns amigos na segunda-feira natalina. Com as descrições dos pratos, para deixá-los com água na boca! :D Só fico devendo fotos da ceia de Natal na casa da sogrita, porque a fotógrafa da noite era a Nívea. Manda as fotos, Ni! :) )

Se alguém precisar de receita, é só deixar um comentário aí embaixo, hein? Vamos lá:

Jantar de pré-Natal

O cardápio que criei e executei continha:

Jantar-de-pre-Natal-2008

Risoto de legumes feito com arroz arborio para acompanhar ave fiesta assada com bacon, azeitonas, tomilho, alho e cebola. E…

Bolinhos-de-nozes

… Bolinhos de nozes em profusão, assados em forminha de petit gateau, de sobremesa. Ficaram enormes! Foram devidamente acompanhados de calda de chocolate quente, cerejas frescas e sorvete de creme.

Veja a cara deste bolinho já “decorado”:

Bolinho-de-nozes-com-cobertura

Almoço de Natal na casa da mamma

Para o almoço do dia 25, minha contribuição na cozinha foi praticamente nula, salvo por uma travessa de salada de maionese que havia sobrado da ceia da véspera. A mamma Dalva foi para a cozinha se divertir e ficou tudo uma delícia! Ela preparou:

Peru-de-Natal-2008

Peru assado, recheado com farofa de miúdos e bacon, coberto com pêssego em calda (cláaaassico!), cerejas frescas e abacaxi caramelizado. Delícia!

Além de salada verde, salada de maionese, salpicão de legumes e arroz, a mamma ainda preparou a deliciosa berinjela recheada, sucesso de público e crítica:

Almoco-de-Natal-2008

O resultado dessas duas semanas de festas? Quilinhos a mais e uma felicidade imensa por ter partilhado de boa mesa com amigos e família querida. E alguns presentes deliciosos, como um livro do Quintana, para fazer o tempo correr mais doce em 2009.

Um brinde ao novo ano! :D Que venham muitos jantares, almoços, piqueniques, mesas fartas e encontros memoráveis com quem mais amamos!

* Post originalmente publicado no Blogs Abril. Para ver os comentários antigos, clique aqui.



↑ Top