La Casserole, para ocasiões especiais 16
Semana passada, para celebrar uma ocasião muito especial neste mês de tantas celebrações especiais, fomos conhecer o tradicional bistrô La Casserole.
Fica no centro de São Paulo, no largo do Arouche, bem em frente a uma romântica banca de flores. Para alguém mais sonhador, como eu, quando se entra no La Casserole, é possível relembrar os melhores momentos do centro de São Paulo, quanto tudo era muito luxuoso e belo.

Nossa visita ao restaurante – aberto desde 1954! – foi numa quarta-feira à noite, e o restaurante não estava lotado. Apenas alguns casais dividiam vinhos e pratos apetitosos, no meio do salão bonito, com cara de antigamente, muito bem cuidado.
Para celebrar, pedimos um espumante Miolo Brut e fomos muito bem atendidos pelo garçon/sommelier, que aprovou nossa escolha e explicou um pouco da evolução do mercado de espumantes no Brasil.
O couvert logo chegou à mesa, com tirinhas de pepino e cenoura, crus, arrumados num copo com um cubo de gelo. Muita manteiga fresca, pães fresquinhos e uma tigelinha de excelente tapenade também foram servidos.
Espiando de leve os pratos das mesas vizinhas (xereta!), vi que as porções eram grandes, embora não o suficiente para dividir. Dessa forma, conhecendo meu pequenino estômago, fiquei só no couvert, enquanto meu marido pediu uma omelete com ervas de entrada. Experimentei, claro, e estava deliciosa: casquinha firme por fora, molinha por dentro.
Diante de tantas opções clássicas para o prato principal, bem francesas, fiquei na dúvida se devia pedir o pato com laranja – muito tradicional na casa – mas optei por um steak tartare, que estava morrendo de vontade de experimentar. Como é feito com filé mignon cru – cortado na ponta da faca, e não moído – não é o tipo de prato que se pede em qualquer lugar. Mas o La Casserole é muito bem cotado, e eu sabia que não me decepcionaria.

Para ele, um aromático coelho com batatas e muitas ervas frescas, com um caldo muito bom para se molhar o pãozinho. Não é fino, eu sei, mas é delicioso!
Novamente, acharam que o steak tartare era para ele, e não para mim!
Sempre acontece isso nos restaurantes… Hehehehe!

O fato é que o meu prato foi preparado na nossa frente pelo simpático garçon/sommelier, que nos explicou como se deve fazer um verdadeiro steak tartare. Mas o do La Casserole não leva uma gema crua, como seria o tradicional, porque os ovos no Brasil podem ter salmonela, aquela história que nós conhecemos.
Eu achei até bom, porque não gosto assim tanto de ovo cru. E o prato estava excelente, temperado na medida certa, e foi devidamente acompanhado com fatias de pão torrado e batatas fritas gordinhas e sequinhas.
Comi, comi e comi, bebi, bebi e bebi, e não sobrou espaço para a sobremesa… Mas arrematamos a refeição com um café espresso excelente, com apenas um tiquinho de açúcar para mim, acompanhado de uma madeleine. Me senti Proust.
La Casserole, voltarei. E recomendo.
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La Casserole
Largo do Arouche, 346 – Centro – São Paulo/SP
